"Outside of a dog a book is men's best friend, inside of a dog it's too dark to read" Grocho Marx
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011
Domingo, 27 de Fevereiro de 2011
Beija-me / Kiss Me
Kiss Me por Sixpence None The Richer
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Sábado, 26 de Fevereiro de 2011
Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011
Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011
O demónio analógico continua a assombrar o universo dos livros digitais
A revista Atual, que integra o semanário Expresso, publicou em 12 de Fevereiro de 2011 um interessante artigo de António Guerreiro intitulado "O livro digital e o demónio da analogia". Aqui publico excertos. Destaquei algumas frases a negrito, aquela que oferece a resposta à questão frequentemente colocada: Para que servem os bibliotecários na era do digital e da internet?
Bom artigo.
Leia na íntegra AQUI.
As promessas contidas no livro digital exercem um grande fascínio, mas maior é a resistência do livro impresso e não se vislumbra a sua morte.
Há quase meio século, escutou-se pela primeira vez a profecia da morte do livro impresso. Foi em 1962, e o profeta tinha nome que haveria de soar a visionário: Marshall McLuhan.
Reiterada de tempos a tempos, reativada como um programa inevitável a partir do momento em que a Internet e os motores de busca passaram a fazer parte do quotidiano, em meados dos anos 90, a profecia não se cumpriu: a "galáxia de Gutenberg" não passou a ser uma coisa do passado, e a espécie do Homo typographicus continuou a crescer e a multiplicar-se, ainda que a sua condição seja agora híbrida, já que passou também a responder - e todos nós sabemos com que solicitude e velocidade - às solicitações da era digital.
Certo é que o caudal dos livros que se folheiam com os dedos, os livros impressos, não parou de aumentar. Robert Darnton (ver bibliografia no final do artigo), um dos mais importantes historiadores do livro e diretor da Biblioteca Universitária de Harvard, fornece os números desta marcha progressiva, num tempo que se esperava ser de abrandamento: em 1998 foram publicados em todo o mundo 700.000 novos títulos, em 2003 foram 859.000 e em 2007 foram 976.000.
Em suma, o mais velho instrumento de leitura - o códex - não apenas não foi expulso (de acordo com a velha teoria de que um novo meio de comunicação nunca exclui completamente o anterior) como manteve a sua posição de domínio absoluto.
(...)
As razões da perenidade deste aparelho extraordinário encontram-se nestas características: armazena muita informação em pouco espaço, arruma-se e transporta-se facilmente, tem um formato que o torna bastante manuseável, e a matéria de que é feito - o papel - não encontrou rival na capacidade de preservação (um dos receios mais justificados que os suportes digitais suscitam é o de estarem longe de garantir uma tal longevidade).
(...)
E dá-se, ao mesmo tempo, uma revolução da leitura, pois ler num ecrã não é o mesmo que ler num códex. A representação eletrónica dos textos modifica-os totalmente: a materialidade do livro dá lugar à imaterialidade do texto sem lugar próprio; e as relações de contiguidade impostas pela técnica de sucessão das páginas impressas (o que impõe uma leitura linear) opõe-se a uma livre composição fragmentária a que o digital convida.
Como observou Roger Chartier, estas mutações comandam inevitavelmente novas técnicas intelectuais.
Mas a razão pela qual os livros digitais não cumpriram exatamente o percurso triunfal que lhes tinha sido prometido no momento em que entraram em cena não tem a ver com resistências racionalmente elaboradas em função de danos e conveniências previsíveis, mas sim com hábitos, sensações e vícios incrustados no corpo e no cérebro do leitor pela civilização do livro impresso.
(...)
Mas há também uma disposição sensorial que o brilho do ecrã não satisfaz: aquela que retira prazer do cheiro e da textura do papel, das formas da encadernação.
De tal modo que um editor francês de livros eletrónicos (CaféScribe) tentou superar esta resistência fornecendo aos seus clientes um autocolante, para eles colocarem no computador, que emite um odor a papel.
