Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

A palavra amante

A palavra amante


Diniz: Há palavras que metem medo, como a palavra amante. O que sou eu para ti? – perguntam. Depois morrem de medo que lhes responda: uma amante. E eu próprio fico com a palavra atolada na mente, com medo de responder: uma amante…! E ali ficamos, dois amantes abraçados com medo de uma palavra. Como se a palavra amante não tivesse o brilho das grandes palavras que derivam do verbo amar.

O que sou para ti? – pergunta a Dora. Sabes bem o que és para mim, não sabes? - respondo eu, furtivo, com outra pergunta. Se soubesse, é claro que ela não tinha perguntado. Por isso cala-se.

Os silêncios tristes fecham janelas dentro das mulheres. Até que se perdem dentro da sua escuridão como numa câmara escura em que se revelam. Perdemos uma mulher quando ela sai de dentro de si por uma porta diferente da que entrou.

As paixões morrem porque as mulheres fazem mil perguntas e nós, agitados, quase nunca sabemos as respostas certas. Não está na condição da sensibilidade feminina viver sem perguntar. E os homens, que não foram geneticamente preparados para aguentar a pressão metódica das perguntas, abrem feridas com as respostas.


João Morgado, Diário dos Infiéis, 2010, Oficina do Livro


Gostava de ter sido eu a escrever isto. Às vezes encontramos pessoas que escrevem como nós pensamos ou sentimos. É a chamada inveja literária, confessável porque saudável. Faz parte do prazer de ler. :).

Acho que vou ter que comprar este livro.





Eu também sou da "geração-escrava": "Que parva que eu sou!" cantam os Deolinda

"Que parva que sou" é o nome da nova música dos Deolinda. O tema pretende ser um hino contra a crise e a precariedade a que estão sujeitas as novas gerações.

O grupo "mostrou" a nova canção nos concertos que deu na semana passada no Coliseu do Porto  e no Coliseu de Lisboa.
"Para ser escravo é preciso estudar" - é bem verdade nos dias de hoje.




Muito, muito bom!

Via Jornal Expresso

Leitora à lua com óculos de visão nocturna



Domingo, 30 de Janeiro de 2011

Espelho por Sylvia Plath / Mirror by Sylvia Plath


Pintura de Antonio Laglia

Espelho





Sou prateado e exato. Não tenho preconceitos.
Tudo o que vejo engulo imediatamente
Do jeito que for, desembaçado de amor ou aversão.
Não sou cruel, apenas verdadeiro -
O olho de um pequeno deus, de quatro cantos.
Na maior parte do tempo medito sobre a parede em frente.
Ela é rosa, pontilhada. Já olhei para ela tanto tempo,
Eu acho que ela é parte do meu coração. Mas ela oscila.
Rostos e escuridão nos separam toda hora.


Agora sou um lago. Uma mulher se dobra sobre mim,
Buscando na minha superfície o que ela realmente é.
Então ela se vira para aquelas mentirosas, as velas ou a lua.
Vejo suas costas, e as reflito fielmente.
Ela me recompensa com lágrimas e um agitar das mãos.
Sou importante para ela. Ela vem e vai.
A cada manhã é o seu rosto que substitui a escuridão.
Em mim ela afogou uma menina, e em mim uma velha
Se ergue em direção a ela dia após dia, como um peixe terrível.






Sylvia Plath (1932-1963), traduzido por por André Cardoso.
 
 
O original:
 
 
Mirror
 
 
I am silver and exact. I have no preconceptions.

Whatever I see I swallow immediately
Just as it is, unmisted by love or dislike.
I am not cruel, just truthful -
The eye of a little god, four cournered.
Most of the time I meditate on the opposite wall.
It is pink, with speckles. I have looked at it so long
I think it is a part of my heart. But it flickers.
Faces and darkness separate us over and over.




