Domingo, 27 de Setembro de 2009

Poesia sobre bibliotecas

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
 
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras. 
 
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
 
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
 
Herbário, poemas de Jorge Sousa Braga com desenhos de Cristina Valadas
 

1 comentários:

Sàlvia disse...

Me ha encantado esta poesia. Me la guardo para el blog.
Besadetes

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