Pode-se objetar que estes atavismos são próprios de quem se habituou à leitura nos livros impressos mas não contaminam quem se iniciou e cresceu com os computadores.
Mas, neste caso, há uma última e importante resistência que não foi ainda superada: o ecrã revela-se apto para uma leitura fragmentária e condensada, não para a leitura contínua e linear (os links da Internet levam esta aptidão ao paroxismo).
Causou algum frisson a seguinte afirmação de Bill Gates, o presidente da Microsoft: "A leitura no ecrã é ainda muito inferior à leitura no papel. Mesmo eu, que tenho ecrãs de alta qualidade e me vejo como pioneiro do modo de vida Internet, assim que um texto ultrapassa quatro ou cinco páginas, imprimo-o e gosto de o ter comigo e de o anotar. É uma verdadeira dificuldade para a tecnologia chegar a este grau de comodidade."
(...)
Parece então - e este é um ponto importante - que o modelo de leitura a que o livro desde sempre fez apelo, e que implica, entre outras coisas, um tempo próprio, não é o mesmo modelo de leitura e de operações a que induz a rede e o ecrã.
É por isso que os leitores de ebooks têm evoluído à medida desta determinação paradoxal: os ebooks são tanto mais perfeitos e considerados eficazes quanto mais imitam os livros.
Assombradas por um demónio analógico, estas manifestações supremas do mundo digital aplicam-se a proporcionar ao leitor a sensação de que está perante um novo avatar do livro impresso, que pode folhear as páginas com as pontas dos dedos, escutar o ruído do atrito no papel, sublinhar e escrever nas margens...
Os livros digitais parecem ter como preocupação primeira adaptar-se aos leitores do livro impresso. Percebem-se assim as razões pelas quais se extinguiram as profecias da morte do livro e se multiplicaram as apologias, como aquelas que fazem Umberto Eco e Robert Darnton.
Este último reserva para o livro digital um futuro que passa por jornais e revistas, incluindo revistas científicas e monografias especializadas.
(...)
Mas, mais uma vez, é sobretudo aos mais dedicados leitores do livro impresso que se dirige o livro digital, numa situação de complementaridade e não de exclusão.
Darnton vai mais longe: mostra como as bibliotecas de investigação se tornaram ainda mais necessárias na época do "Google Book Search" e que, sem elas, a digitalização de milhões de livros que a Google já levou a cabo pode redundar no caos bibliográfico em que não é possível aferir a autoridade da cópia digitalizada.
Imaginemos, por exemplo, um livro que foi sendo alterado e acrescentado pelo autor em sucessivas edições.
A Google digitaliza-as todas? Digitaliza só a última, suprimindo as várias etapas que a ela conduzem?
A Google, sublinha Robert Darnton, tem ao seu serviço um exército de informáticos, mas não consta que nas suas fileiras haja um único bibliógrafo ou filólogo.
(...)
NOTA - Para a elaboração deste artigo, foi usada a seguinte bibliografia: Robert Darnton, "The Case for Books. Past, Present and Future" (2009); Nicholas Carr, "The Shallows. What the Internet Is Doing to Our Brains" (2010); Roger Chartier, "Histoires de la lecture. Un bilan des recherches" (1995); Hans Blumenberg, "Die Lesbarkeit der Welt" (1979; ed. italiana "La leggibilità del mondo").
Bom artigo.
Leia na íntegra AQUI.
Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011
Um livro a pairar sobre uma tragédia ou um amor feliz?
Uma cena inquietante com um livro a pairar no voo de duas pombas...qual será a história deste livro, deste homem armado que nos olha de soslaio, desta mulher que dorme vulnerável e tranquila, com um sorriso a colorir-lhe o sono?
Personalizará ela a vítima inocente face à determinação assassina dele? Não é ele que nos sobressalta com o ar astuto, dissimulado, traiçoeiro, as armas escondidas atrás das costas?
Ou será que ele apenas protege com a sua força de guerreiro o sono tranquilo da sua amada e o sorriso dela advém de se saber amada, guardada e segura?