Now I am a lake. A woman bends over me,
Searching my reaches for what she really is.
Then she turns to those liars, the candles or the moon.
I see her back, and reflect it faithfully.
She rewards me with tears and an agitation of hands
I am important to her. She comes and goes.
Each morning it is her face that replaces the darkness.
In me she has drowned a young girl, and in me an old woman
Rises toward her day after day, like a terrible fish.






Fonte do original e da tradução: Sylvia Plath (1932-1963) - Poems translated into Portuguese

Duas leitoras de Kelly Vivanco


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Sábado, 29 de Janeiro de 2011

Será que um indivíduo realmente se define pelos livros que tem na sua estante (ou no seu Kindle)?

Este é um assunto complexo. Afinal, "books are acquired for all kinds of reasons, including curiosity, irony, guilty pleasure and the desire to understand the enemy (not to mention free review copies)"

"Thanks to Timothy W. Ryback’s “Hitler’s Private Library,” we now know that Hitler read “Don Quixote,” “Uncle Tom’s Cabin” and “Gulliver’s Travels,” and considered them “among the great works of world literature,” in Ryback’s words. This is problematic enough, since a taste for great literature is supposed to make us more humane and empathetic, isn’t it?"

Leia todo o artigo "The Perils of Literary Profiling" de GEOFF NICHOLSON para o New York Times sobre este tema AQUI.

Duas leitoras na cama / Readind in bed




s. id. :(

Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011

Quatro livros, quatro leituras: as minhas. E uma crispação.

O que ando a ler? Antes de mais declaro-me uma leitora abrangente, diversificada, despreconceituosa ou com personalidade múltipla, como quiserem. Gosto de alternar, misturar sabores, como se faz com um bom prato de comida.

São livros totalmente diferentes uns dos outros e até em línguas diferentes. Os dois primeiros em português, (o segundo obviamente uma vez que é de um autor português!) e os dois últimos em inglês. Que eu saiba não há edições destes últimos em português. No entanto, On Writing de Stephen King merecia e muito. Excelente livro sobre a arte da escrita, surpreendentemente EXCELENTE.



Comer, Orar, Amar - Comer na Itália, Orar na Índia, Amar na Indonésia de Elizabeth Gilbert


Em relação ao primeiro "já comi" e agora reflicto sobre a oração, a meditação e a nossa relação com Deus, temas de que trata a segunda parte do livro. Ainda não alcancei a parte do "Amar". Esta leitura desliza como se fosse água. É muito positivo.




O Apocalipse dos Trabalhadores de Valter Hugo Mãe

É a primeira vez que leio Valter Hugo Mãe. Foi-me apresentado literariamente pela minha cunhada que me emprestou o livro. Escreve muito bem embora não goste de maiúsculas e os diálogos por vezes pareçam ter saído de um livro de Saramago (é difícil perceber quem diz o quê). Reconhecemos e reconhecemo-nos no Portugal que escreve. É triste.





On Writing: A Memoir of the Craft de Stephen King

É genial e está tudo dito. Por mim já não me faz falta mas acho que os portugueses mereciam uma edição em português. É a minha estreia em relação a Stephen King porque não gosto do género literário a que ele se dedica, o horror fantástico mas, fora do seu registo habitual, surpreendeu-me pela positiva. É um misto de autobiografia e manual sobre a escrita. Directo. Simples. Sem papas na língua. 

 



Mr. Darcy Takes a Wife de Linda BerdollUma das muitas sequelas de Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Algum enredo e muito sexo. Caricato porque os romances de Jane Austen nem um beijo têm. Distraí o leitor e mais não se lhe exige. O inglês não é dos mais acessíveis, ao contrário do anterior que se lê sem problemas para quem domina razoavelmente a língua inglesa. É Light.

 

Um último reparo. Para quem lê bem em inglês compensa mais, em termos de preço, comprar os livros na Amazon ou no Book Depository do que numa livraria em Portugal. O que não ajuda sobretudo os autores portugueses e irrita como o caneco! Destes quatro livros um é emprestado, o outro foi prenda do maridão pelo Natal e os restantes dois comprei na Amazon (o que tende a tornar-se cada vez mais frequente).

