"Velha Infância" pelos Tribalistas, com Marisa Monte.
"Outside of a dog a book is men's best friend, inside of a dog it's too dark to read" Grocho Marx
Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
Terça-feira, 27 de Abril de 2010
Queres ser fiel a ti mesmo ou pertencer à rebanhada? A segunda é mais fácil.
"Take chances if you can handle the repercussions. You want to be an individual; can you handle it? Because it’s lonesome. That means not running with the pack. The pack don’t want you when you’re an individual. Pack wants you to be the pack. The phrase “to thine own self be true”: It’s real. But it’s hard".
Whoopi Goldberg, Glamour May 2010
Não sei se será sempre uma questão de escolha: há pessoas que naturalmente se diferenciam do rebanho, na defesa da sua coerência, com todas as dificuldades inerentes, e há aqueles que só sabem seguir, agir por orientação e imitação. A estes é estranho o acto de questionar, pôr em causa, mudar. São as personagens planas de um romance barato.
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"Se um dia o diabo quiser, faremos o crime perfeito".
Os Donna Maria, com Paulo de Carvalho, cantam Quase Perfeito.
Muito bonita.
Aqui fica a letra:
Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero
Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia
Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça
Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010
"Há amores assim"...
Esta é daquelas músicas que anda comigo no meu mp3.
Música dos Donna Maria. E a letra:
Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim
Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo
Não vou ganhar
Nem perder
Nem me lamentar
Estou pronta a saltar
De cabeça contra o mar
Je t’aime je t’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim
Há amores assim
Que nunca têm inícioMuito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim
Não vou medir
Nem julgar
Eu quero arriscar
Tenho encontro marcado
Sem tempo nem lugar
Je t’aime je t’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim
Je t’aime je t’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim
Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo
Quando te encontrar sei que tudo se iluminará
Reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade
É que na verdade a saudade já me invade
Mesmo antes de te alcançar
É a sede que me mata
Ao sentir o rio abraçar o mar
Je t’aime je t'adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim
Sem lágrima caída
Sou dona da minha vida
Sem nada mais nada
De bem com a vida
Música dos Donna Maria. E a letra:
Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim
Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo
Não vou ganhar
Nem perder
Nem me lamentar
Estou pronta a saltar
De cabeça contra o mar
Je t’aime je t’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim
Há amores assim
Que nunca têm inícioMuito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim
Não vou medir
Nem julgar
Eu quero arriscar
Tenho encontro marcado
Sem tempo nem lugar
Je t’aime je t’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim
Je t’aime je t’adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim
Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo
Quando te encontrar sei que tudo se iluminará
Reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade
É que na verdade a saudade já me invade
Mesmo antes de te alcançar
É a sede que me mata
Ao sentir o rio abraçar o mar
Je t’aime je t'adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim
Sem lágrima caída
Sou dona da minha vida
Sem nada mais nada
De bem com a vida
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Os únicos livros que nos influenciam são aqueles para os quais estamos prontos...
"Os únicos livros que nos influenciam são aqueles para os quais estamos prontos e que avançaram um pouco mais no caminho que nós próprios temos para percorrer". - tradução minha da citação que se segue:
"The only books that influence us are those for which we are ready, and which have gone a little farther down our particular path than we have yet got ourselves.
E.M. Forster
Fonte: Word Painting
Domingo, 25 de Abril de 2010
A música da revolução da minha tenra infância
Em 1974 (eu tinha dois aninhos), Paulo de Carvalho ganhava o festival da canção com E Depois Do Adeus, música senha da Revolução do 25 de Abril. Uma composição de José Niza.
Eu já não soube o que era a ditadura, a não ser como parte da história recente de Portugal.
E a letra desta música é linda!
"Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós".
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Cyrano de Bérgerac, um dos meus filmes de eleição
Um filme belíssimo, um dos meus preferidos. Todo em verso conta uma história de amor comovente. Gérard Depardieu no seu melhor em Cyrano de Bérgerac, um clássico francês, aqui na versão de 1990.
Cyrano é um poeta irreverente e corajoso espadachim, apenas atormentado por um amor que considera impossível, inspirado pela doce Roxane, e que não se atreve a declarar por complexos físicos: a sua face encontra-se desfigurada por um nariz desmesurado.