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011
A estante do seu gato / Cat-friendly bookshelf
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011
Poemas vs Árvores: "I shall never see a poem lovely as a tree"
Trees
I think that I shall never see
A poem lovely as a tree.
A tree whose hungry mouth is prest
Against the sweet earth’s flowing breast;
A tree that looks at God all day,
And lifts her leafy arms to pray;
A tree that may in summer wear
A nest of robins in her hair;
Upon whose bosom snow has lain;
Who intimately lives with rain.
Poems are made by fools like me,
But only God can make a tree.
Joyce Kilmer
Sábado, 19 de Fevereiro de 2011
Há poemas que caem das árvores como frutos maduros / There are poems falling from the trees
Sue Shanahan
Este foi o que caiu no meu colo:
Loss And Gain
When I compare
What I have lost with what I have gained,
What I have missed with what attained,
Little room do I find for pride.
I am aware
How many days have been idly spent;
How like an arrow the good intent
Has fallen short or been turned aside.
But who shall dare
To measure loss and gain in this wise?
Defeat may be victory in disguise;
The lowest ebb is the turn of the tide.
Henry Wadsworth Longfellow, "Loss And Gain"
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
Uma inquietação constante é fundamental para a criação
"Eu penso que aquilo que faz com que nós continuemos vivos e capazes de criar é isso mesmo, uma inquietação constante. Sem ela não pode haver criação, quem não põe sempre tudo em causa, arrisca-se a ter uma vida interior de três assoalhadas, num bairro económico."
António Lobo Antunes
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011
Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011
Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011
O problema das citações na Internet
"The trouble with quotes in the internet is that you can never know if they are genuine"
Abraham Lincoln
(um homem realmente muito à frente do seu tempo) :)))
Realmente as citações que encontramos na Internet podem ser um problema em termos de presença e correção das fontes assim como a sua adulteração no processo de circulação pela rede (quem copia/cola um conto acrescenta um ponto). Ou podem simplesmente ser inventadas e atribuídas levianamente a algum nome célebre. É realmente um problema...a não ser que sejam tão flagrantes como a que está acima. :)))))
Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011
Vamos processar a Bela Adormecida!!!
A minha tradução muito livre:
A Princesa Aurora, vulgarmente conhecida como Bela Adormecida, ao dormir durante 100 anos negligenciou gravemente o seu reino e o seu povo. Quanto ao dragão foi preso por desacato, perturbação da ordem pública e resistência às forças da autoridade. Ambos foram julgados e executados. A partir daí o povo viveu feliz para sempre.
Sempre há histórias com finais felizes!!! :)
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Não consuma drogas, beije muito, apaixone-se e o efeito é o mesmo! :)
O Cupido de Kenyon Cox (1856 – 1919)
A bióloga norte-americana Sheril Kirshenbaum afirma, no seu livro "The Science of Kissing.", que o beijo tem um efeito semelhante no cérebro a uma dose de cocaína:
"A tese não é nova, já que nos últimos anos vários investigadores têm demonstrado que a paixão resulta de um cocktail de químicos semelhantes aos libertados pelo consumo de droga, que actuam nas zonas de gratificação do cérebro.
Helen Fisher, especialista em biologia antropológica da Universidade Rutgers, New Jersey, tem sido uma autora prolífica. Allen Gomes sublinha que, apesar de uma comparação directa entre um beijo e uma dose de cocaína poder ser excessiva, Fisher demonstrou existir uma grande proximidade entre as zonas do cérebro atingidas por uma e outra. "Tem que ver sobretudo com a dopamina e parece ser esta a base para o amor ser uma motivação natural", diz o psiquiatra. "Mas se analisarmos, o ódio também acontece perto do amor e a felicidade perto da raiva."