"Nunca me interrompas quando eu estou a ler um livro" / Don't you dare, I'm reading a book

"Nunca me interrompas quando eu estou a ler um livro" é o refrão da música I’m Reading a Book, de Julian Smith. "Don’t you ever interrupt me while I’m reading a book". :)








E a letra:

 At home
sitting in my favorite nook
My girls trying to get me eat some dinner she cooked
Im reading a book, girl
I’m reading a book
dont you ever interrupt me while i’m reading a book
On the shoulder
I got pulled over
Pigs trynna get me, roll my window lower
Im reading a book, pig
Im reading a book
Dont you ever interrupt me while i’m reading a book
Why are all these people always interrupting me
What i gotta do to try to make them see
(Don’t you ever interrupt me while i’m reading a book)
Im reading a book, i’m reading a book
dont you ever interrupt me while i’m reading a book
(Don’t you ever interrupt me while i’m reading a book)
Im reading a book, i’m reading a book
dont you ever interrupt me while i’m reading a book
I’m at the library, where they call me a crook
I never even pay for my library books
I take them from the shelf
and if anyone looks i say
Im reading a book, man
Im reading a book
At a stupid birthday party for some stupid kid
take a book from a present
They were supposed to be his
Now i’m about to find out what happens to Captain Hook
Cause i’m reading your book, kid
I’m reading your book
Why are all these people always interrupting me
What i gotta do to try to make them see
(Don’t you ever interrupt me while i’m reading a book)
Im reading a book, i’m reading a book
dont you ever interrupt me while i’m reading a book
(Don’t you ever interrupt me while i’m reading a book)
Im reading a book, i’m reading a book
dont you ever interrupt me while i’m reading a book
If you ever interrupt me
you can bet your gonna see
the nasty me, the nasty me, the nasty me
Im reading a book, i’m reading a book
dont you ever interrupt me while i’m reading a book
(Don’t you ever interrupt me while i’m reading a book)
Im reading a book, i’m reading a book
dont you ever interrupt me while i’m reading a book
Im reading a book, i’m reading a book
dont you ever interrupt me while i’m reading a book
(Don’t you ever interrupt me while i’m reading a book)
Im reading a book, i’m reading a book
dont you ever inte…

(E termina inesperadamente ao som de uma Gaita de Foles com direito a saia escocesa e tudo!) :)


Fonte: BiblioFilmes

Este vídeoclip é um filme de animação de um livro/ Listen to my music-book

Thomas Ricks criou este vídeo para a canção “I’d Rather be with you”, de Joshua Radin. A história é contada através da animação das páginas de um livro.



Joshua Radin I'd Rather be with you from Thomas Hicks on Vimeo.

Via Revista Zás!

Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

As belas leitoras adormecidas de Francine Van Hove



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O Almocreve das Palavras

Cliquem na imagem para aumentar porque vale a pena ler este "Auto-Retrato" de Henrique Segurado.
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Desafiando a gravidade / Defying gravity

Mais leitoras nuas de Francine Van Hove / Naked readers by Francine Van Hove






Já publiquei outras AQUI.

"Retratar um livro" e unir dois prazeres: a fotografia e a leitura





Apoiar e estimular iniciativas e acções culturais em defesa da difusão da Literatura Portuguesa é um dos objectivos da Fundação José Saramago. E para recuperar nomes que deveriam ser imprescindíveis tanto nas nossas bibliotecas como nos corações de todos os leitores, a Fundação lança um prémio em que as novas tecnologias se unem ao prazer da leitura. José Saramago propôs o nome de Almada Negreiros como primeiro protagonista do Prémio de Fotografia Retratar um livro já que é o responsável, segundo Saramago, “pela segunda grande revolução estilística da nossa língua e da nossa literatura. A primeira foi a do Garrett, com as Viagens na Minha Terra, e a segunda foi a do Almada Negreiros com o Nome de Guerra.”
(...)

