A interpretação que deu, este ano, a Anne Hathaway o Óscar de melhor actriz secundária em Os Miseráveis. Aqui canta "I Dreamed A Dream" de forma verdadeiramente comovente. Como uma mulher que perdeu tudo, até a esperança. No fundo do poço. Difícil é não chorar com ela.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
4 cartoons sobre os Óscares 2013 / 4 cartoons about the Oscars 2013
Algumas das nomeadas para os Óscares de hoje à noite:
Taylor Jones
Estou a torcer para que Anne Hathaway vença o Óscar de Melhor Intérprete Secundária pelo seu papel em "Os Miseráveis". Podem saber porquê AQUI.
Os dois cartoons que se seguem são de Rick McKee que chama a atenção para o preço exorbitante dos bilhetes de cinema. Mais pipocas e bebida para os miúdos, mais óculos 3D por vezes... para uma família de 5 como a minha é uma fortuna! Guardem os óculos, meus caros e levem-nos da próxima vez, para não terem de comprar outros, façam como eu!
E então para quem está desempregado!? Pois é! Só na net, na modalidade económica, "menos
consentânea com a legalidade", digamos.
E depois há esta probabilidade irónica: as famosas estatuetas ícones da cultura americana serem "made in China" :)
O cartoonista é Shlomo Cohen.
Então, gozem a cerimónia de hoje até não aguentarem de sono, que amanhã é dia de trabalho.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
"Os Miseráveis" são soberbos / "Les Misérables" sont superbes
Os Miseráveis é um romance francês escrito em 1862 por Victor Hugo, tendo-se assumido como um clássico da literatura universal. Em 1980 surgiu em Paris o musical que seria considerado um dos maiores sucessos do género. A música foi composta por Claude-Michel Schönberg e o libreto foi escrito por Alain Boublil. Em 1985, estreia em Londres a versão em inglês e, dois anos depois, chega à Broadway em Nova Iorque.
Surge agora o filme, dirigido por Tom Hooper e estrelado por Hugh Jackman, Russel Crowe, Anne Hathaway e Amanda Seyfried. A história passa-se em plena Revolução Francesa do século XIX. Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para alimentar o sobrinho e acaba por ficar preso durante quase 20 anos. Depois de libertado, nunca terá a oportunidade de realmente recomeçar a sua vida e se redimir. Passará o resto da vida a fugir da perseguição do inspector Javert (Russell Crowe). Mas pelo meio conhece Fantine (Anne Hathaway), uma mãe solteira cuja vida se desmoronou completamente. Expulsa do emprego por ter uma filha ilegítima, acaba por vender os invejados cabelos (o cabelo foi-lhe mesmo cortado na cena do filme), os dentes e por último o corpo. Quando se encontra às portas da morte com tuberculose, é Jean Valjean quem a ampara e promete tomar conta da filha, Cosette. É sobretudo através do amor que vai nutrir pela criança que a vida de Valjean vai ganhar novo significado.
Toda esta descrição da história justifica o título "miseráveis". O que a meu ver salva esta história deprimente, e tendo em conta que nunca tive a coragem de ler os cinco volumes que compõem a obra de Victor Hugo, é a música e as interpretações.
Aviso que o filme é longo e quem não aprecia musicais talvez seja melhor nem entrar na sala de cinema. A quem como eu delira com a beleza fantasiosa dos musicais, confesso que este filme me levou às lágrimas (também não é preciso muito...). Há vários picos de emoção ao longo deste drama. E o melhor momento de todos acontece com Anne Hathaway a cantar “I Dreamed a Dream". Ganhei respeito redobrado pelo trabalho desta actriz. A sua interpretação é sublime, tocante, comovente...arrasadora.
Quanto aos restantes, finalmente reparei em Hugh Jackman como actor e como um belo homem também. Sim senhor! :)(Não sou dada a Wolverines e outros heróis de banda desenhada).
Russel Crowe também me surpreendeu pela positiva como cantor.
Por último, admirei igualmente o trabalho de uma ilustre desconhecida (pelo menos para mim), Samantha Barks, como Eponine.
Para quem quer saber mais, deixo o trailer:
E o endereço do site oficial em português.
