"Outside of a dog a book is men's best friend, inside of a dog it's too dark to read" Grocho Marx
Sexta-feira, 29 de Julho de 2011
"Uma das Manhãs": mais um poema sensual
De Joaquim Monteiro, aqui fica "Uma das Manhãs":
Rente à manhã, sinto uma leve brisa.
Suave e fresca. Acaricia-me.
O dia descobre-me aos poucos, beijando-me,
e eu sou um, entre tantos que desperta.
Docemente me beija a pele adormecida,
sem pudor, desperta-me a virilidade,
assustada, de incontidas noites desejada.
Num alvoroço de luas peregrinas.
A meu lado, o amor ainda dorme.
Tão nua, num desapego lírico de se ver.
Aveludado, meu afago a percorre, deixando adormecer minha mão,
no ventre luminoso de perdão.
Estremece um pouco; na vã tentativa
de encobrir, desfolhada rosa, que,
meus dedos no orvalho se inquietam.
Lentamente os seios despontam ao raiar,
num leve acariciar dos lábios.
Docemente sorri: afastando-me a mão.
{que agora não; ainda não despertou o coração}
(2011-06-18)
Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
Desperta-me de noite...um poema sensual
De Maria Teresa Horta:
Desperta-me de noite
O teu desejo
Na vaga dos teus dedos
Com que vergas
O sono em que me deito
É rede a tua língua
Em sua teia
É vício as palavras
Com que falas
A trégua
A entrega
O disfarce
E lembras os meus ombros
Docemente
Na dobra do lençol que desfazes
Desperta-me de noite
Com o teu corpo
Tiras-me do sono Onde resvalo
E eu pouco a pouco
Vou repelindo a noite
E tu dentro de mim
Vai descobrindo vales.
Terça-feira, 26 de Julho de 2011
Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
Quarta-feira, 20 de Julho de 2011
Terça-feira, 19 de Julho de 2011
Era uma vez o princípe desencantado, da realeza real ...
O príncipe desencantado
Por Ricardo Araújo Pereira: De acordo com a imprensa, o casamento do príncipe do Mónaco foi visto por um milhão de portugueses. Continua a ser bastante misterioso para mim que alguém queira assistir a um casamento, sobretudo se não pode estar presente no copo de água. Os jornalistas que fazem a cobertura deste tipo de acontecimento avançam com uma explicação: as pessoas gostam muito de contos de fadas. É notável que este tipo de jornalista saiba sempre aquilo de que "as pessoas" gostam, e eu não sou ninguém para os contradizer. Mas o casamento do príncipe do Mónaco, mesmo sendo o casamento de um príncipe, não tem nada a ver com os contos de fadas. Talvez eu tenha sido um leitor desatento de Perrault, dos irmãos Grimm e de Andersen, mas não me recordo do conto de fadas que começa: "Era uma vez um príncipe de 53 anos, careca e relativamente anafado, que tinha, de acordo com a última contagem, quatro filhos bastardos. Numa linda manhã..." Digamos que não se trata da descrição habitual de um dos príncipes dos contos de fadas - que, refira-se, quase nunca se chamam Alberto. Estamos, além disso, a falar de um príncipe cujo reino, além de não ser bem um reino, tem cerca de dois quilómetros quadrados. É menos de metade da área da freguesia de Bordonhos, em S. Pedro do Sul. Que um grande número de portugueses deseje assistir ao casamento de Alberto Alexandre Luís Grimaldi e nenhum queira saber do matrimónio de Celestino Manuel da Silva Cardoso (presidente da junta de Bordonhos, para os leitores indesculpavelmente ignorantes) é das ocorrências mais estranhas da vida contemporânea. Em geral, nos contos de fadas os príncipes são filhos de um rei muito bondoso. Ou, em alternativa, de um rei muito malévolo que eles combatem e substituem - passando eles a ser reis muito bondosos. Na vida real, os príncipes são descendentes de homens que eram piratas, ou brutos com jeito para andar à pancada, ou ambas as coisas. No caso do príncipe Alberto, há o problema adicional da progressão na carreira. Trata-se de um príncipe que nunca será rei, uma vez que os seus antecessores não tiveram sequer a decência de conquistar um território à altura de um monarca. É um príncipe que nunca deixará de ser príncipe. O trono do Mónaco sofre do complexo de Peter Pan. Em resumo, trata-se de um gordito de meia idade que manda numa espécie de borbulha da França, com uma área pouco maior do que três campos de futebol e cujos habitantes são, na sua maioria, pessoas que acedem a ser seus súbditos sobretudo para efeitos fiscais. Não vi o casamento mas estou ansioso pelo filme da Disney. Crónica publicada na Revista Visão, edição de 14 de Julho de 2011. |
Branca de Neve enquanto leitora nua / Snow White as a naked reader
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Sábado, 16 de Julho de 2011
Cada um lê a mesma história de maneira diferente/ “Everybody reads the same story differently”
Cada um lê a mesma história de maneira diferente e sublinha partes distintas! É esta a ideia expressa na campanha colombiana da caneta marcador Assenda’s Ofixpres Highlighter: as obras de carácter universal D. Quixote de Cervantes, O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry e a grande baleia Moby Dick de Herman Melville são lidas/sublinhadas de diferentes modos consoante o carácter do leitor.