Aqui fica uma sequência memorável em que Cyrano trava um duelo ao mesmo tempo que compõe uma balada. Tentem abster-se das legendas em inglês e seguir apenas a cadência, a sonoridade dos versos em francês. Memorável!
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vídeo
Uma valsa para um sorriso de Domingo, linda, linda, linda!!!
É A Sunday Smile dos Beirut.
All I want is the best for our lives my dear,
and you know my wishes are sincere.
Whats to say for the days I cannot bare.
A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile and we felt true. (and)
We burnt to the ground
left a view to admire
with buildings inside church of white.
We burnt to the ground left a grave to admire.
And as we reach for the sky, reach the church of white.
A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile and we felt true.
All I want is the best for our lives my dear,
and you know my wishes are sincere.
Whats to say for the days I cannot bare.
A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile and we felt true. (and)
We burnt to the ground
left a view to admire
with buildings inside church of white.
We burnt to the ground left a grave to admire.
And as we reach for the sky, reach the church of white.
A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile you wore it for a while.
A Sunday mile we paused and sang.
A Sunday smile and we felt true.
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As minhas músicas
Sábado, 24 de Abril de 2010
A contadora de histórias para cabras
Descalça e feérica, de livro aberto no colo mas contando de cor, sob o olhar de uma audiência atenta (ao cheiro apetecível do papel). Diz-me a imaginação povoada de imagens dos contos infantis que as cabras são leitores apaixonados, príncipes letrados, vítimas de um cruel feitiço.
Peculiar fotografia de Tom Chambers.
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leitura
Estatísticas sobre a vida sexual dos bibliotecários (1992): grandes malandros! :)))
"Will Manley is a retired librarian. In 1992, while working for the Wilson Library Bulletin, he sent a survey to subscribers about sex. 5,000 librarians responded, but the prudish Library Bulletin wouldn't publish the results. They've finally been released!
The Wilson Library Bulletin ("a professional journal published for librarians from 1914-1995") published the initial survey, but then fired Manley and refused to publish the results. Thanks to the increasing democratization of publishing technology, Manley was able to publish the results on his blog last week. This is a big day for anyone who has a sexy librarian fetish. (And, honestly, who doesn't?) Without further ado: According to "The 1992 Librarians and Sex Survey," of 5,000 librarians surveyed:
40% believed that "Playboy" should be in libraries
23% thought "Playgirl" should be in libraries
22% believed that libraries should have condom dispensers in their bathrooms
20% had "done it" in the library
91% had read "The Joy of Sex"
34% lost their virginity before age 18
4% were still virgins
20% believed that sex without love is bad sex
Only 1% had sex more than 7 times per week
50% had sex 1-2 times per week
30% had 2-5 partners in their lifetime
4% had more than 50
78% of female librarians felt they had been sexually harassed by a patron
7% of male librarians did
And our favorite:
When asked to pick the Shakespearean title that best described their first sexual encounter, 28% chose Comedy of Errors; 23% chose Midsummer's Night Dream; 22% chose Much Ado About Nothing; 21% chose All's Well That Ends Well; and 6% chose Rape of Lucrece.
Podem ler mais desvarios estatísticos, apropriados para quem tem um fétiche por bibliotecári@s no blogue de Will Manley, esse grande maluco... :)))
Fonte: Gawker
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bibliotecário,
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010
Uma citação literária para quem gosta de xadrez
"Most gods throw dice, but Fate plays chess, and you don’t find out til too late that he’s been playing with two queens all along".
Terry Pratchett
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citação
Michelle Pfeiffer & Jeff Bridges - Makin' Whoope: tremendamente sexy!!!
Michelle Pfeiffer & Jeff Bridges - Makin' Whoope (The Fabulous Baker Boys) , 1989
É sempre bom rever.
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Os meus filmes
Hoje comemora-se o Dia Mundial do Livro!
A DGLB está a articular este dia (23 de Abril) com o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social através da campanha Um livro faz-me mais rico, em colaboração com as Bibliotecas Municipais.(BM) .
