sábado, 30 de junho de 2012

Desistir da perfeição / Giving up on being perfect



“The thing that is really hard, and really amazing, is giving up on being perfect and beginning the work of becoming yourself.”
Anna Quindlen

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Os Livros (por um poema meu)


Os livros são a jangada,

o comboio

o avião

e a estrada.

A deslocação do vento na cavalgada 

e a viagem

e a paisagem

e a chegada.

São a nossa casa

e o sorrido da pessoa amada.



Ana Tarouca, 24 Jan. 11

A necessidade premente de aprovação segundo Alain de Botton



Diogo Gonçalves conversou com Alain de Botton sobre o seu livro Status Anxiety (em português com a tradição duvidosa Status Ansiedade...porque não traduziram para A Ansiedade do Estatuto?). Mais do que ler devorei este livro que considero brilhante e obviamente recomendo. Fica um excerto (grande :)) da entrevista:

"Alain de Botton, o mais lido filósofo vivo, decidiu responder a algumas questões acerca do seu maravilhoso livro Status Anxiety. O livro fala-nos da ansiedade, prevalente em muitas sociedades modernas, em ser o “Número Um”. Mostra-nos também que isso pode ser um jogo de perde-ganha socialmente disfuncional, uma vez que a nossa posição social é sempre dependente da posição dos outros.

(...)

José Saramago, o único escritor Português que ganhou o prémio Nobel, dizia “Eu vivo inquieto e escrevo para inquietar.” Qual foi a tua inquietação, quando escreveste o livro Status Anxiety?
Com o meu livro, quis definir uma nova doença da forma que a via na minha vida e na dos outros que me são próximos. A ansiedade de estatuto é uma preocupação acerca de como nos posicionamos no mundo, se estamos a ir para cima ou para baixo, se somos vencedores ou perdedores. Nós preocupamo-nos acerca do nosso estatuto por uma simples razão: porque a maioria das pessoas tende a ser boa para nós de acordo com a quantidade de estatuto que temos: se ouvirem que fomos promovidos, vai haver um pouco mais de energia no seu sorriso; se formos despedidos, vão fingir que não nos viram. Em última análise, preocupamo-nos por não ter estatuto porque não somos bons em permanecer confiantes sobre nós próprios se os outros não parecerem gostar ou respeitar-nos bastante. O nosso ‘ego’ ou auto-conceito poderia ser ilustrado como balão a perder ar, a requerer permanentemente amor exterior para manter-se cheio e vulnerável às mais pequenas alfinetadas de negligência: nós precisamos de sinais de respeito por parte do mundo para nos sentirmos aceitáveis para com nós próprios.

No teu livro, mostras-nos que algumas das ideias que deram origem à ideologia capitalista, tais como a meritocracia e a “mão invisível”, são também as causas do fenómeno da ansiedade de estatuto, e uma fonte de desespero para a sociedade. Apesar de toda a dor que podem causar, porque é que são estas ideias ainda tão prevalentes no mundo de hoje?
A ansiedede de estatuto está pior do que nunca, porque as possibilidades de realização (sexual, financeira, profissional) parecem ser maiores do que nunca. Existem tantas coisas à nossa espera se não nos julgarmos a nós próprios como “losers”. Somos constantemente cercados por histórias de pessoas que conseguiram. Durante a maior parte da história da humanidade, um pressuposto oposto dominou: baixas expectativas eram vistas como normais e sábias. Apenas uns poucos poderiam aspirar à riqueza e à realização. A maioria sabia bem o suficiente que estava condenada à exploração e à resignação. Como é óbvio, continua a ser altamente improvável que possamos hoje alcançar o topo da sociedade. É talvez tão improvável que possamos rivalizar com o sucesso de Bill Gates como poderíamos no século dezassete tornar-nos tão poderosos como Luís XIV. No entanto, e infelizmente, parece que deixou de parecer improvável; dependendo das revistas que lemos, pode de facto parecer até absurdo como é que ainda não o conseguimos.