Clique nas imagens para aumentar e apreciar a criatividades destes anúncios.
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Sexta-feira, 15 de Julho de 2011
Quinta-feira, 14 de Julho de 2011
Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
Livro na areia / A book in the sand
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Terça-feira, 12 de Julho de 2011
Segunda-feira, 11 de Julho de 2011
Domingo, 10 de Julho de 2011
Sábado, 9 de Julho de 2011
Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
Quando fores velha / "When You are Old"
Bonito...uma viagem poética à nossa velhice imaginada.
When you are old and grey and full of sleep,
And nodding by the fire, take down this book,
And slowly read, and dream of the soft look
Your eyes had once, and of their shadows deep;
How many loved your moments of glad grace,
And loved your beauty with love false or true,
But one man loved the pilgrim soul in you,
And loved the sorrows of your changing face;
And bending down beside the glowing bars,
Murmur, a little sadly, how Love fled
And paced upon the mountains overhead
And hid his face amid a crowd of stars.
"Old_Thoughts", BlotoAngeles
When You are Old
When you are old and grey and full of sleep,
And nodding by the fire, take down this book,
And slowly read, and dream of the soft look
Your eyes had once, and of their shadows deep;
How many loved your moments of glad grace,
And loved your beauty with love false or true,
But one man loved the pilgrim soul in you,
And loved the sorrows of your changing face;
And bending down beside the glowing bars,
Murmur, a little sadly, how Love fled
And paced upon the mountains overhead
And hid his face amid a crowd of stars.
W. B. Yeats
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Terça-feira, 5 de Julho de 2011
A mestria de uma descrição de Jane Austen / Jane Austen masters descriptions
“She is clever and agreeable, has all that knowledge of the world which makes conversation easy, and talks very well, with a happy command of language, which is too often used, I believe, to make black appear white.”
Jane Austen, “Lady Susan” |
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Segunda-feira, 4 de Julho de 2011
A profissão mais perigosa do mundo, por Mark Twain
- Eu tenho a profissão mais perigosa do mundo.
- Qual é?
- Sou escritor.
- Ah!?...
- Não está a perceber, eu escrevo sempre na cama.
- E isso é perigoso?
- Pelo menos é lá que morre a maior parte das pessoas.
Mark Twain
Fonte: Pó dos Livros
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Domingo, 3 de Julho de 2011
Sábado, 2 de Julho de 2011
Sexta-feira, 1 de Julho de 2011
"É mais fácil ter sexo do que escrever sobre ele"
Recomendo este divertido texto de Mike Fingers, publicado no "blogue para ovelhas negras" do JL, Três Pastorinhos. Aviso os mais susceptíveis que a linguagem é atrevida.
Aqui ficam alguns excertos para criar o ambiente :) :
"Elias apenas queria aprender a escrever sobre sexo, que como se sabe é coisa sobre a qual a maior parte dos escritores preferem ficar calados..."
"Elias não queria ser escritor, escritores há muitos e a maioria passa fome..."
"Elias era um hedonista de ambições mundanas e toda a sua ambição literária se limitava ao sexo. Esse era o seu leitmotiv, a sua divisa, a sua luta. Sexo. Desde que lera "Amor em tempos de cólera", Elias ficara obcecado com a personagem de Florentino Ariza, que escrevia cartas de amor a soldo e com isso se tornara um Casanova melancólico.
Elias queria ser uma espécie de Florentino Ariza da internet, um predador romântico, cujo domínio do poder sexual das palavras lhe permitisse seduzir mulheres sensíveis as palavras impregnadas daquele cheirinho contagiante a feromonas..."
Leia AQUI as aventuras literário-sexuais de Elias.
E se não leu Amor em Tempos de Cólera, do Nobel da Literatura Gabriel Garcia Marquez, digo que é um "must" literário. Lindo. Com pouco sexo mas lindo. :)
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