Kirshenbaum, citada este fim-de-semana pelo jornal espanhol "El País", explicava que o facto de a dopamina disparar durante um beijo apaixonado, como acontece no consumo de cocaína, pode explicar os "pensamentos obsessivos associados a um novo romance". "Faz-nos querer mais e sentimo-nos carregados de energia. Sob o seu efeito, perdemos o apetite, temos dificuldade em dormir e de-senvolvemos comportamentos erráticos." Allen Gomes ajuda a diagnosticar: "Como lhe chamou Fisher, a paixão é uma dependência agradável se for correspondida e privativa se houver rejeição."
Dopamina, ocitocina, adrenalina e serotonina são algumas das substâncias produzidas pelos neurónios já associadas à paixão. Com base em níveis acima da média quando se está apaixonado, muitos tentaram já impor um prazo de validade ao encantamento: seis meses a dois anos. Num artigo publicado recentemente na revista "Bipolar", Allen Gomes rejeita a limitação: "Casais com ligações de mais de 20 anos e que se declaram ainda apaixonados mostram activações cerebrais semelhantes aos casais a viverem os primeiros estádios da paixão. Quer dizer que a paixão não tem de ser necessariamente breve. Breve será, por definição, o turbilhão emocional que a acompanha." Kirshenbaum pede mais investigação nesta área: o grosso das cobaias têm sido "jovens universitários em pleno despertar sexual", disse ao "El País".
No final do ano passado, um estudo publicado por Stephanie Ortigue, da Universidade Syracuse, revelou que a activação destes circuitos numa situação de paixão demora um quinto de segundo. Segundo a investigadora, além da resposta eufórica, a paixão também incide sobre áreas intelectuais, por exemplo as que processam a imagem corporal".
Artigo de Marta F. Reis , publicado hoje no Jornal i. Leia na íntegra AQUI.
Mais um poema do Dia dos Namorados / Valentines's Day: another poem
On Valentine's Day we think of those
Who make our lives worthwhile,
Those gracious, friendly people who
We think of with a smile.
I am fortunate to know you,
That's why I want to say,
To a rare and special person:
Happy Valentine's Day!
Fonte: Love for Books
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Um poema para o Dia dos Namorados / "To my Valentine": the poem
The Rose is Red, the Violet’s Blue
The Honey’s Sweet and so are You
Thou are my love and I am thine,
I drew thee to my Valentine
The lot was Cast and then I drew
and Fortune said it shou’d be You.
Poema inglês típico do Dia dos Namorados ou "Valentine's Day" publicado em 1784 no Gammer Gurton's Garland (seguindo este link pode aceder a esta publicação na íntegra).
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011
"Não conhece a arte de navegar quem nunca navegou no ventre de uma mulher..."
Giulio Aristide Sartorio (1860 - 1932), pintor italiano.
Não conhece a arte de navegar
quem nunca navegou no ventre
de uma mulher, remou nela,
naufragou e sobreviveu numa das suas praias.
Cristina Peri Rossi in
«Qual é a minha ou a tua língua - Cem poemas de amor de outras línguas»,
(org. Jorge Sousa Braga),
«Qual é a minha ou a tua língua - Cem poemas de amor de outras línguas»,
(org. Jorge Sousa Braga),
Assírio e Alvim.
Muito bonito.
Poesia de um amor triste ao som de violinos: "Dance Me To The End Of Love"
De Leonard Cohen.
Dance Me To The End Of Love
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance Me To The End Of Love
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
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Sábado, 12 de Fevereiro de 2011
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011
Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011
Leitoras de outrora / Female readers from another century
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
Confessa-te no que escreves II / Reveal yourself in what you write II
“ Write books only if you are going to say in them the things you would never dare confide to anyone. ”
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Confessa-te no que escreves I / Reveal yourself in what you write I
The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they’re brought out. But it’s more than that, isn’t it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you’ve said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That’s the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear.
Stephen King, On Writing
Como já disse, adoro este livro!
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"John Lennon nunca morreu e outros contos fantásticos"
Clique na imagem para aumentar.