Qual foi o efeito mais gratificante, que resultou da publicação do teu livro?
O livro ajudou a fazer com que o conceito pareça universal. Apesar de tudo, até o Bill Gates sofre da ansiedade de estatuto. Porquê? Porque ele se compara a si próprio com o seu grupo de referência. Todos nós fazemos isto, e é por isso que acabamos por sentir que precisamos de mais coisas apesar de estarmos muito melhor do que as pessoas alguma vez estiveram no passado. Não é que nós sejamos particularmente ingratos, é só que não nos julgamos em relação a pessoas que viveram no passado. Não conseguimos felicitar-nos por muito tempo pela nossa prosperidade em termos históricos ou geográficos. Só nos sentimos afortunados quando temos tanto como, ou mais do que, as pessoas com quem crescemos, com quem trabalhamos, que temos como amigas, e nos identificamos em termos públicos. É por isso que a melhor forma de nos sentirmos bem sucedidos é escolher amigos que são exactamente um bocadinho menos bem sucedidos do que nós…"

Retirada daqui.

sábado, 23 de junho de 2012

Foto de 29 de Maio do meu Projeto 365 / My may 29 photo for my "Capture your 365" project


Auto-retrato por metade.

Foto de 28 de Maio do meu Projeto 365 / My may 28 photo for my "Capture your 365" project



Era tão bom que para haver mudanças na nossa vida funcionassemos como os carros e bastasse uma alavanca...

Foto de 27 de Maio do meu Projeto 365 / My may 27 photo for my "Capture your 365" project


Pôr-do-Sol em Massamá

Foto de 26 de Maio do meu Projeto 365 / My may 26 photo for my "Capture your 365" project




O meu cabelo a contra-luz.

Os homens bonitos também lêem / Atractive men like to read


;)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Iupi, vem aí o fim de semana! / Weekend is coming, YES!

Amor e peixes / Love and fishes





Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
... É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

 Adélia Prado

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O poder da imaginação / The power of imagination

“Um raciocínio lógico leva-o de A até B.
A imaginação leva-o a qualquer lugar que você quiser.”

Albert Einstein

terça-feira, 19 de junho de 2012

Foto de 25 de Maio do meu Projeto 365 / My may 25 photo for my "Capture your 365" project


Há/À pesca no Tejo.

Foto de 24 de Maio do meu Projeto 365 / My may 24 photo for my "Capture your 365" project


Águas furtadas

Foto de 23 de Maio do meu Projeto 365 / My may 23 photo for my "Capture your 365" project


Água fresca.

Televisão e celebridades / Television and celebrities



Still, American television is full of smiles and more and more perfect-looking teeth. Do these people want us to trust them? No. Do they want us to think they’re good people? No again. The truth is they don’t want anything from us. They just want to show us their teeth, their smiles, and admiration is all they want in return. Admiration. They want us to look at them, that’s all. Their perfect teeth, their perfect bodies, their perfect manners, as if they were constantly breaking away from the sun and they were little pieces of fire, little pieces of blazing hell, here on this planet simply to be worshipped.
Roberto Bolano, 2666
                                                          
                                  

segunda-feira, 18 de junho de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

A combinação perfeita de palavras / The perfect combination of words




I love the sound of words, the feel of them, the flow of them. I love the challenge of finding just that perfect combination of words to describe a curl of the lip, a tilt of the chin, a change in the atmosphere. Done well, novel-writing can combine lyricism with practicality in a way that makes one think of grand tapestries, both functional and beautiful.” 
Lauren Willig
                                                
                                   

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Bolas, bolas, bolas!!!


Ganhámos à Dinamarca mas foi por pouco! Uff! Um jogo impróprio para cardíacos!

Tempo de poesia / Poetry time





Tempo de poesia


Todo o tempo é de poesia.


Desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia.


Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia.


Todo o tempo é de poesia.


Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas que a amar se consagram.


Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.


Todo o tempo é de poesia.


Desde a arrumação do caos
à confusão da harmonia.


António Gedeão, Obra poética

terça-feira, 12 de junho de 2012

Civilização, livrarias e imaginação/ Civilization, bookstores and imagination




A civilization without retail bookstores is unimaginable. Like shrines and other sacred meeting places, bookstores are essential artifacts of human nature. The feel of a book taken from the shelf and held in the hand is a magical experience, linking writer to reader.
Jason Epstein, Book Business


The quantity of civilization is measured by the quality of imagination.
Victor Hugo, Les Misérables

Foto de 22 de Maio do meu Projeto 365 / My may 22 photo for my "Capture your 365" project


Grafitti com auto-retrato.