O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram escritores como Cervantes e Shakespeare.
A ideia da comemoração do DIA MUNDIAL DO LIVRO teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, é oferecida uma rosa a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.
Em 2010, a DGLB vai articular esta data com o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social. Também a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas estará presente nesse dia, pelas 11 horas, na Biblioteca da Associação Cultural Moinho da Juventude no Alto da Cova da Moura, numa cerimónia simbólica de oferta de livros. Esta biblioteca, inaugurada em Janeiro de 2006, recebeu o nome do poeta António Ramos Rosa, que a apadrinhou. Desde então, vários projectos de promoção da leitura têm vindo a ser desenvolvidos com crianças, jovens e famílias. Alguns deles, dinamizados por Miguel Horta, têm recebido o apoio da DGLB.
Os cartazes que assinalam as duas efemérides são da autoria do ilustrador José Manuel Saraiva.
Um livro faz-me mais rico: Veja quais as bibliotecas aderentes AQUI.
Fonte: DGLB
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Dia Mundial do Livro
5 Investigadores, 5 Livros, 5 Razões para os Ler
No Dia Internacional do Livro, que se comemora hoje, 23 de Abril, o Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva, em colaboração com a FNAC, convidou cinco investigadores a partilharem os seus livros científicos preferidos.
O encontro do público com José Xavier (Instituto do Mar da Universidade de Coimbra), David Marçal (investigador e autor de humor científico), Carlota Simões (Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra), Miguel Castelo Branco (Instituto Biomédico de Investigação da Luz e Imagem) e João Fernandes (Observatório Astronómico de Coimbra) terá lugar às 18h30 na FNAC do Centro Comercial Vasco da Gama, na zona do Parque das Nações. A entrada é gratuita.
Ao longo dos próximos meses, os apaixonados da ciência e da tecnologia são convidados a registar no site da Ciência Viva as suas obras de eleição, explicando o porquê da escolha. João Lobo Antunes, Carlos Fiolhais, Fraústo da Silva, António Firmino da Costa, Nuno Crato e Jorge Buescu são alguns dos investigadores que já responderam ao desafio da Ciência Viva "Os Livros que Queremos Ler".
O Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva ganhou o Prémio Rock in Rio Atitude Sustentável 2010 na categoria Educação, em representação da Rede Nacional de Centros Ciência Viva.
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Dia Internacional do Livro
Terça-feira, 20 de Abril de 2010
Alternativa biblioteconómica: uma organização cromática :)
Qual CDU qual quê?! :)))))) (para os não bibliotecários informo que não se trata de um partido político mas da Classificação Decimal Universal, sistema de classificação amplamente usado nas Bibliotecas).
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biblioteca,
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Sábado, 17 de Abril de 2010
O beijo erótico de Jorge de Sena
O Beijo
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.
Jorge de Sena
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Literatura Portuguesa,
poesia
As rosas e as ervas daninhas do ímpar jardim humano português
«Os manuais de jardinagem explicavam que um jardim sem muro era mais propenso ao ataque das ervas daninhas. Com um muro alto, era mais difícil as sementes disseminarem-se pela acção do vento. Por outro lado, a sombra do muro impedia a proliferação dessas ervas que, por serem endémicas, preferiam o sol. Havia espécies de plantas ornamentais que se davam bem à sombra e os manuais aconselhavam o seu plantio. Nada disto, porém, era exacto. Apesar do muro, no jardim do sr. Lindolfo proliferavam os dentes-de-leão, as leitugas, as macelas e os beldros. Enquanto isso, as rosas, as petúnias e os amores-perfeitos, se não fossem constantemente vigiados, estiolavam.
O jardim humano, mesmo assim, era bem mais complexo. Os muros que a sociedade foi construindo para salvaguardar uma pretensa moral iam desabando. Nenhum herbicida, nenhuma monda seria capaz de expurgar os dentes-de-leão da sociedade. Simplesmente porque deixaram de ser considerados ervas daninhas. São ervas entre outras, com a sua especificidade, as suas características próprias, fruto dos mil caprichos da natureza.»