Catarina Coelho lança no dia 13 de Fevereiro, na Bertrand Montijo, pelas 17.00 horas, o seu livro com o sugestivo título John Lennon Nunca Morreu e Outros Contos Fantásticos. Simultaneamente, João Carlos Silva apresenta A Natureza das Coisas do Ponto de Vista da Eternidade.
Saiba porque "John Lennon nunca morreu" AQUI. :)
Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011
Quando é que um insulto deixa de o ser?
Quando há amor e histórias partilhadas à mistura?
Filho-da-puta sempre teve um significado diferente para mim do que tinha para os outros miúdos. Quando eles me chamavam filho-da-puta eu ria-me muito, e eles não entendiam. Eu ria-me porque era verdade, sim, a minha mãe é puta, e a tua?, e então eles entendiam ainda menos e eu ria-me mais, mas como é que eu lhes podia explicar que a minha mãe era a melhor mãe do mundo, que o facto de ser puta não me importava nada de nada. As mães dos outros eram operárias fabris, mulheres-a-dias, empregadas de café, e a minha era puta. Pronto. Nada complicado. Eles não podiam entender o que era para mim poder ouvir as histórias que ela me contava, que ela sempre teve talento para me contar. Ríamo-nos muito, os dois juntos, da careca de um ou da maneira de falar do outro, ou de mil e uma outras pequenas coisas divertidas que ela me oferecia pela manhã, quando chegava a casa e me acordava para eu ir para a escola. Fazia-me o pequeno-almoço, eu tomava-o em pijama, e ela depois conversava comigo enquanto me dava banho, me vestia, me levava à paragem do autocarro, para só depois se ir deitar. Às vezes, como ainda esta manhã, deixava-me na mesa de cabeceira algum presente, para eu encontrar mal acordasse.
Cláudia Clemente, O Caderno Negro
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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011
A experiência de um livro mágico: "The Ice Book"
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Os e-readers conquistaram os leitores mais jovens / E-Readers finally caught younger eyes
Aqui ficam alguns excertos de um artigo de Julie Bosman para o New York Times, em 4 de Fevereiro de 2011:
In their infancy e-readers were adopted by an older generation that valued the devices for their convenience, portability and, in many cases, simply for their ability to enlarge text to a more legible size. Appetite for e-book editions of best sellers and adult genre fiction — romance, mysteries, thrillers — has seemed almost bottomless.
But now that e-readers are cheaper and more plentiful, they have gone mass market, reaching consumers across age and demographic groups, and enticing some members of the younger generation to pick them up for the first time.
“The kids have taken over the e-readers,” said Rita Threadgill of Harrison, N.Y., whose 11-year-old daughter requested a Kindle for Christmas.
(...)
Digital sales have typically represented only a small fraction of sales of middle-grade and young-adult books, a phenomenon usually explained partly by the observation that e-readers were too expensive for children and teenagers.
Another theory suggested that the members of the younger set who were first encouraged to read by the immensely popular Harry Potter books tended to prefer hardcover over any other edition, snapping up the books on the day of their release. And anecdotal evidence hinted that younger readers preferred print so that they could exchange books with their friends.
That scene may be slowly replaced by tweens and teenagers clustered in groups and reading their Nooks or Kindles together, wirelessly downloading new titles with the push of a button, studiously comparing the battery life of the devices and accessorizing them with Jonathan Adler and Kate Spade covers in hot pink, tangerine and lime green.
(...)
“There’s something I’m not sure is entirely replaceable about having a stack of inviting books, just waiting for your kids to grab,” Ms. Garcia said. “But I’m an avid believer that you need to find what excites your child about reading. So I’m all for it.”
Pode ler este artigo na íntegra AQUI.