A Fundação optou por unir a imagem ao texto, propondo para isso que todos os fotógrafos, amadores ou profissionais, alunos de universidades ou de liceus que queiram participar nesta primeira edição, leiam Nome de Guerra, de Almada Negreiros com atenção e procurem a forma de expressar, em fotografias, o espírito do livro, o alento que o anima, a respiração que o mantém. A arte é capaz de ver o invisível, a fotografia pode fazê-lo de forma magistral, por isso o Prémio de Fotografia Retratar um Livro pode ser a ocasião para expressar a capacidade de síntese e de entusiasmo que habita nos leitores e criadores da nossa terra. De qualquer idade e formação, basta que tenham lido, entendido e tenham uma máquina de fotografia.

Os trabalhos apresentados serão observados por um júri internacional e as fotografias seleccionadas serão posteriormente objecto de uma exposição que se inaugurará em Lisboa e que, em continuação, percorrerá as Escolas e Bibliotecas do país que a solicitem. Os três primeiros prémios têm dotação económica: Para o primeiro 1.000,00 euros, 500,00 € para o segundo e 250,00 € para o terceiro.

Às entidades que apoiam este projecto, a Câmara Municipal de Lisboa, a editora Assírio & Alvim e o BPI (Banco Português de Investimento) desde já o nosso obrigado.

Para qualquer esclarecimento, podem contactar-nos através do e-mail:retratarumlivro@josesaramago.org



Consulte o regulamento do concurso AQUI.



Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Ler do direito e do avesso

 

A VISÃO lançou no dia 20 de Janeiro, a segunda série da coleção Frente e Verso, que reúne autores de língua portuguesa que publicam, simultaneamente, prosa e poesia.
 
É este o fio condutor da segunda série da coleção "Frente e Verso" da revista VISÃO, que durante sete semanas junta no mesmo livro obras do mesmo autor: de um lado em prosa, do outro, em verso.

Esta coleção que pretende ser uma forma de diálogo entre dois géneros literários junta sete grandes escritores.

Alice Vieira: Prosa Às Dez a Porta Fecha Poesia Dois corpos tombando na água

José Jorge Letria Prosa Coração Sem Abrigo Poesia Produto Interno Lírico

Luísa Dacosta Prosa Corpo Recusado Poesia A Maresia do Sargaço dos Dias

Urbano Tavares Rodrigues Prosa O Eterno Efémero Poesia Horas de Vidro

Natália Correia Prosa A Madona Poesia Sonetos Românticos

José Mário Silva Prosa O Efeito Borboleta e outras histórias Poesia Luz Indecisa

Ana Paula Tavares Prosa A Cabeça de Salomé Poesia Dizes-me Coisas Amargas como Frutos

Brincando com Shakespeare

Clique na imagem para aumentar.


De 26 a 30 de Janeiro, o CCB/Fábrica das Artes vai receber a companhia Shakespeare Women Company que irá apresentar “Uma Tempestade num Copo de Água”, um espetáculo de teatro de objetos baseado em “A Tempestade”, de William Shakespeare.


Mas a tempestade não fica por aí. Poucos dias após a estreia, as atrizes Ana Cloe e Teresa Macedo vão marcar presença na Fábrica das Artes com duas oficinas para Miúdos e Graúdos a não perder:



- “Brincando com Shakespeare”, 1 a 11 de Fevereiro (dos 6 aos 10 anos)



- “Shakespeare e teatro de objetos”, 28 e 30 de Janeiro (Graúdos)


Clique nos nomes das oficinas para saber mais informação.

Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

Bebe-me, come-me, lê-me / DRINKme-EATme-READme

Magnífico e-book!



DRINKme-EATme-READme from Irina Neustroeva on Vimeo.


Eu quero este e-book e aquele queque!

