segunda-feira, 3 de março de 2014

Pingo Doce lança concurso literário de Literatura Infantil


O grupo Jerónimo Martins, através da marca Pingo Doce (PD), está a receber, até 23 de abril, candidaturas à primeira edição do Prémio de Literatura Infantil, cujo valor pecuniário será de 50 mil euros – a dividir entre o autor do texto e o autor da ilustração.

Segundo fonte do PG Poderão concorrer “todos portugueses com mais de 16 anos e a residir em Portugal que sintam que têm um talento e que precisam de uma oportunidade”.
A iniciativa, que será anual, “visa premiar obras originais e inéditas” e tem como objetivo promover o gosto pela leitura das crianças portuguesas, e, ao mesmo tempo, “estimular a emergência de novos talentos nas áreas da literatura e do design gráfico e ilustração”.
A obra vencedora será lançada em novembro de 2014, em cerca de 300 lojas PD, mas os direitos de autor pertencerão à marca de forma “total e definitiva”.

Fonte: Jornal Correio da Manhã

5 comentários:

Mariana Carvalho disse...

os concursos em portugal têm sempre a mesma estória.

http://liteesemquerer.wordpress.com/2014/06/04/bruxedo/

Anónimo disse...

Carta aberta ao Pingo-Doce
Exmos. Srs.

Conforme tinha solicitado, recebi o texto vencedor do concurso literário Pingo-Doce “De onde vêm as bruxas” da autoria de Joana Lopes, que desde já agradeço.

No entanto, da leitura atenta do texto vencedor, algumas dúvidas se levantam.

Para que serve um regulamento se não é para cumprir?

Da leitura do regulamento que está na génese deste concurso, o “Artigo 6º (Requisitos da Obra de Texto) refere ipsis verbis que “As obras de texto apresentadas a concurso deve conter entre 20.000 a 100.000 caracteres, incluindo espaços”. No entanto, a obra vencedora não se enquadra nestes critérios, ficando quase pela metade.

E o mais estranho é que, no mesmo regulamento, o “Artigo 15º (Violação do Regulamento) Para além do caso previsto no artigo anterior, a violação de qualquer norma prevista no presente Regulamento poderá implicar a imediata exclusão dos autores e das obras apresentadas para a atribuição do Prémio anunciado”.

Várias questões éticas e legais podem ser levantadas:

Para que serve o regulamento?

Não deveria esta não conformidade ser suficiente para excluir a obra em questão?

Qual a credibilidade de um concurso regulamentado, cujo prémio vencedor viola esse regulamento?

Não estará o Pingo-Doce a violar o princípio da equidade entre todos os concorrentes?

Na eventualidade do regulamento não condicionar o número de palavras, não haveria mais candidatos?

Como se devem sentir os outros 1499 concorrentes não vencedores quando se aperceberem que a obra vencedora (independentemente da qualidade literária) viola o regulamento e mesmo assim ganha o primeiro prémio?

Não será esta atribuição do prémio passível de impugnação?

As candidaturas ao prémio de ilustração também devem cumprir o regulamento ou podem ser feitas Ad Hoc?

Gostaria que me respondessem a estas questões.

Respeitosamente,
Armando Tavares
965448940

Anónimo disse...

Faço minhas as palavras do segundo comentador ANÓNIMO e adiciono algumas minhas:
Este ano houve um Concurso Literário infantil organizado pelo Pingo Doce que divulgou a história vencedora neste mês de Junho de 2014.
Apurados os fatos, vim imediatamente a descobrir que o conto vencedor contém apenas 1078 carateres (incluindo espaços) quando os critérios de aceitação exigiam de 20 mil a 100 mil caracteres (incluindo espaços)…gostaria de saber como é que este texto foi aceite! Alguém me consegue iluminar?
Será que a vencedora tem um figuinho pingo mel?

Susana Monteiro disse...

Bom, diria quase não ser necessária esta minha intervenção, porque porventura estará tudo dito, mas também eu gostaria de obter resposta a esta questão. Isto porque afinal nao parece estar tudo dito, ja que, salvo melhor opiniao, ainda nao o houve esclarecimento prestado. Escrever um conto, para crianças, monitorizando o numero de caracteres, não é tarefa fácil. As palavras tem de ser escolhidas tendo em conta o contexto das crianças, a sua capacidade em compreender e manter-se interessada. Por isso cada um de nos, os que cumpriram o regulamento (que era para cumprir, certo?) sentem-se, diria eu, injustiçados.

Anónimo disse...


Boa tarde já agora podiam me informar se os caracteres que falam são palavras ou silabas?
muito obrigado

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