Esta é uma passagem de Jardim sem Muro, de José Leon Machado (2007), o último livro que li. Depois de ler A Estrada, estava a precisar de uma leitura mais leve e bem-humorada e achei-a nesta colectânea de contos. Trata da vida de personagens que nos parecem pessoas reais, mais ainda, familiares. Poderiam ser nossos vizinhos, colegas, "portugas" como nós. :) Sobretudo gente do norte, muitos emigrantes portugueses, alguns professores, algumas imigrantes brasileiras...
Neste livro não há deslumbres de linguagem, malabarismos linguísticos ou overdoses de recursos estilísticos. O escritor não se dispersa. Não há excessos. A escrita é enxuta e não há lugar para palavras supérfluas. (O que não é fácil de conseguir: aliás é esse o desafio do conto enquanto narrativa curta).
É a ironia que confere a estes contos o seu principal factor de atracção. É difícil suspender a leitura a meio de um conto: a expectativa inquieta e diverte. O travo irónico da escrita promete a recompensa e o sorriso que vem com o ponto final.
Conheça o Calheiros, pequeno empresário da construção civil, cinquentão atrevido que tenta seduzir uma jovem estagiária com idade para ser sua filha. No conto A Nova Gestora.
Em O Despiste, veja como o Mouta, emigrado na Suiça com a mulher e os filhos, vindo passar o Natal sozinho à terra natal, sucumbe a um momentâneo acesso de fervor religioso entre duas idas à casa de alterne local.
Internautas é sobre as andanças de Lucas, funcionário de repartição de finanças que, aos 34 anos, apanhou o vício da Internet, dos chats românticos (será que detecto aqui um oxímoro?) e das visitas assíduas aos sites pornográficos. É numa dessas noitadas virtuais que conhece a Doidinha, fogosa brasileira, com quem inicia relação romântica e sexual transatlântica.
Quanto a Os Canalizadores, saiba que se o título do conto pode parecer banal e pouco literário, nas suas linhas vai encontrar o mito de Adão e Eva entre canos, tubos de cobre e PVC. :)
Recomendo vivamente a leitura destes contos em cuja leitura encontramos a ironia que reconhecemos na vida.
"Jardim sem Muro é uma colectânea de dezanove contos. As personagens baseiam-se nalguns dos tipos da sociedade portuguesa actual, aparecendo vendedores de automóveis em segunda mão, comerciantes de tintas e vernizes, empreiteiros, serralheiros, canalizadores, carpinteiros, electricistas, professores do ensino secundário, funcionários das Finanças, estudantes de Psicologia, reformados, emigrantes, agentes de segurança, viciados na Internet, coleccionadores de selos e moedas, especialistas em ciências ocultas, frequentadores de casas de alterne e respectivas funcionárias. Os políticos, por evidente falta de utilidade na sociedade, são das poucas figuras com que o autor não perdeu tempo nem gastou papel. Os contos, escritos num tom divertido, deixam transparecer o sorriso sarcástico de Eça de Queirós e o piscar de olho malandro de David Lodge". (Edições Vercial).
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
Jogos de computador e Web 2.0 – Desafios para a formação dos bibliotecários
"Há muito que o termo “bibliotecário” evoca uma imagem algo estranha, empoeirada e ultrapassada, de alguém que colige, indexa e transmite a herança e o conhecimento da humanidade que se encontra especialmente em formato impresso, obrigando a um trabalho em certa medida conservador, cuidado e ponderado. Mas, com o passar do tempo, o bibliotecário evoluiu e com ele evoluíram também a mediação do conhecimento e da comunicação, uma evolução tão bem sucedida e discreta que, para a maioria das pessoas, a verdadeira função do bibliotecário se tornou quase uma incógnita.
Com a transformação da internet numa ferramenta de comunicação e informação à escala global, a validação e legitimação da profissão dos bibliotecários torna-se uma necessidade. Se é possível comunicar, encontrar e disponibilizar informação livremente na Internet, para que servem os bibliotecários, profissionais que nunca
foram vistos como sendo particularmente inovadores ou apologistas das tecnologias? A comunicação através do computador é muito mais abrangente, rápida e independente do que a mediada de forma tradicional pelos bibliotecários, não estando limitada pelo tempo, espaço ou suporte físico.
