O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril.
Esta data foi escolhida com base na lenda de S. Jorge e o Dragão, adaptada para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge (Sant Jordi) e recebem, em troca, um livro, testemunho das aventuras do heroico cavaleiro.
Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exatamente em abril.
Também a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, em 2016, presta homenagem a alguns autores portugueses, cujos centenários de nascimento ou morte se assinalam: Bocage (as comemorações dos 250 anos do nascimento decorrem de setembro 2015 a setembro de 2016); Mário de Sá Carneiro (1890-1916 – centenário da morte); Mário Dionísio (1916-1993) e Vergílio Ferreira (1916-1996), autores de que se assinala o centenário do nascimento.
Você provavelmente já conhece os inúmeros benefícios que a leitura pode trazer para sua vida.
Mas e se eu te falar que a experiência é tão significante que podemos
até mesmo comprovar, com argumentos científicos, que as pessoas que
leem são as melhores pessoas para se viver uma paixão?
Foi exatamente isso que a escritora norte-americana Lauren Martin fez ao publicar, no site do Elite Daily, o seu artigo “Why Readers, Scientifically, Are The Best People To Fall In Love With” (em português: “Por que os leitores, cientificamente, são as melhores pessoas para se apaixonar”).
Para te ajudar a entender o porquê dessa afirmação, separamos os melhores trechos do texto de Lauren. Confira.
“Você já leu um livro até o fim? Realmente até o fim? Capa a
capa. Fechou-o com aquela sensação de voltar lentamente à realidade?
Você suspira fundo e fica ali, sentado. Com o livro em suas mãos…”
“É como se apaixonar por um estranho que você nunca verá
novamente. O desejo e a tristeza que sente por um caso de amor que
acabou dói, mas ao mesmo tempo você se sente saciado, cheio pela
experiência, a conexão, a variedade que surge após digerir outra alma.
Você se sente alimentado, mesmo que por pouco tempo.”
É assim, comparando as emoções vividas em uma paixão com o processo
de terminar um livro, que a autora começa a explicação para a sua
afirmação. Mas a “teoria” também tem base científica.
De acordo com estudos de 2006 e 2009, publicados por Raymond Mar,
psicólogo da Universidade de York, do Canadá, e por Keith Oatley,
professor de psicologia cognitiva na Universidade de Toronto, quem é um
profundo leitor de ficção possui maior capacidade de empatia e de
desenvolver a chamada “teoria da mente”, que é a habilidade de aceitar
outras opiniões, crenças e interesses, além de seus próprios.
Ou seja, os leitores são mais capazes de considerar outras ideias sem
rejeitá-las e, mesmo assim, manter as suas próprias. Para ter essa
característica pessoal, a autora acredita que é preciso ter uma boa
“diversidade de experiências sociais” e a falta dela é provavelmente a
razão para seu “último companheiro ser tão narcisista”.
A explicação para o leitor ser mais desenvolvido na “teoria da mente”
é a de que ele vivencia experiências através de outros olhos, vendo o
mundo de outra perspectiva e absorvendo sabedoria de cada uma delas.
“Eles aprenderam como é ser uma mulher, e um homem. Eles sabem como é ver alguém sofrer. Eles são maduros, sábios.”
Para reforçar a teoria, a autora ainda se baseia em um estudo de
2010, também de Raymond Mar, que diz que quanto mais histórias foram
lidas para uma criança, mais aguçada é a “teoria da mente” dela. A
criança torna-se mais sábia, adaptável e compreensiva.
“Porque ler é algo que molda você e aumenta o seu caráter. Cada
triunfo, lição e momento crucial da vida do protagonista se tornam seu.”
Confira os principais argumentos
“Eles não vão falar com você. Eles vão conversar com você.”
Segundo o artigo, os leitores escreverão cartas e versos. São
eloquentes no bom sentido, não dão respostas simples, mas apresentam
pensamentos profundos e teorias intensas, encantando com o conhecimento
de palavras e ideias.
“Faça um favor a si mesmo e namore alguém que realmente saiba como usar a língua.”
“Eles não apenas te entendem. Eles te compreendem.”
De acordo com o psicólogo David Comer Kidd, da New School for Social
Research, “O que os autores fazem de maravilhoso é transformar você no
escritor. Na literatura de ficção, a incompletude das personagens faz
com que sua mente tente entender a mente de outros”. Com isso, os
leitores desenvolvem a capacidade da empatia. Eles podem não concordar
com você, mas vão tentar ver as coisas do seu ponto de vista.
