«Porque é que o ser humano gasta tanto tempo a ler ficção, se daí não resulta nenhum óbvio benefício evolutivo?». Podemos dizer que lemos ficção, simplesmente, porque ela nos dá prazer, nos comove, etc., mas isso não responde à biologia evolucionária. As respostas tendem a ser utilitárias – lemos para conhecer melhor os outros, o que tem uma utilidade darwininana – ou circular: lemos porque a ficção activa alguns «centros de prazer».
Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-semesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até amais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça,mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco.
Um artigo bonito que me chegou por e-mail e do qual não tenho quaisquer referências: qual o autor, onde e quando foi publicado??? Se souberem digam por favor.
Cliquem para aumentar e ler. E sejam felizes por tudo, por quase tudo e por nada. :)
No próximo dia 29 de Maio, das 10h00 às 17h30, vai decorrer na Biblioteca Municipal de Algés, mais uma acção de formação promovida pelo Centro Oeiras a Ler - Leituras Digitais.
A codificação de textos, sons e imagens em bits – unidades mínimas de significação informática que são lidos pelos media digitais – alterou o modo de editar livros que se destinam a ser lidos pelos computadores. Agora é possível integrar vídeos, sons e textos no mesmo conceito de livro digital.
Esta acção insere-se no Ciclo de Estudos “as Tecnologias e as Literacias” e será ministrada por Carlos Correia, Andreia Teles Vieira e André Alves Correia, equipa do Centro de Investigação para Tecnologias Avançadas (CITI) da Universidade Nova de Lisboa.
Público-alvo: Professores, Educadores, Técnicos de Biblioteca e Animadores.
Informações e Inscrições:
Biblioteca Municipal de Algés
Tel. 214 118 970
E-mail: marta.silva@cm-oeiras.pt
A propósito do caso da professora primária de Mirandela que posou para a Playboy e foi "arquivada". E já agora, lá por ser a única docente avaliada (se bem que por parâmetros díspares dos do ME) de forma transparente como muito boa (piada de Rui Unas), depreende-se que percebe de ciências documentais e vai trabalhar (leia-se esconder) no arquivo?
"Na qualidade de antigo aluno, a notícia da professora de Mirandela que posou nua na Playboy deixa-me indignado: no meu tempo não havia professoras destas. (...) Devo dizer, aliás, sem querer ser corporativista, que, se eu mandasse, todas as professoras posariam nuas na Playboy. O Ministério da Educação continua entretido com programas e avaliações e ignora aquilo de que o nosso sistema educativo precisa: professoras nuas. Primeiro, por uma questão de disciplina. Nenhum aluno arrisca a expulsão da sala onde lecciona a Miss Fevereiro.
Segundo, por razões de concentração no estudo. Qualquer jovem aluno já deu por si a imaginar a professora sem roupa. Eu não fujo à regra, e aproveito a oportunidade para pedir desculpa à Irmã Genoveva. Mas os alunos de professoras que posam na Playboy não perdem tempo com distracções dessas: não precisam. Se querem ver a professora despida, abrem a revista na página 49. Na sala de aula, concentram-se na compreensão da matéria.
Terceiro, para conseguir o desejado envolvimento da comunidade no processo educativo. Os encarregados de educação mais desinteressados passam a frequentar todas as reuniões de fim de período: os pais desejam ver a professora; as mães desejam verificar se os pais não se entusiasmam demasiado com o visionamento da professora. Padrinhos que não vêem o afilhado desde a pia baptismal virão de longe para se inteirarem do aproveitamento escolar do miúdo.
(...) O receio de alarme social levou a Câmara a retirar a docente do contacto com os alunos e a enviá-la para o arquivo municipal. Ora, o contacto com bibliotecários de óculos grossos que não vêem uma pessoa do sexo feminino nua desde 1977 não será mais perigoso e socialmente alarmante do que o convívio com jovens? Fica a pergunta, para reflexão das autoridades fiscalizadoras da nudez".
"I’d tell everybody to pursue your passion. Those who have passions, we are the lucky ones. If you like painting, for God’s sake, paint. if you like writing, write".
Hoje estive no Goethe-Institut (nome que me custa a pronunciar porque não falo alemão :) ) a assistir à conferência internacional "Videojogos e Redes Sociais: Desafios para a formação dos bibliotecários".