Fama: um poema / Fame: a poem

Fame por Irene McKinney





That I would become known;
that someone would know me.
I would be recognized, and not
pitiable; and I would remain
as strong as I was, if not stronger,
and overcome my circumstances
through sheer will, and that
others younger or less talented
would not become known,
or at least not until I was.
Then, that recognition would
reward me for all I’d undergone,
my bravery of thought, my refusal
of dishonest love, and my goodwill
would be returned to me manyfold,
after the years and years.
And I would not be bitter, nor petty,
nor would I act on selfish interests,
nor suppress my generosity.
And none of this was me.

Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

Um pequeno poema meu :)

n. id.


Os livros são o rio que corre e a jangada,
e o comboio e o avião e a estrada.
E o sabor do vento na cavalgada
São a viagem e a paisagem e a chegada.
São a nossa casa e o sorrido da pessoa amada.

Ana Tarouca (euzinha:))

Uma leitora atenta / An attentive reader



An Interesting Story (Miss Ray), 1806, William Wood.

"Deus deve amar os loucos / Criou-os tão poucos..."

Valerie Bettis - Desperate Heart ,de Barbara Morgan, 1944

Poeta poderá andar vestido como quiser, com chapéus de nuvens, pés de estrelas binárias ou mantras de ninhos de borboletas. Nenhum Poeta será criticado por fazer-se de louco pois os loucos herdarão a terra e são enviados dos deuses. "Deus deve amar os loucos/Criou-os tão poucos..."

Assim fico mais descansada uma vezque não bato com o baralho todo! :))) Mas acho que não somos assim tão poucos...

A citação é de O Estatuto do Poeta de Silas Corrêa Leite que podem ler na íntegra AQUI.

Domingo, 23 de Janeiro de 2011

E-books para tótós: esquema / E-books for dummies: flow chart

Clique para aumentar.

Este é um esquema bastante claro da Bookbee. Prevê-se que no futuro o universo dos livros digitais se torne mais complexo.

Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Uma vida inteira para escrever o poema mais bonito de todos.../ The most beautiful poem ever written...

Desculpem-me a misturada de inglês e espanhol mas tinha que colocar aqui esta cena. É poética, é bonita e só agora descoberta.


Quando foi a última vez que fizeste algo pela primeira vez?

 

Ui, agora, de repente parece que ando há muito tempo a fazer as mesmas coisas!!!
E vocês, hum?

Bolas, tenho que fazer uma lista de novas experiências!

Não há pior que águas estagnadas para cheirar mal e atrair os mosquitos! Ou fazer como Ricardo Reis (heterónimo de Fernando Pessoa), sentado à beira do rio a ver a vida a passar!

Há que inovar, mesmo quando já não estamos na idade de todas as primeiras vezes.

Mas também há já os prazeres descobertos, hábitos arreigados, amores conquistados e vícios adquiridos que são para permanecer. :) Ficar, ficar, irem ficando...


Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

A beleza interior de uma mulher confiante / The inner beauty of a woman who believes in herself



Pintura de Daniela Astone


There is an inner beauty about a woman who believes in herself, who knows she is capable of anything that she puts her mind to. There is a beauty in the strength and determination of a woman who follows her own path, who isn’t thrown off by obstacles along the way. There is a beauty about a woman whose confidence comes from experiences; who knows she can fall, pick herself up, and move on.



Autor@ desconhecid@ (é uma pena!)




As minhas reflexões sobre a necessidade de ler outra vez livros afinal surpreendentemente novos...


n. id.


Há livros que já  li há 15 ou 20 anos (bolas, tantos!) que preciso de os ler novamente. Já não me lembro de nada do que li, tenho umas ideias turvas ou embora ainda lembre, sei que a minha leitura seria agora fresca, mais abrangente em relação ao mundo e à vida, necessariamente diferente.