"Diário dos Infiéis" é o primeiro romance de João Morgado. Venham mais! :)
"Quatro casais, oito personagens e a pergunta que nos assalta quando percebemos o fim: ainda me amas? Não sabem o que os faria felizes, nem se lembram do dia em que sentiram o peso da solidão, em que se amaram ou se desejaram. Hoje, não se reconhecem, não têm coragem para mudar de vida, para assumir o fim e procurar noutro amor o caminho de volta para o compromisso maior: ser feliz. Num diário de emoções íntimas, falam na primeira pessoa do que sentem em relação a si e aos outros. Concluem que, cada um à sua maneira, todos foram infiéis: por pensamentos, actos, ou omissões. Com vidas entrelaçadas, cada um descreve no diário a sua viagem pelo mundo do sexo, do desejo, do pudor, do egoísmo, do amor-próprio, do envelhecimento, do sonho, da morte... Enfim, a matéria-prima da qual é feita a existência de gente vulgar. «Sobre nós ninguém escreverá um romance», diz uma das personagens. Talvez desconhecendo que todos os dias a vida nos ensina o contrário".
Acabei agora de ler este Diário dos Infiéis, editado em 2010 pela Oficina do Livro. Uma excelente surpresa: João Morgado escreve frases lindas, daquelas que voltamos atrás para voltar a saborear. Até as inúmeras descrições de cenas de sexo são descritas de forma bonita e original.
Também é um livro triste, repleto de gente infeliz, frustrada, acomodada. Infiéis nas suas relações mas sobretudo infiéis a sim mesmos, aos seus próprios sentimentos, incapazes de lutar pela sua própria felicidade.
Ao ler este romance fica-se com a impressão de tudo são traições, silêncios corrosivos e omissões, que não há casamentos felizes, o que não é verdade. Há casamentos felizes, em que se diz e se dá tudo, em que somos fiéis ao outro e a nós mesmos.
Curiosamente, nesta história de vozes múltiplas que semeiam desencontros, cobardias e infidelidades, proclamam a inexistência do amor e a omnipotência do desejo, acaba por acontecer o imprevisto: ainda há quem morra por amor.
Este é o primeiro romance de João Morgado. Venham mais! :)
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Domingo, 6 de Fevereiro de 2011
Poderá um livro salvar-lhe a vida ou está tudo maluco? / Can a book save your life, literally?
Sábado, 5 de Fevereiro de 2011
Onde está o gerente deste planeta?
"Depois de uma olhadela neste planeta, qualquer visitante extraterrestre dirá: eu quero falar com o gerente."
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Era uma vez no Oeste: o Western Spaguetti
Quem viu não esquece Era uma vez no Oeste (Once Upon a Time in the West) de Sergio Leone e muito menos a banda sonora SOBERBA composta por Ennio Morricone em 1968. O filme emblemático do género western spaguetti, i.e. filmes de cowboys made in Itália.
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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
Perseguição impressionante on e off-line / The Chase: Praga (República Checa), Facebook, YouTube, Microsoft Office...
Alucinante, em constante transição entre os mundos real e virtual:
Divertido, o final!
Intel is building excitement around the 2nd Generation Intel® Core™ i5 processor through “The Chase”, an action-adventure video titled “The Chase.” The spot demonstrates the performance capabilities of the new processors by creating an action-movie style chase sequence that takes place through a wide variety of program windows on a computer desktop. Filmed on location in Prague, Czech Republic, the video features a multitude of programs and sites, including Apple’s iTunes, Facebook, YouTube, Microsoft Office and the Adobe Creative Suite.
Fonte: The Inspiration Room
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O Arquivo Virtual de Abel Salazar já está on-line
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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011
Kick Buttowski e a bibliotecária malvada (uma animação Disney XD)
Quem diz que não podem haver cenas de acção numa biblioteca?! Com perseguições de mota e tudo! Além de malvada, esta bibliotecária é radical! :)
Saiba mais AQUI.
Via Bibliotequices
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Vestida para ler / Dressed to read
Pelo frou frou do vestido deve-se tratar de um clássico da literatura, um conto de fadas talvez...se fosse de vampiros apostaria mais num look gótico subtilmente sedutor, se fosse Paulo Coelho talvez adoptasse um estilo hippie, a ler as crónicas de Ricardo Araújo Pereira seguiria a moda das collants às grandes riscas coloridas :) ...a cada livro o seu vestido.