Depois da letargia e da auto-comiseração, muitos bibliotecários aceitaram os novos desafios: reconheceram que a limitação aos suportes físicos não fazia sentido e constataram que a comunicação através do computador, devido ao seu imediatismo e paralelismo, (1:1, 1:v; v:1 e v:v), pode levar a um excesso de informação. Torna-se assim necessário encontrar especialistas que ajudem a desbravar esta selva da informação.
Impõem-se então algumas questões: conseguirão os bibliotecários ajudar? Conseguirão acompanhar as evoluções tecnológicas de ponta? E deverão fazê-lo? Como serão transmitidos no futuro os conteúdos culturais e científicos? Como se alterou a aprendizagem e, em consequência, o utilizador? O que significam os novos media como os jogos de computador e a Web 2.0 para o trabalho futuro do bibliotecário e como é que isso irá influenciar a formação profissional do bibliotecário? Poderemos ter, no futuro, apenas uma formação única para o bibliotecário ou irá este passar a ser apenas um termo geral que engloba várias actividades multifacetadas? As novas tarefas e objectivos não irão requerer também novas cooperações e redes? E quem serão os parceiros?
Estas são questões que, devido à sua complexidade, deverão ser abordadas de igual forma pela sociedade, pelo indivíduo e pelo bibliotecário. O Goethe-Institut Portugal pretende assim abrir a discussão com a organização de uma conferência. Grupo-alvo serão, naturalmente, os próprios bibliotecários, mas também professores de instituições de ensino superior, associações profissionais e ministérios".
No âmbito do projecto “Realidades Virtuais”, o Goethe-Institut Portugal, em colaboração com a APBAD, o Instituto Franco-Português, o Instituto Cervantes, o Instituto Ibero-Americano da Finlândia e o Instituto Italiano de Cultura organiza a conferência internacional “Videojogos e Web 2.0: desafios para a formação dos bibliotecários”, que irá contar com a presença de especialistas de Portugal, da Alemanha, de França, de Espanha, de Itália e da Finlândia.
20 de Maio de 2010, Auditório do Goethe-Institut Portugal
Entrada gratuita mediante inscrição
Fonte: Goethe-Institut Portugal
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A razão porque às vezes me sinto fora de contexto no mundo...
...deslocada, recatada, estranha, como se não pertencesse a um grande livro quotidiano, como se este livro fosse escrito numa língua desconhecida para mim mas não para a maioria dos que me rodeiam..."out of context"! Será esta?
"The majority of well adapted individuals have lost their own self at an early age and replaced it completely by a social self offered to them by society. They have no neurotic conflicts because they themselves… have disappeared".
Erich Fromm
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010
Conhecimento conectivo pode dar sentido à crescente abundância de informação
Para profissionais da informação e da educação reflectirem.
"George Siemens propõe o conectivismo como novo paradigma de ensino-aprendizagem. Face ao crescente número de fontes de informação, o investigador alerta: "O maior desafio que os indivíduos e as organizações vão enfrentar nas próximas décadas será dar sentido a esta abundância!"
É professor e director do Centro de Tecnologia da Aprendizagem da Universidade de Manitoba, no Canadá, e juntamente com o seu colega Stephen Downes, do Institute for Information Technology's e-Learning Research Group (Canadá), George Siemens tem explorado as possibilidades pedagógicas das novas tecnologias da informação e comunicação.
O conectivismo foi dado a conhecer em 2004 através da publicação de um texto online Connectivism: A Learning Theory for the Digital Age (2005) e tem sido desenvolvido e divulgado através da publicação de artigos em suporte de papel e online, de capítulos de livros, da participação em encontros científicos e da organização de um curso online, através da Universidade de Manitoba onde participaram 2 400 pessoas espalhadas pelo globo. As teorias conectivistas estão sintetizadas pela mão de George Siemens na obra Knowing Knowledge (2006).
EDUCARE.PT: Estamos habituados a ver o mundo digital como uma font_tage inesgotável de conhecimento quantitativo, onde o desafio é o de encontrar informação de qualidade, ou seja, proveniente de font_tages confiáveis. De que modo o conhecimento conectivo se posiciona neste contexto?