“Você deveria se apaixonar apenas por alguém que consiga ver sua
alma. Deve ser alguém que não apenas te conhece, mas que te compreenda
completamente.”
“Eles não são apenas inteligentes. São sábios.”
“Ser inteligente demais pode ser desagradável, mas ser sábio é algo cativante.”
Quem é que não gosta de ter um bate-papo inteligente e sempre
aprender alguma coisa? Se apaixonar por um leitor irá melhorar o nível
das conversas. Os leitores profundos são mais inteligentes devido ao
maior vocabulário, melhor memória e pela capacidade de detectar padrões.
“Se você namora alguém que lê, então você também viverá milhares de vidas diferentes.”
Espécie em extinção
Se você gostou dos argumentos e já não vê a hora de procurar sua
paixão, é preciso se apressar, pois a autora acredita que os chamados
“profundos leitores” estão acabando no mundo, já que as pessoas muitas
vezes apenas “passam o olho” ao invés de realmente ler.
“Se você ainda procura por alguém que te complete, que preencha o
vazio em seu coração solitário, procure por essa raça que está se
extinguindo. Você os encontrará em cafetarias, parques e no metro.”
“Você os verá com mochilas, bolsas e maletas. Eles serão curiosos e
sensíveis, e você saberá nos primeiros minutos de conversa com eles.”
Não será verdade no seu sentido literal visto que, por esta altura, eu já devia ter pelo menos o tamanho de um jogador de basquetebol em vez dos meus modestos 1,56m! :)
"Os sistemas de pirâmide mais conhecidos são os financeiros, mas existem
também redes semelhantes para trocas de livros. Pode-se entrar com um
livro e ganhar 36.
O sistema da pirâmide é um método já conhecido que permite entrar com
pouco e sair com muito. Este sistema costuma ser utilizado para
(tentar) ganhar dinheiro, mas agora anda a circular uma versão com
livros. O esquema é simples: seis pessoas enviam um livro por
correio a alguém e, em troca, recebem 36 livros sobre o tema de sua
preferência.
Estas “árvores dos livros” começaram a criar
burburinho nas redes sociais em 2015, altura em que começaram a
circular mensagens como esta: “Estou à procura de seis pessoas de
qualquer idade que queiram participar numa troca de livros. A única
coisa que é preciso fazer é enviar um livro (não necessariamente novo,
mas em bom estado) a uma pessoa por correio. Como resultado receberão 36
livros da temática que vos interesse (sim, leste bem, 36). Comentem se
estão interessados para mandar-vos as instruções por mensagem privada.”
Os números podem parecer estranhos, mas este é um sistema piramidal como outro qualquer.
Para obter resultados é necessário recrutar novos membros que, por sua
vez, também recrutem outros tantos elementos para o grupo. Os sistemas
não são novos e o seu resultado é sempre o mesmo: mais cedo ou mais
tarde acabam sempre por falhar: as únicas pessoas que conseguem tirar
proveito são as que entraram primeiro para o esquema, estando por isso
no topo da pirâmide.
A única diferença desta pirâmide para as que
funcionam com dinheiro é que as pessoas que as criam são, provavelmente,
mais bem-intencionadas. Passam a maior parte do tempo a gerir
mensagens, comentários e queixas dos membros da cadeia, muitas vezes sem
receber nada em troca (quando muito 36 livros). Estas redes que antes
eram administradas por via postal, agora são organizadas na internet em
comunidades online muito ativas. Isto permite que o recrutamento seja
muito mais simples. Muitas das vezes os elementos não têm que fazer
grandes esforços para divulgar a iniciativa e é a própria administração
do grupo que trata de criar correspondência com novos membros que se
mostrem interessados em participar no esquema.
Mas, à medida que o
esquema vai progredindo, torna-se cada vez mais difícil angariar novos
membros. Porque, a partir de certo ponto, o número de membros
necessários para alimentar esta cadeia ultrapassa a população mundial.