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
A leitura pelo traço de Almada Negreiros
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Os nomes próprios e as vacas
Almada Negreiros
"Das duas uma: ou as pessoas se fazem ao nome que lhes deram no baptismo, ou ele tem de seu o bastante para marcar a cada um. Será imprudente deduzir o nome próprio através de fisionomias ou dos caracteres; no entanto, uma vez conhecido o nome próprio de uma pessoa, ficamos logo convencidos de que este lhe assenta muito bem. Jules Renard tirou um esplêndido retrato da vaca em tamanho natural: «On l'appelle la vache et c'est le nom qui lui va le mieux.». Como vedes, este corpo-inteiro está extraordinariamente parecido, é vaca por todos os lados.
Por sorte, a vaca não tem apelidos de família para lhe complicarem a existência. Mas, como é animal doméstico, vem a dar-lhe na mesma que tenha ou que não tenha apelidos. O ser animal doméstico faz com que fique dentro da circunscrição dos apelidos da família em casa de quem serve. A vaca é «Pomba», «Estrela», «Aurora» ou «Vitória» como uma pessoa podia ser apenas José, Maria, Luís ou Judite. É a domesticidade que leva a estas designações e para evitar o opróbrio da fria enumeração. São feitos da gentileza com facilidades para distinguir. Mas a verdade é que o facto de alguém ser Joana ou Manuel já é mais do que ser apenas homem ou mulher. Ser homem ou mulher é apenas a natureza; chamar-se João ou Manuela já é a natureza mais a vida inteira: é o problema. E se o João é Sousa e a Manuela é Pereira, então, à natureza e à vida junte-se-lhes ainda por cima a existência e complicou-se o problema".
Almada Negreiros in Nome de Guerra, 1938
Nome de Guerra, escrito em 1925 e editado pela primeira vez em 1938, é o romance de iniciação de um jovem provinciano proveniente de uma família abastada. Quando o tio de Luís Antunes o envia para Lisboa, ao cuidado do seu amigo D. Jorge (descrito como “bruto como as casas e ordinário como um homem”), com o propósito de o educar nas “provas masculinas”, não imaginava o desenlace de tal aventura. Apesar de, na primeira noite, D. Jorge ter ficado convencido da inutilidade dos seus préstimos, Antunes concluiu que o “corpo nu de mulher foi o mais belo espectáculo que os seus olhos viram em dias de sua vida”, decidindo-se a perseguir Judite. Esta “via perfeitamente que o Antunes não estava destinado para ela”, mas “não lhe faltava dinheiro e dinheiro é o principal para esperar, para disfarçar, para mentir a miséria e a desgraça”.
Assim se inicia a história de Luís Antunes e Judite, que terminará com a prodigiosa e desconcertante frase, “não te metas na vida alheia se não queres lá ficar”.
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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011
Corpo de Mulher... segundo Pablo Neruda e Cathy Delanssay
Corpo de Mulher...
Corpo de mulher, brancas colinas, coxas brancas,
pareces-te com o mundo na tua atitude de entrega.
O meu corpo de lavrador selvagem escava em ti
e faz saltar o filho do mais fundo da terra.
Fui só como um túnel. De mim fugiam os pássaros,
e em mim a noite forçava a sua invasão poderosa.
Para sobreviver forjei-te como uma arma,
como uma flecha no meu arco, como uma pedra
na minha funda.
Mas desce a hora da vingança, e eu amo-te.
Corpo de pele, de musgo, de leite ávido e firme.
Ah os copos do peito! Ah os olhos de ausência!
Ah as rosas do púbis! Ah a tua voz lenta e triste!
Corpo de mulher minha, persistirei na tua graça.
Minha sede, minha ânsia sem limite, meu caminho indeciso!
Escuros regos onde a sede eterna continua,
e a fadiga continua, e a dor infinita.
Pablo Neruda, in "Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada"
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