George Siemens: Concordo, estamos habituados a ver o mundo digital como uma font_tage inesgotável de conhecimento. Um recente projecto de investigação da Universidade da Califórnia, em San Diego (http://hmi.ucsd.edu/howmuchinfo_research_report_consum.php) dá conta da enorme quantidade de informação que experimentamos e consumimos diariamente.
Actualmente, parece que este fluxo de informação só vai continuar a aumentar através de sites de partilha de imagens como o Flickr, de redes sociais como o Facebook e o Twitter, e de bases de dados livres como o data.gov. Estou convencido de que o maior desafio que os indivíduos e as organizações vão enfrentar nas próximas décadas será dar sentido a esta abundância. Este desafio, no entanto, não será possível através dos sistemas de "dar sentido" usados no passado. Um único indivíduo - um especialista - é simplesmente incapaz de interpretar a totalidade de informação que é produzida.
Teremos de mudar para modelos de trabalho em rede que permitam dar sentido a informação complexa e em rápida transformação. Veja-se o modo como foram investigados a SARS e o H1N1. Uma rede de laboratórios de investigação de todo o mundo trabalhou 24 horas por dia para identificar a natureza de cada doença. A informação foi partilhada e circulou livremente de um laboratório para o outro.
Este modelo de abordar em rede fenómenos complexos ilustra o que eu e outros (como o Stephen Downes) temos chamado de conectivismo e de conhecimento conectivo. Em vez de estarmos face a uma só font_tage confiável, indivíduos e organizações desenvolvem redes de conhecimento especializadas. Esta rede - associada à visualização de dados - torna possível distinguir a informação de valor da irrelevante. De certa forma, a rede é um agente cognitivo que ultrapassa as limitações individuais. Eu posso não ser capaz de identificar todos os elementos que compõem a informação de qualidade, mas uma rede social e tecnológica sim.
E: A teoria do conectivismo diz que "a nossa capacidade de continuar a aprender o que nos fará falta amanhã é mais importante do que aquilo que sabemos hoje". Há aqui uma desvalorização do conhecimento que já adquirimos em virtude do que ainda vamos adquirir?
GS: Não sei se desvalorização é o termo mais correcto. O conhecimento é uma função relacional... conexões entre font_tages de informação. Apercebemo-nos desta realidade cada vez que um país enfrenta um ataque terrorista ou depois da crise económica de 2008. Depois destes acontecimentos, ficou claro que os elementos da informação existiam, mas simplesmente não estavam conectados de modo que se produzisse o conhecimento necessário para agir. Eu levo esta ideia mais longe e digo que a informação se torna conhecimento através das conexões. Então, neste sentido, o conhecimento é um sistema de formação de conexões...
Quando eu frequentava a escola, Plutão era um planeta. Hoje não é. Uma década atrás a China não era vista como uma superpotência económica. Hoje é. Há cinco anos atrás, os media sociais (redes sociais como o YouTube e Facebook) eram em grande medida a margem do desenvolvimento da Internet. Hoje em dia constituem uma força social, influenciando o marketing, os negócios e a política. A informação que fomos conectando para formar conhecimento está constantemente em mudança. Como resultado, é decisivo que os indivíduos e as organizações continuem a avaliar e a actualizar a informação existente... e que tenham a capacidade de o fazer rapidamente. A incapacidade de se adaptar pode ser catastrófica em períodos de rápida mudança.
E: Que consequências tem o conectivismo enquanto novo modelo de aprendizagem no modo como se ensina e se aprende nas escolas?
GS: Não quero sobrevalorizar a importância do conectivismo. Nas últimas décadas inúmeros teóricos têm avançado com teorias e ideias sobre a aprendizagem. Os mais notáveis são os que enfatizam a distribuição cognitiva, complexidade, comunidades, teoria do activismo, a teoria do actor em rede. Portanto, não é só o conectivismo que tem implicações no modo de ensinar e aprender. As salas de aula começam a ser invadidas por mudanças substanciais no modo como criamos e difundimos a informação na nossa era e no modo como os indivíduos comunicam entre si.