Foi um dia bem passado a constatar que a profissão de bibliotecári@, a minha profissão, aliada às grandes, vertiginosas e constantes mudanças tecnológicas, é um mundo de potencialidades criativas em termos sobretudo de difusão de informação e de serviço aos utilizadores.
Todas as intervenções pautaram pela qualidade mas devo confessar que a apresentação com que mais me identifiquei foi a de Julia Bergmann, bibliotecária alemã, com "From tradition to innovation". O que ela defendeu é precisamente aquilo em que eu acredito enquanto bibliotecária!
"The New York Public Library is facing the harshest budget cut in its history. In these tough times they called on an American Icon... "
Um vídeo cheio de humor sobre um assunto sem piada nenhuma: o corte de financiamento sofrido pela Biblioteca Pública de Nova Iorque (NY Public Library) . A campanha intitula-se Don't Close the Book on Libraries.
GLEE. Esta nova série da FOX apanhou-me desprevenida e agarrou-me. Quando comecei a ver não estava à espera que se tratasse de um musical e muito menos ficar surpreendida pela qualidade das "cantorias". As músicas são todas velhos êxitos, músicas familiares mas com novas e surpreendentes interpretações.
Esta música é um original de Billy Idol.
"From Ryan Murphy, the creator of "Nip/Tuck," comes GLEE, a new comedy for the aspiring underdog in all of us.
The series follows an optimistic teacher, WILL SCHUESTER (Matthew Morrison), who - against all odds and a malicious cheerleading coach - attempts to save mckinley High's Glee Club from obscurity, while helping a group of aspiring underdogs realize their true star potential. It's a tall order when the brightest stars of the group include KURT (Chris Colfer), a soprano who hits a high note in fashion; MERCEDES (Amber Riley), a larger-than-life diva with a voice to match; ARTIE (Kevin mchale), a geeky guitarist who rocks and rolls; and TINA (Jenna Ushkowitz), a punk rocker who hides behind her stutter and blue hair extensions.
Will's only hope lies with two true talents: RACHEL BERRY (Lea Michele), a self-proclaimed star who is convinced that myspace and show choir are her tickets to fame; and FINN HUDSON (Cory Monteith), the popular high school quarterback with movie star looks who must protect his reputation from his holier-than-thou girlfriend and "Cheerios" head cheerleader, QUINN (Dianna Agron), and his arrogant football teammate, PUCK (Mark Salling).
Will is determined to do whatever it takes to make Glee great again, but his only ally is fellow teacher and germaphobe EMMA PILLSBURY (Jayma Mays). Everyone else around him thinks he's nuts - from his tough-as-nails wife TERRI SCHUESTER (Jessalyn Gilsig) to mckinley's scheming cheerleading coach SUE SYLVESTER (Jane Lynch) - but he's out to prove them wrong.
Featuring a soundtrack of hit songs from past and present, GLEE is produced by Ryan Murphy Television in association with 20th Century Fox Television. Ryan Murphy, Brad Falchuk and Ian Brennan are co-creators of the series. Murphy, Falchuk and Dante Di Loreto serve as executive producers, while Ian Brennan serves as co-executive producer. Murphy directed the pilot".
Este é um livro verdadeiramente perverso! Um livro masoquista! Além de perverso no título, é um livro que obriga o leitor à brutalidade de o rasgar para se deixar ler. Falo do conto de Edgar Allan Poe, The Imp of the Perverse, na edição de Helen Friel:
I believe in God, but not as one thing, not as an old man in the sky. I believe that what people call God is something in all of us. I believe that what Jesus and Mohammed and Buddha and all the rest said was right. It’s just the translations have gone wrong.
"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país caótico que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa da Europa - citam-se, a par, a Grécia e Portugal. Nós, porém, não possuímos como a Grécia, além de uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da Arte. Apenas nos ufamos do Sr. Lisboa, barítono, e do Sr. Vidal, lírico."
Eça de Queiroz, in "Uma Campanha Alegre", (1872) pág. 235, edição Livros do Brasil
Eça de Queiroz escreveu esta reflexão em Janeiro de 1872. Ou seja, passaram-se entretanto 138 anos e cinco meses. Nada mudou ou Eça adivinhou?!