Foto de 21 de Maio do meu Projeto 365 / My may 21 photo for my "Capture your 365" project


A árvore despida

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Um livro pode fazer a diferença/ A book can make the difference


"Book People Unite" é uma campanha da RIF (Reading is Fundamental) que junta figuras como Pinóquio, o Lobo Mau, os Três Porquinhos, o Capuchinho Vermelho, Greg de Diário de um Banana e Babar, entre muitos outros.

sábado, 9 de junho de 2012

Foto de 20 de Maio do meu Projeto 365 / My may 20 photo for my "Capture your 365" project



Olhos amarelos.

Foto de 19 de Maio do meu Projeto 365 / My may 19 photo for my "Capture your 365" project


Um braço de ferro estendido para o céu.

Foto de 18 de Maio do meu Projeto 365 / My may 18 photo for my "Capture your 365" project


A Torre de Belém.

Foto de 17 de Maio do meu Projeto 365 / My may 17 photo for my "Capture your 365" project


O Padrão dos Descobrimentos.

Foto de 16 de Maio do meu Projeto 365 / My may 16 photo for my "Capture your 365" project


Vencendo a aridez.

Foto de 15 de Maio do meu Projeto 365 / My may 15 photo for my "Capture your 365" project


Amarelo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A ouvir Pixie Lott - Mama Do

Homenagem à minha barriga / "The Beauty Love Left Behind"


Esta não é a minha barriga mas a minha não ficou em muito melhor estado depois de duas gravidezes e três bébés (com gémeos na barriga fiquei tão larga quanto comprida:)).

Guardo numa timidez orgulhosa (tímida porque em nada corresponde à beleza que normalmente se espera) as marcas na pele de acontecimentos felizes que encheram e enchem a minha vida para sempre.

"The Beauty Love Left Behind. A mark for every breath you took, every blink, every sleepy yawn. One for every time you sucked your thumb, waved hello, closed your eyes and slept in the most perfect darkness. One for every time you had the hiccups. One for every dream you dreamed within me. It isn't very pretty anymore. Some may even think it ugly. That's OK. It was your home. It's where I first grew to love you, where I lay my hand as I dreamed about who you were and who you would be. It held you until my arms could, and for that, I will always find something beautiful in it". (autor desconhecido)


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Quem ainda não viu "Era uma vez"? / "Once upon a Time"




Adam Horowitz e Edward Kitsis, os criadores de Lost, criaram uma versão moderna dos contos de fadas. A personagem principal é Emma Swan, que acaba de chegar a uma pequena cidade no Maine. Estou a falar de Once Upon a Time.

Toda a série gira em torno de personagens que todos conhecemos como Branca de Neve e o Principe Encantado, Capuchinho Vermelho, Bela e o Monstro, Cinderela e como não podia deixar de ser a antagonista bruxa e madrasta malvada.

A novidade é que todas estas personagens vivem agora fora do universo da magia, no mundo real, numa pequena vila norte-americana chamada Storybrooke, onde desconhecem completamente as suas verdadeiras entidades. Tudo graças a uma maldição da vilã. A única pessoa que detém a verdade é obviamente uma criança com um livro de histórias.

Cabe à protagonista ( juntamente com o menino com o livro de histórias, seu filho) quebrar o feitiço que aprisiona todos estes personagens.

O mais curioso é que não são só as personagens dos contos tradicionais que têm lugar nesta série mágica. O universo de Alice no País das Maravilhas também é contemplado. Um episódio é dedicado ao Chapeleiro Maluco.

Quanto à acção, oscila entre os dois mundos e dois tempos: o mundo dos contos e o mundo real, o passado e o presente. E os acontecimentos que desaguam na situação actual vão sendo revelados aos poucos pelo que há muitos momenos "Ah, então foi assim que aconteceu!".

Boas notícias: a série dá às sextas-feiras à noite no AXN e vale bem a pena. Esta versão embora leve, é também muito mais adulta que os contos originais. As más notícias: quem não começou a ver desde o início vai ter dificuldade em perceber que raio se passa agora nesta acção que alterna constantemente entre duas realidades distintas em que as personagens são as mesmas mas em tempos e situações diferentes. Um quebra-cabeças! :)

Eu não perco, ou não fosse eu eterna fã dos contos de fadas!




Gostei particularmente da volta que deram à história do Capuchinho Vermelho, fazendo dela um(a) lobisomem transformando-a de presa em predadora.



O elenco.



Os maus da fita. Mas ele, Rumplestiltskine é uma figura âmbigua.


Branca de Neve, uma das figuras dos contos com maior destaque.



Foto de 14 de Maio do meu Projeto 365 / My may 14 photo for my "Capture your 365" project


Chuva no vidro.

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