Um professor, hoje em dia, pode trazer um orador convidado via Skype, partilhar videos no YouTube, e aceder a font_tages abertas de recursos educacionais de dezenas de universidades. Um professor pode ainda criar redes globais de turmas - em que uma turma em Portugal, por exemplo, colabore com uma turma do Canadá, outra de África e ainda outra de Singapura.
As implicações educacionais desta "abertura" são numerosas. Mais crítica, creio eu, é a capacidade dos estudantes de criar e formar redes de aprendizagens pessoais válidas para avaliar e filtrar a excessiva informação, para conectar com outros para indicar falhas no conhecimento, e para oferecer novas e criativas recombinações de informação com vista a avançar e a expandir os seus conhecimentos.
E: Não será perigoso fazer depender a aprendizagem de uma rede de conexões feita por uma pessoa, se essa pessoa não possuir a competência para descobrir as melhores font_tages? E, neste caso será que a escola pode ser considerada responsável pela "ignorância" destas escolhas individuais?
GS: Não creio que seja perigoso. Sim, em diferentes estádios de competência num determinado campo ou área de estudo, podemos requerer mais orientação por parte de quem está há mais tempo a trabalhar nesse campo. Mas penso que é mais perigoso limitar o nosso input de informação a uma mão-cheia de peritos...
Os peritos são importantes, mas podem enganar-se. Os educadores jogam um papel muito importante ajudando os alunos a formarem nuances e diversas redes de trabalho para que eles (os alunos) sejam capazes de experimentar uma matéria sobre múltiplas facetas.
Veja-se o que acontece ao conhecimento de ponta. Que boas font_tages de informação tem quem é líder em áreas de investigação? Apenas a sua rede de pares. De um modo semelhante, os métodos que os peritos usam para dar sentido ao mundo podem ser modelados por novas descobertas realizadas nesse campo. Como já disse, um aprendiz irá com certeza necessitar de níveis mais elevados de apoio para formar a sua rede, mas depois de algum tempo, ele estará apto a criticar, avaliar e a conectar sem confiar exclusivamente em outros para lhe providenciarem um guia".
Andreia Lobo, 2010-04-12
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O poder criador da palavra
"O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa e produz encantamento".
Mia Couto
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010
Bibliotecas, Web e Literacia: construir recursos e serviços em comunidade
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Música solarenga: Santo, Santo
Alexander Pires & Gloria Estefan - Santo
Impossível não dançar!
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Domingo, 11 de Abril de 2010
Quando o crime vem como a chuva cai
Como alguém que chega com uma carta importante ao ghichet depois das horas regulamentares: o ghichet já está fechado.
Como alguém que quer advertir a cidade duma inundação: mas fala uma outra língua. Não o compreendem.
Como um mendigo que pela quinta vez bate a uma porta onde já recebeu esmola quatro vezes: ele tem fome pela quinta vez.
Como alguém cujo sangue lhe corre duma ferida e espera pelo médico: o sangue continua a correr.
Assim vimos nós e relatamos que em nós se cometem crimes.
Quando se relatou pela primeira vez que os nossos amigos eram abatidos pouco a pouco, houve um grito de horror. Então foram abatidos cem. Mas quando foram abatidos mil e a matança não tinha fim, espalhou-se o silêncio.
Quando o crime vem como a chuva cai, então já ninguém grita: alto!
Quando os delitos se amontoam, tornam-se invisíveis.
Quando as dores se tornam insuportáveis, já se não ouvem os gritos.
Também os gritos caem como a chuva de Verão.
Bertold Brecht, 1935
(in Poemas - Trad. Paulo Quintela)
Via Bruaá
Como alguém que quer advertir a cidade duma inundação: mas fala uma outra língua. Não o compreendem.
Como um mendigo que pela quinta vez bate a uma porta onde já recebeu esmola quatro vezes: ele tem fome pela quinta vez.
Como alguém cujo sangue lhe corre duma ferida e espera pelo médico: o sangue continua a correr.
Assim vimos nós e relatamos que em nós se cometem crimes.
Quando se relatou pela primeira vez que os nossos amigos eram abatidos pouco a pouco, houve um grito de horror. Então foram abatidos cem. Mas quando foram abatidos mil e a matança não tinha fim, espalhou-se o silêncio.
