
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Efeitos da leitura no desenvolvimento das capacidades do cérebro, por Daniel Sampaio
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009

“Um livro pode ser nosso sem nos pertencer. Só um livro lido nos pertence realmente.”
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Livro vs Internet, ou não...ou não...
António Tabuchi, na Revista LER deste mês.
Fonte: Booktailors
Lista de compras literárias

A Feira do Livro de Lisboa, a 79.ª , abre portas no próximo dia 30 de Abril e, mesmo em tempos de vacas muito magras, os bibliófilos correm sérios riscos de sucumbir à gula literária e abarbatar montes de livros a preços de cigano ou chinês, porém indubitavelmente prescindíveis.
Com o intuito de proteger e prevenir os bibliodependentes, a Pó dos Livros escreve uma "Carta aberta aos leitores desprevenidos em tempos de crise":
"(...)Sobretudo nesta época de crise, onde uma visita à Feira do Livro pode pôr em causa toda uma dieta literária, engordando de forma desmesurada as suas prateleiras com livros sem qualquer valor nutritivo, muito prejudiciais para a sua linha e carteira. Para que isto não lhe aconteça, tem de perceber que há livros e livros. Estará seguro se cumprir seis regras essenciais:
1.ª Regra:
Elabore previamente uma lista dos livros que pretende consumir. Tome nota dos seus respectivos autores, editores e preços. Pode fazê-lo na livraria, com a ajuda do seu livreiro. E, lembre-se, os melhores produtos nem sempre se encontram nas grandes superfícies.
2.ª Regra:
Se quiser arriscar e não seguir a primeira regra, então não compre por impulso nem comece pelas novidades. São as mais apetecíveis, mas normalmente também são as mais caras. Deixe-as para o fim.
3.ª Regra:
Não se deixe enganar por preços demasiado baixos. Os livros não são como os remédios. O livro genérico não tem o mesmo composto químico do livro de marca, apesar de alguns terem o mesmo título e autor. Não esqueça a relação preço qualidade.
4.ª Regra:
Observe e manuseie os livros antes de os adquirir. Não se deixe enganar pelos temas uniformizados, capas brilhantes com altos e baixos-relevos, cheias de cores e muito apetitosas, nem com cintas com frases apelativas, autocolantes com muitos números de edição e muitos milhares de livros vendidos. Habitualmente, estes livros só servem para acumular peso, alargando muito as suas estantes. Também não costumam ter qualquer sabor ou valor nutritivo. Costuma-se dizer: «A fruta mais saborosa é aquela que tem bicho.»
5.ª Regra:
Cheire os livros, sinta todos os seus aromas. Depois, com cuidado, prove as contracapas, as badanas, os índices, os cólofons, os prefácios. Se possível, leia as fichas técnicas, onde pode perceber a origem, os componentes e efeitos secundários. Veja o tamanho da mancha, a fonte de letra e a gramagem do papel. Repare também se têm data de validade e selo de qualidade, isto é, autor.
6.ª Regra:
Depois de todas as anteriores regras terem sido cumpridas, resta para escolha muito menos de metade de todos os livros disponíveis. Poderá consumi-los à vontade, na certeza de que levará para casa um produto de qualidade. Acrescento que alguns devem ser consumidos de imediato, engolindo-se de uma só vez. Não se preocupe - são mesmo feitos para isso e não fazem mal. Outros são para saborear, mastigar, digerir devagar. Dê tempo ao seu organismo para que absorva todos os nutrientes de forma a alimentar corpo e de uma maneira saudável e equilibrada.
Desejo-lhe uma boa Feira do Livro.
Lisboa, 27 de Abril de 2009
http://livrariapodoslivros.blogspot.com/2009/04/carta-aberta-aos-leitores-desprevenidos.html
quarta-feira, 22 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Um Poema de Bráulio Tavares que descobri na Bruaá
O CASO DOS DEZ NEGRINHOS
(romance policial brasileiro)
Dez negrinhos numa cela e um deles não mais se move.
Manhã cedinho eles contam: e só tem nove.
Nove negrinhos fugindo; um deles, o mais afoito
dançou — os guardas pegaram — fugiram oito.
Oito negrinhos trabalham de revólver e canivete;
roupa cáqui vem chegando; correram sete.
Sete negrinhos seguiam pela rua de vocês.
Um pai chamou a polícia; fugiram seis.
Seis negrinhos dão o balanço: bolsa, anél, relógio, brinco...
houve um erro na partilha e viraram cinco.
Cinco negrinhos de olho na saída do teatro;
um vacilou, deu bobeira, sobraram quatro.
Quatro negrinhos tormbando. Todos quatro de uma vez.
Um deles o cara agarra — mas não os três.
Três negrinhos batalhando feijão, farinha e arroz.
Um deu-se mal: a comida... dava pra dois.
Dois negrinhos se embebedam de brama, cachaça e rum;
discussão, briga, navalha... fica esse um.
E um negrinho vem surgindo
do meio da multidão:
por trás desse derradeiro
vem um milhão.
Fonte: Bruaá Editora
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Vista-se bem para pensar melhor!
sexta-feira, 10 de abril de 2009
A estante ideal para este blogue ;) / Great dog bookcase!
Obama, o Bárbaro.
Os editores e criadores de banda desenhada estão fascinados com o fenómeno "Obama".
"De uma terra distante surge um herói poderoso. O filho de agricultores de dois reinos distintos, conhecido como Barack, protege a população da Terra da Esperança".
A próxima revista de banda desenhada da editora canadiana Devil's Due terá o título sugestivo 'Barack the Barbarian: Quest for the Treasure of Stimuli', tendo como protagonista o actual presidente dos Estados Unidos.
Na saga, 'Barack' vai apresentar-se de tanga e colar tribal, mostrando uma enorme quantidade de inflados músculos e terá como missão (esperemos que não se revele uma missão impossível) salvar a economia dos EUA.
O herói vai enfrentar vilões como 'Boosh the Dim' (em alusão a George W.Bush ) e 'Red Sarah', uma cópia de Sarah Palin, a ex-candidata republicana à vice-presidência dos EUA . Outras personagens são 'Cha-nee the Grim' (Dick Cheney, ex-vice-Presidente dos EUA), 'Sorceress Hilaria' (a actual Secretária de Estado, Hillary Clinton ) e o 'Biill', uma espécie de semi-deus ( Bill Clinton , ex-Presidente americano e marido de Hillary).
Segundo o autor da história, Larry Hama , autor de famosas bandas desenhadas, o destino do herói 'Barack' é salvar a América do Norte e destronar os déspotas com salários elevados.
E nós, teremos o Super-Sócrates!? Hum, não.
Fonte: Jornal Expresso
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Ler dá sempre lucro! / Reading is always a profit
As orações "soburdinadas" do artolas
- Queres que pare?
e não valia a pena parar porque não reparava em mim. O que lhe terá acontecido? Casou? Teve filhos? Ou continua no mesmo prédio, de tranças, sem me ligar nenhuma? Deve continuar no mesmo prédio, de tranças, sem me ligar nenhuma, porque carga de água havia de me ligar? Ligava o professor
- Escreve aí no quadro uma oração subordinada
e deu-me um estalo porque escrevi soburdinada. Até hoje acho soburdinada mais bonito. O professor era uma besta de violência, distribuía chapadas pela aula e eu queria ficar grande num instante para lhe aplicar uma sova. Quando fiquei grande procurei-o na lista telefónica para lhe devolver os estalos: nunca o encontrei e ninguém sabia dele. Nos intervalos de bater tirava pêlos do nariz ou mandava-nos comprar-lhe cigarros. (...)
- Estás a pensar na morte da bezerra, tu?
- Não, senhor André
- Então vem aqui ao quadro escrever uma oração subordinada.
Tudo isto me regressou, num vómito instantâneo de imagens, mal a minha prima Ana Maria
- António
de braços abertos na rua, mais baixa que eu, que esquisito. Os olhos dela iguaizinhos, redondos, uma festa que me soube tão bem na cara. Depois acenámos adeus e fui-me embora. Entrei no carro, vim para aqui fazer isto. Acabei o livro, estou vazio. No meio da prosa chegam traduções minhas em grego que a agência mandou por esses correios especiais em que a gente tem de assinar um papel. Assino sempre na linha errada e o empregado diz sempre
- Não faz mal.
Desta foi em grego, da última em macedónio ou polaco. E aparece logo o senhor André a anunciar aos gregos, aos macedónios, aos polacos
- Escreve soburdinada, o camelo
num desprezo sem fim, e os gregos, os macedónios e os polacos a concordarem, escandalizados. Devem achar os estalos merecidos:
- Soburdinada, que horror, anda a gente a publicar este artolas
e o artolas, distraído deles, a pensar na morte da bezerra. Não: o artolas, distraído deles, a respirar o vapor do caneiro, espantado com os ratos. Não: o artolas a hesitar como se acaba esta crónica. Não a acabes, artolas: fica assim".
terça-feira, 7 de abril de 2009
Um filme que ainda não vi mas tenho mesmo que ver.
sábado, 4 de abril de 2009
As bibliófilas de Erin McGuire / Women with books by Erin McGuire