Como não brinco em serviço deixo também a crítica do New York Times. :D
domingo, 17 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Ler é ver mais longe
"Leer es subirte a la torre que construyó otro para que descubras territorios que nunca imaginaste"
Guillermo Arriaga
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O que me diz o dinheiro? / What does money tell me?
Adoro comprar roupa, sapatos, malas, bijuteria...mas o sítio em que sem dúvida me desprendo mais do dinheiro é numa livraria! É a perspectiva de um prazer prolongado e que deixa rasto.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
A imperfeição é definitivamente mais perfeita
Black Swan (2010)
«… Sei agora que os perfeitos são uma superfície lisa por onde escorregamos e caímos, uma superfície onde o nosso corpo se não amarra. Demorei a perceber que há uma poesia na imperfeição, porque há curvas e recurvas, altos e baixos, âncoras a que me agarro, arribas onde me engancho. Só é possível estar com alguém quando as nossas imperfeições se encaixam, quando esse atrito nos prende ...»
IN: Diário dos Imperfeitos
Prémio Literário Vergílio Ferreira
Romance - Kreamus - 2012
Esta citação do romance Diário dos Imperfeitos de João Morgado lembra-me um conto de Eça de Queirós, o meu preferido (juntamente com "Civilização"), que se intitula precisamente "Perfeição". Clique nos títulos dos contos para aceder às suas publicações on-line podendo inclusivamente fazer o download.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
A sexualidade numa mulher por João Morgado
«Sexo pelo sexo é apenas o atulhar de um oco - o banquete de um côncavo dentro do convexo (...) Podemos aterrar mil vezes num aeroporto e não conhecer o país, como podemos entrar mil vezes uma mulher e não a conhecer… (...) A sexualidade numa mulher começa na cabeça e prolonga-se pela pele como um horizonte em que se funde o mar com o céu infinito. A mulher é um pensamento com pele»
João Morgado IN: Diário dos Imperfeitos
Romance, Kreamus, 2012
Prémio Literário Vergílio Ferreira
sábado, 9 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
O futuro das bibliotecas num mundo digital / "The Future of Librarians in an EBook World"
"In an environment where we are continually being solicited to buy, click
on, or otherwise consume products selected for us by algorithms (which
often make ridiculous and even insulting suggestions), the presence of a
guiding human sensibility seems more valuable than ever. A good
librarian, unlike the monetizing formulas employed by Google or Amazon
or Facebook, is not only capable of independent thought, he or she is
also committed to nurturing critical thinking in others. All the
technological bells and whistles a library can employ are pretty much
worthless if there’s no one minding the store".
Este é o excerto de um artigo pertinente sobre os desafios que hoje se colocam às bibliotecas. Leia na íntegra AQUI.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
"Põtapés na gueramática", os governantes portugueses e...ah, e ainda o "Dr." Relvas
U omãi qe dava pulus (i põtapés na gueramática)
"Ser visto e ser ouvisto pelos portugueses é também uma razão de justificar o investimento" - Miguel Relvas
A gente somos um país muita curioso. Houveram eleições e, com base no que tínhamos visto e ouvisto na campanha eleitoral, votámos maioritariamente nos partidos que assinaram com a troika um acordo, digamos, difícil de cumprir. Mas hádem dizer-me quantos são, mesmo entre os que votaram no seu partido, aqueles que admiram, respeitam ou sequer toleram o trabalho e a figura de Miguel Relvas. O ministro não parece ser muito popular, derivado do seu envolvimento em alguns escândalos como, por exemplo, o da licenciatura. Mas nem por isso deslarga o poder. Entrou para dentro do Governo, há dois anos atrás, e ninguém o tira de lá. Para fora.
Prontos, mas as pessoas não são só defeitos. E Miguel Relvas tem o grande mérito de constituir um exemplo, parece-me a mim. Muitos desempregados não conseguem arranjar emprego por causa que têm habilitações a mais. Miguel Relvas obteve o seu com emprego mesmo tendo claramente habilitações a menos. Apontou para baixo e foi bem sucedido. Estabeleceu um objectivo mais modesto e atingiu-o. E ainda o acusam de ser muito ambicioso...
