terça-feira, 4 de junho de 2013

Newsletter n.º 8 da Rede de Bibliotecas Escolares



Já se encontra disponível a Newsletter n.º 8 da Rede de Bibliotecas Escolares.

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A felicidade é... / Happiness is...


domingo, 2 de junho de 2013

Quanta poesia e quanto palato português nesta "Salada de Alface"!!!



Salada de Alface

Se és algo panteísta e tens bem vivo
Esse afago ideal
Do retrocesso ao homem primitivo,
Que nos tempos pré-histórico vivia
Muito perto do lobo e do chacal;
Se um ligeiro perfume de poesia
Que se ergue das campinas
Na paz, no encanto das manhãs tranquilas,
Te dilata as narinas
E enche de gozo as húmidas, -
Leitor amigo, se assim és, vou dar-te
“Se a tanto me ajudar engenho e arte”
uma antiga receita,
que os rústicos instintos te deleita
e frémitos te põe na grenha hirsuta.
Leitor amigo, escuta:

Vai, como o padre cura, cabisbaixo
Pelos vergeis da tua horta abaixo
Quando no mês d’ Abril, de manhã cedo,
O sol cai sobre as franças do arvoredo,
Para sorver aqueles bons orvalhos
Chorados pelos olhos das estrelas
Nos corações dos galhos;
Passarás pelas couves repolhudas, -
Cuidado, não te iludas,
Nem te importes com elas, -
Vai andando...
Mas logo que tu passes
Ao campo das alfaces,
Pára, leitor amigo,
E faze o que te digo:
Escolhe d’ entre todas a mais bela,
Folhas finas, tenrinhas e viçosas
Como as folhas das rosas,
E enchendo uma gamela
D’ água pura e corrente,
Lava-a, refresca-a cuidadosamente.
Logo em seguida (e é o principal)
Que a tua mão, sem hesitar, lhe deite
Um fiozinho de azeite,
Vinagre forte e sal,
E ouvindo em roda o lúbrico sussurro
Da vida ansiosa a propagar-se, que erra
Em vibrações no ar,
Atira-te de bruços sobre a terra
E come-a devagar,
Filosoficamente, como um burro!

António de Macedo Papança, 1º Conde de Monsaraz (1852-1913) – Musa Alentejana

terça-feira, 28 de maio de 2013

Tempo não é dinheiro, é ida sem vinda.



"O bom do caminho 
é haver volta.
Para ida sem vinda, 
basta o tempo".

Mia Couto

"Quando se faz amor assim..."

s.id.

"Quando se faz amor assim, de paixão total, fica-se longe das palavras.
O encantamento é uma casa que tem o silêncio por teto".


MIA COUTO

A "Primeira Palavra" de Mia Couto




Mia Couto


Debruça o teu rosto
sobre a terra sem vestígio
prepara o teu ventre
para a anunciada visita
até que nos lábios humedeça
...
a primeira palavra do teu corpo


Do poema "Primeira palavra", no livro "Raiz de orvalho e outros poemas"

terça-feira, 21 de maio de 2013

Na adolescência achamos que sabemos tudo, aos quarenta temos uma pequena noção do que nunca saberemos...



“Cuando se tienen veinte años, uno cree haber resuelto el enigma del mundo; a los treinta reflexiona sobre él, y a los cuarenta descubre que es insoluble.”
Johan August Strindberg

Fonte: Thomerama

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