Acho que vou voltar a estudar história porque definitivamente parece que o mundo avança em círculos e tudo se repete.
O tenor Wayne Newton engana a cantar Danke Schoen porque quem ouve pensa que se trata de uma voz feminina. Esta canção foi editada em 1962, ainda eu não existia. Neste vídeo a melodia é acompanhada pelos os ruídos encantadores dos discos de vinil. Sons da minha infância. :)
Danke Schoen, Darling, Danke Schoen.
Thank you for all the joy and pain.
Picture shows, second balcony, was the place we'd meet,
Second seat, go Dutch treat, you were sweet.
Danke Schoen, Darling, Danke Schoen.
Save those lies, Darling don't explain.
I recall, Central Park in fall.
How you tore your dress, what a mess, I confess.
That's not all.
Danke Schoen, Darling, Danke Schoen.
Thank you for walks down Lover's Lane.
I can see, hearts carved on a tree.
Letters inter-twined, for all time, yours and mine, that was fine.
Danke Schoen, Darling, Danke Schoen.
Thank you for seeing me again.
Though we go on our seperate ways,
Still the memory stays, for always, my heart says, Danke Schoen.
Danke Schoen, Oh Darling, Danke Schoen.
I said, Thank you for seeing me again.
Though we go- on our seperate ways,
Still the memory stays, for always, my heart says, Danke Schoen.
Living can be difficult, fun, and at times tiresome. Loving is taking living and sharing it with someone to decrease the difficulty, increase the fun, and when tired, to rest together. The ability to combine the two—living and loving—effectivley in words on a page … that’s perfection.
Jane Eyre é um dos meus livros preferidos. Escrito por uma das irmãs Brontë, Charlotte (a irmã Emille Brontë escreveu o clássico O Monte dos Vendavais), foi publicado em 1847. É considerado por alguns uma autobiografia da autora.
Jane Eyre, a personagem principal dest história é uma criança orfã de pais, que fica sob a tutoria de uma tia que a detesta, vítima de bullying (o termo é novo mas a prática nem por isso) por parte dos primos. O seu refúgio são os livros.
A certa altura é enviada para uma colégio interno com uma disciplina rígida e frequentemente cruel, onde viverá até à idade adulta, e se tornará professora. Ansiando por descobrir o mundo que desconhece quase por completo, procura emprego. Consegue-o enquanto professora da jovem Adéle, filha adoptada de Edward Rochester, senhor de Thornfield Hall. É aí, em Thornfield Hall, que encontra pela primeira vez um lar e o amor.
A BBC recriou, em 2006, esta obra-prima literária inglesa em linguagem televisiva. Aqui ficam algumas imagens.
Maria João e Mário Laginha interpretam Beatriz. Tocante!
"Beatriz" faz parte da trilha sonora do espectáculo "O Grande Circo Místico", encenado em 1983, cujas músicas são, todas, de autoria de Chico Buarque e Edu Lobo.
"Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida"
A peça conta a história de um estudante de medicina que se apaixona loucamente por Beatriz, a trapezista do Circo Místico. Ele confessa-lhe todo o seu amor e pede-lhe para seguirem juntos para sempre.
É Christina Aguilera que canta Beautiful e dá força às palavras. Atenção aos pronomes pessoais na evolução da música...
Every day is so wonderful
Then suddenly It's hard to breathe Now and then, I get insecure From all the pain, I'm so ashamed
I am beautiful no matter what they say Words can't bring me down I am beautiful in every single way Yes, words can't bring me down So don't you bring me down today
To all your friends, you're delirious So consumed in all your doom Trying hard to fill the emptiness The piece is gone left the puzzle undone That's the way it is
You are beautiful no matter what they say Words can't bring you down You are beautiful in every single way Yes, words can't bring you down Don't you bring me down today...
No matter what we do (no matter what we do) No matter what they say (no matter what they say) When the sun is shining through Then the clouds won't stay
And everywhere we go (everywhere we go) The sun won't always shine (sun won't always shine) But tomorrow will find a way All the other times
'cause we are beautiful no matter what they say Yes, words won't bring us down, oh no We are beautiful in every single way Yes, words can't bring us down Don't you bring me down today
Don't you bring me down today Don't you bring me down today