Os cortes no Estado social não são uma necessidade de poupança, são uma estratégia de futuro. Relvas deseja que o Governo faça cortes na educação porque ele próprio cortou na sua e venceu. Conhece, por experiência própria, as vantagens de desinvestir na educação. É um exemplo de sucesso de deformação profissional. Como cidadões, temos muito a aprender com ele. Ou a desaprender, já não sei.
Soares fala mal francês, Sócrates falava mal inglês e espanhol, e Relvas fala mal português. Quase todos os políticos que nos governam hoje falam mal português, aliás. Veja-se o caso de Angela Merkel. Saberá dizer duas, três palavras no máximo. Os nossos dirigentes sempre tiveram um problema com as línguas. E, tendo em conta o estado em que o país se encontra, também não parecem ser melhores nos números. Talvez tenham sido daqueles alunos que só eram bons em educação física.
Amor verdadeiro / True love
Elena Odriozola
“Te amo para amarte y no para ser amado, puesto que nada me place tanto como verte a ti feliz.”
George Sand
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
"The librarian’s book of quotes": uma compilação de citações sobre bibliotecas para download
"Come take choice of all my library,
And so beguile thy sorrow".
And so beguile thy sorrow".
William Shakespeare, Titus Andronicus
The Librarian’s Book of Quotes oferece aos bibliotecários uma colecção de citações sobre bibliotecas. A compilação foi feita por Tatyana Eckstrand e editada em 2009 pela American Library Association. Está disponível para download AQUI.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
O espelho do mundo / World's mirror
"The world is only a mirror. You will only see in the world what you're
prepared to see in yourself — nothing more and nothing less."
Robert Holden
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Livros até ao tecto! / Books to the ceiling!
"Books to the ceiling,
books to the sky,
my pile of books is a mile high,
how I love them!
how I need them!
I’ll have a long beard
by the time I read them"
Arnold Lobel
sábado, 2 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Pelo Dia dos Namorados participe no Concurso de Textos de Amor Manuel A. Pina
O Museu Nacional da Imprensa
promove, a
partir do dia
11 de
Fevereiro, o
Concurso de
Textos de Amor
Manuel A.
Pina, em
homenagem ao
jornalista e
escritor
falecido em
outubro de
2012. A
iniciativa,
especial para
o Dia dos
Namorados,
prolonga-se
até 17 de
Fevereiro, em
busca de
textos de amor
originais.
Dirigido aos apaixonados de todas as idades e residentes em qualquer parte do país (e a portugueses no estrangeiro), o concurso, já na 13ª edição, vai premiar os melhores textos concorrentes, em poesia ou prosa.
Os prémios principais são uma viagem de avião (destino Europa) e um cruzeiro no Douro para duas pessoas, além de livros e cd-roms.
O Museu Nacional da Imprensa pretende, com esta iniciativa, motivar a emergência de novos autores, apelando à escrita de textos de carácter amoroso.
Durante a “semana dos namorados”, o museu está aberto à recepção de textos originais alusivos ao amor e os visitantes poderão imprimir poemas de diversos autores (Camões, Florbela Espanca, Bocage, Pessoa, Eugénio de Andrade…), nos prelos-relíquia do Museu.
Os textos concorrentes devem ser registados num impresso próprio, disponível nas instalações daquele Museu e no seu sítio oficial (www.museudaimprensa.pt) onde está patente o regulamento.
Dirigido aos apaixonados de todas as idades e residentes em qualquer parte do país (e a portugueses no estrangeiro), o concurso, já na 13ª edição, vai premiar os melhores textos concorrentes, em poesia ou prosa.
Os prémios principais são uma viagem de avião (destino Europa) e um cruzeiro no Douro para duas pessoas, além de livros e cd-roms.
O Museu Nacional da Imprensa pretende, com esta iniciativa, motivar a emergência de novos autores, apelando à escrita de textos de carácter amoroso.
Durante a “semana dos namorados”, o museu está aberto à recepção de textos originais alusivos ao amor e os visitantes poderão imprimir poemas de diversos autores (Camões, Florbela Espanca, Bocage, Pessoa, Eugénio de Andrade…), nos prelos-relíquia do Museu.
Os textos concorrentes devem ser registados num impresso próprio, disponível nas instalações daquele Museu e no seu sítio oficial (www.museudaimprensa.pt) onde está patente o regulamento.
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