O único tipo de escalada de que eu sou adepta, a escalada livresca às estantes...tudo o restodá-me vertigens!
sexta-feira, 3 de abril de 2009
O Décimo Círculo de Jodi Picoult
“Daniel Stone, autor de banda desenhada, nunca suspeitou nem por um momento que o mesmo rapaz que a sua filha de catorze anos, Trixie, amava pudesse infligir-lhe o pior dos males. Seria possível que o mesmo jovem que um dia tinha feito o rosto de Trixie enche-se de luz a tivesse drogado e depois violado? Ela afirma que foi o que ele fez, e basta isso para que Daniel, um homem que escondeu o seu passado até a sua família, se aventure a ir ao inferno e a voltar para proteger a sua filha. Cheio de ilustrações que reflectem a profundidade da angústia desta família, O Décimo Círculo é um romance cativante e absorvente que revela de uma forma brilhante o coração desesperado de uma jovem e do pai que tenta salvá-la” (Texto do editor)
Este foi o único factor de atracção que me fez pegar no livro, depois de o texto na contra-capa me ter assustado…pensei que seria uma história tão dramática que tornaria penosa a leitura. Mas Picoult, que eu descobri agora através deste livro, é uma escritora competente. A sua analogia da história da família Stone com o Inferno de Dante é boa…entramos no mundo da banda desenhada e ainda vislumbramos pistas sobre a vida e a cultura do Alaska!
O maior mérito (a seguir à articulação enredo-banda desenhada) é a de, a propósito da relação sempre intensa e subjectiva entre pais e filhos, sobretudo adolescentes, mostrar que nem tudo é preto no branco. Vive-se numa larga faixa cinzenta em que se torna por vezes difícil distinguir o certo do errado, a verdade da mentira. As aparências iludem, há uma sucessão de enganos e desenganos… sem certezas nem verdades absolutas, só verdades parciais/pessoais/subjectivas com as quais é preciso conviver…e quando a convivência se torna impossível…aí é o inferno.
É uma leitura que recomendo.