Como se explica neste esquema:
Nível 1: (que não dá livros a
ninguém ou pode fingir que já está dentro de uma cadeia e oferecer um
livro a alguém da sua preferência)
Nível 2: 6 pessoas
Nível 3: 36 pessoas
Nível 4: 216 pessoas
Nível 5: 1.296 pessoas
Nível 6: 7.776 pessoas
Nível 7: 46.656 pessoas
Nível 8: 279.936 pessoas
Nível 9: 1.679.616 pessoas
Nível 10: 10.077.696 pessoas
Nível 11: 60.466.176 pessoas
Quem entra na corrente quando
ela já vai no nível 7, precisa que entrem 1.679.616 novos membros e que
cada uma dessas pessoas envie um livro para poder receber alguma coisa.
Isto porque não se recebe os livros do nível seguinte, mas sim de dois
níveis depois. No nível 14 é preciso que participem mais de treze mil
milhões de pessoas – mais que população mundial. Este limite pode ser
atrasado se se diminuir o número de novos membros necessários mas,
inevitavelmente, chega sempre a altura em que o sistema se torna
incomportável.
Estes mecanismos são aliciantes pela sua
simplicidade e vão continuar a existir, mas é preciso ter atenção, já
que esta estrutura só funciona nos primeiros níveis e são mais as
pessoas que perdem que as que ganham. E as que ganham fazem-no à custa
de todos aqueles que não receberam nada".
O Google é o motor de buscas mais utilizado e faz parte do quotidiano de toda a gente. Ainda assim, esconde alguns segredos que garantem uma pesquisa mais eficaz. Fique a conhecê-los.
Hoje em dia não há dúvidas que o Google não resolva. Mas aquela que é
uma das ferramentas mais usadas nos nossos tempos esconde alguns
segredos. Será que os conhece?
Se usar aspas para pesquisar uma frase ou expressão, o Google procura a expressão toda e não as palavras separadas.
Um sinal de menos antes de uma palavra faz com que essa palavra seja ignorada.
Pesquisar em modo incógnito permite esconder o seu endereço IP e a sua localização.
Quando faz uma compra, para saber o estado da sua encomenda sem ter que entrar no site da transportadora, basta inserir o número da encomenda na barra de pesquisa.
Quando não se lembra de uma palavra, use um asterisco para substitui-la.
Para procurar sites semelhantes a uma página qualquer escreva “related:” e insira o endereço da página.
Para procurar gifs através do Google Imagens, vá a ferramentas de pesquisa. Clique em “tipo” e selecione a opção “Animado”.
"Os
leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da
abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o
veneno".
Reading has so many amazing benefits. In some cases, reading can make
you more successful. Here are 10 reasons why you need to start reading
more today.
#1 It’s a source of inspiration
There is nothing more inspiring than a good autobiography.
Reading about the challenges and successes of others can be a real
motivator. This inspiration can help spur you on to reach those goals.
# 2 Help with relaxation
For
career girls to be successful striking the right balance between work
and downtime is essential. Switching off from social media and taking
time to curl up with a book can be so relaxing. Unwinding properly will
ensure you are well rested and ready to face the upcoming challenges
that lie ahead.
#3 It expands your vocabulary
Reading
new and interesting material will certainly broaden your vocabulary.
Your boss will be impressed when you have nailed that tricky
presentation with interesting and unique descriptions.
#4 Your knowledge will increase
Reading
makes you smarter. Taking in extra information by reading a wide range
of books, journals and industry magazines will boost your intelligence.
This is a massive plus for career girls.
#5 Help to focus Reading
takes patience and commitment. To read you must focus and avoid
distractions. The ability to focus is highly beneficial for your working
life. It will lead to increased productivity and help you smash that
daunting to-do-list!
#6 You will be a better writer
It
is necessary to read more to become a better writer. Reading on a
regular basis will ensure those pitches and reports are succinct and
polished. Everyone will be impressed. (...)
#7 It Assists with Problem Solving.
You
will be more intelligent. Reading will make you more creative and
innovative. Tricky issues and problems will be resolved much easier. You
will face issues with a more analytical approach.
#8 Improved Memory
The
brain is like every part of the body, it needs regular workouts to stay
in shape. Reading will keep the mind sharp and improve the memory.
#9 Goal Setting
Reading
often will assist with setting and achieving goals. It will drive you
forward to meet targets and ambitions. Reading will benefit you
massively by helping you plan goals and sticking to them.
#10 Increased Empathy
You
will have an increased awareness of social situations. Being able to
empathise better is a critical skill for success in business. Being able
to identify and alleviate a potential client concern is a powerful
trait.