Quando o crime vem como a chuva cai, então já ninguém grita: alto!
Quando os delitos se amontoam, tornam-se invisíveis.
Quando as dores se tornam insuportáveis, já se não ouvem os gritos.
Também os gritos caem como a chuva de Verão.
Bertold Brecht, 1935
(in Poemas - Trad. Paulo Quintela)
Via Bruaá
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poesia
Sábado, 10 de Abril de 2010
Talvez todos os romances sejam assim...
"Perhaps all romance is like that; not a contract between equal parties but an explosion of dreams and desires that can find no outlet in everyday life. Only a drama will do and while the fireworks last the sky is a different colour".
Jeanette Winterson
Corinne Bailey Rae: Put Your Records On!
É o que tenho estado a fazer! :)))
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As minhas músicas
Sexta-feira, 9 de Abril de 2010
Quando as personagens ganham vida...
"The moment comes when a character does or says something you hadn’t thought about. At that moment he’s alive and you leave it to him".
Graham Greene
via Word Painting
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escrita criativa
huhuu! - Santana - Smooth (feat. Rob Thomas)
Esta música entranha-se no nosso corpo e obriga-nos a dançar!
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As minhas músicas
Quinta-feira, 8 de Abril de 2010
Ronan Keating - When you say nothing at all
Faz parte da banda sonora de um dos meus filmes preferidos, Notting Hill.
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As minhas músicas
Criatividade
"Creativity is merely a plus name for regular activity. Any activity becomes creative when the doer cares about doing it right, or better".
John Updike
Via Word Painting
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citação
Quarta-feira, 7 de Abril de 2010
Aerosmith - I Don't Wanna Miss a Thing
Lindíssima!!!
Pertence à banda sonora do filme Armageddon.
Pertence à banda sonora do filme Armageddon.
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As minhas músicas
Terça-feira, 6 de Abril de 2010
Iris, dos Goo Goo Dolls
And I´d give up forever to touch you
Cause I know that you feel me somehow
You´re the closest to heaven that I´ll ever be
And I don´t want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
When sooner or later it´s over
I just don´t want to miss you tonight
And I don´t want the world to see me
Cause I don´t think that they´d understand
When everything´s made to be broken
I just want you to know who I am
And you can´t fight the tears that ain´t coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know you´re alive
And I don´t want the world to see me
Cause I don´t think that they´d understand
When everything´s made to be broken
I just want you to know who I am
I don´t want the world to see me
Cause I don´t think that they´d understand
When everything´s made to be broken
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
Esta música intensa faz parte da banda sonora do também intenso filme A Cidade dos Anjos/City Of Angels.
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cinema
Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
Os sonhos perpétuos de Emily Brontë
"I’ve dreamt in my life dreams that have stayed with me ever after, and changed my ideas; they’ve gone through and through me, like wine through water, and altered the colour of my mind".
— Emily Brontë
Via libraryland
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citação
Domingo, 4 de Abril de 2010
O meu livro é mais interessante do que tu!
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Fotografia,
livro
Sábado, 3 de Abril de 2010
Animais de estimação literários: os "Literary Pets"
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escritor,
ilustração
Meravigliosa creatura, Gianna Nannini
Molti mari e fiumi
attraverserò,
dentro la tua terra
mi ritroverai.
Turbini e tempeste
io cavalcherò,
volerò tra i fulmini
per averti.
Meravigliosa creatura,
sei sola al mondo,
meravigliosa paura
di averti accanto,
occhi di sole
bruciano in mezzo al cuore
amo la vita meravigliosa.
Luce dei miei occhi,
brilla su di me,
voglio mille lune
per accarezzarti.
Pendo dai tuoi sogni,
veglio su di te.
Non svegliarti, non svegliarti ancora.
Meravigliosa creatura,
sei sola al mondo,
meravigliosa paura
di averti accanto.
Occhi di sole,
mi tremano le parole,
amo la vita meravigliosa.
Meravigliosa creatura,
un bacio lento,
meravigliosa paura
di averti accanto.
All'improvviso
tu scendi nel paradiso.
Voglia di amare meravigliosa.
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