Já cresci tanto  :) caramba!, já vivi bastante, felizmente :) que agora estes serão para mim livros completamente novos.
É esse mesmo o encanto de os voltar a ler...descobriremos um novo livro num já lido porque mudámos enquanto pessoas e consequentemente enquanto leitores. Não sendo o livro mais do que o reflexo do seu leitor...a imagem que teremos dele será obviamente outra.

A leitora descalça sob o sol do meio-dia

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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

Paleta de Letras: nova editora de literatura infantil e juvenil lança-se no mercado nacional



«Porque é que os animais não conduzem?», um livro ilustrado da autoria de Pedro Seromenho que alerta os mais pequenos para a segurança rodoviária, é a primeira obra de uma nova editora portuguesa vocacionada exclusivamente para a literatura infanto-juvenil, a Paleta de Letras. A editora, com sede em Braga, pretende apostar em álbuns ilustrados que abordem temas importantes numa perspectiva divertida, sendo cada livro pensado em termos da qualidade final e da mensagem veiculada.

Para além do livro «Porque é que os animais não conduzem?», a Paleta de Letras irá também lançar a 6.ª edição do livro «A Nascente de Tinta», a primeira aventura do escritor e ilustrador Pedro Seromenho, fundador da editora. «O Reino do Silêncio», «A Estrelinha Pálida» e «900 - História de um Rei» são outros dos livros de Pedro Seromenho que também vão integrar o catálogo da Paleta de Letras. Por outro lado, a editora tem também como objectivo adquirir os direitos para Portugal de algumas obras infanto-juvenis estrangeiras.

Apostar em jovens escritores portugueses do imaginário infanto-juvenil é a missão da Paleta de Letras que quer encantar o resto do país, uma vez que não pretende competir com os grandes grupos editoriais mas com as grandes ideias. Explorar os livros, ao máximo, com os próprios autores é outra das pretensões da Paleta de Letras que defende que o autor deve ser o principal comunicador da sua obra.

A Paleta de Letras é um projecto dos jovens empreendedores Sara Rocha, Cristina Mouta e Pedro Seromenho que, embora formado em Economia, passou a dedicar-se inteiramente a escrever e a ilustrar livros para várias editoras nacionais e brasileiras.

Saiba mais através do site da editora ou do seu blogue.


Leitora com frio perdida na beleza da paisagem


O livro esquecido no colo, entre contemplações...

Pintura de Hans-Peter Szameit

Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Concurso de Poesia: Floresta, a flor que nos resta


Consulte o regulamento AQUI.

Duas leitoras: a púdica e a sexy


O livro parece ser um missal.
Lily Elsie,  a protagonista esta fotografia,  é uma actriz de teatro inglesa que viveu entre 1886 e 1962.

Inevitável olharmos primeiro para as costas e só depois repararmos no livro! :) Só pelo olhar malandro da leitora adivinhamos um livro de paixões...


Diferentes épocas, diferentes leitoras.
Ok, acalmem essa imaginação: a jovem actriz Amy Smart está a ler  Edith Wharton, “The Age of Innocence”.

Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

"quem procura o seu amor debaixo de água..."

O ATALANTE



No dia em que fomos ver O Atalante
eu levava, por coincidência, um cubo de gelo
no bolso do casaco. Lembro-me de tremer
um pouco. Até aí, tudo bem. Pior,
foi quando te ouvi pronunciar, distintamente:
quem procura o seu amor debaixo de água,
acaba constipado.
Na altura, ri-me: pensei que falavas do filme.
Sou tão estúpido.






José Miguel Silva, in Poemas com Cinema, (org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós, Rosa Maria Martelo), Assírio & Alvim
 
Fonte: Assírio & Alvim

Se eu um dia fosse bibliotecário....

Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Politicamente correcto

 
Considero o conceito "politicamente correcto" umas das criações americanas mais ridículas. Contornam-se as palavras para muitas vezes, manifestar o preconceito de uma forma verbalmente nova e mais rebuscada.
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Já li o equivalente a emagrecer 3,5 kg! E nas ancas!

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