"Amar é como o prazer de conseguir estar sozinho - mas melhor. Amar é o
prazer de descobrir continuamente que há alguém com quem se quer passar
o tempo todo, incluindo o tempo que se quer passar juntos e o tempo que
se quer passar sozinho.
Amar é um casamento de solidões que,
gozando o prazer da juntidão, mesmo assim não prescinde dos prazeres de
duas solidões juntas, estejam momentaneamente separadas ou reunidas.
Amar
alguém é uma coisa egoísta que só nos faz bem. Mas só se a pessoa amada
nos contra-ama também. Ser amado alivia muito a loucura de amar e de
ser obrigatoriamente infeliz por causa disso.
Amar e ser amado é a
melhor sorte que se pode ter. Não são milagres que aconteçam por acaso.
É preciso trabalhar com leviandade - por muito cheio de amor que o
coração esteja - para que esses milagres, facílimos, comecem a
habituar-se a acontecer regularmente.
Amar alguém é um alívio: é
poder deixar de pensar que cada um de nós é marginalmente mais
importante do que qualquer outra pessoa que nasceu nesta vida e neste
planeta.
Amar alguém é um baluarte contra o mundo, um
salvo-conduto, uma casa aonde não só se pode regressar como ficar
fechado dentro dela, sem precisar de sair.
Amar alguém é a única,
verdadeira distracção. Os que não amam - muitos porque têm medo de se
entregarem - chamam obsessão ao amor sem saber que o amor é o grande
apagador de insignificâncias e a única maneira de fazer coincidir a alma
e a atenção em duas vidas".
"No dia seguinte ninguém
morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou
nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos
justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos
quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para
amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómeno semelhante, passar-se um
dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas
entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse
sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado
a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles
acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a
alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente
nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em
primeiro lugar. A passagem do ano não tinha deixado atrás de si o
habitual e calamitoso regueiro de óbitos, como se a velha átropos da
dentuça arreganhada tivesse resolvido embainhar a tesoura por um dia.
Sangue, porém, houve-o, e não pouco. Desvairados, confusos, aflitos,
dominando a custo as náuseas, os bombeiros extraíam da amálgama dos
destroços míseros corpos humanos que, de acordo com a lógica matemática
das colisões, deveriam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da
gravidade dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos
e assim eram transportados aos hospitais, ao som das dilacerantes
sereias das ambulâncias. Nenhuma dessas pessoas morreria no caminho e
todas iriam desmentir os mais pessimistas prognósticos médicos, Esse
pobre diabo não tem remédio possível, nem valia a pena perder tempo a
operá-lo, dizia o cirurgião à enfermeira enquanto esta lhe ajustava a
máscara à cara. Realmente, talvez não houvesse salvação para o coitado
no dia anterior, mas o que estava claro é que a vítima se recusava a
morrer neste. E o que acontecia aqui, acontecia em todo o país. Até à
meia-noite em ponto do último dia do ano ainda houve gente que aceitou
morrer no mais fiel acatamento às regras, quer as que se reportavam ao
fundo da questão, isto é, acabar-se a vida, quer as que atinham às
múltiplas modalidades de que ele, o referido fundo da questão, com maior
ou menor pompa e solenidade, usa revestir-se quando chega o momento
fatal. Um caso sobre todos interessante, obviamente por se tratar de
quem se tratava, foi o da idosíssima e veneranda rainha-mãe. Às vinte e
três horas e cinquenta e nove minutos daquele dia trinta e um de
dezembro ninguém seria tão ingénuo que apostasse um pau de fósforo
queimado pela vida da real senhora. Perdida qualquer esperança, rendidos
os médicos à implacável evidência, a família real, hierarquicamente
disposta ao redor do leito, esperava com resignação o derradeiro suspiro
da matriarca, talvez umas palavrinhas, uma última sentença edificante
com vista à formação moral dos amados príncipes seus netos, talvez uma
bela e arredondada frase dirigida à sempre ingrata retentiva dos
súbditos vindouros. E depois, como se o tempo tivesse parado, não
aconteceu nada. A rainha-mãe nem melhorou nem piorou, ficou ali como
suspensa, baloiçando o frágil corpo à borda da vida, ameaçando a cada
instante cair para o outro lado, mas atada a este por um ténue fio que a
morte, só podia ser ela, não se sabe por que estranho capricho,
continuava a segurar. Já tínhamos passado ao dia seguinte, e nele, como
se informou logo no princípio deste relato, ninguém iria morrer.