A Igreja da Memória, na Ajuda, Lisboa.
domingo, 1 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
A santidade da poesia ou a mesma como tempero
"Aos 17 anos todo mundo é poeta, junto com as espinhas da cara, todo mundo faz poesia. Homem, mulher, todo mundo têm seu caderninho lá dentro da gaveta, e têm os seus versinhos que depois ele joga fora ou guarda como mera curiosidade. Ser poeta aos 17 anos é fácil, eu quero ver alguém continuar acreditando em poesia aos 22 anos, aos 25 anos, aos 28 anos, aos 32 anos, aos 35 anos, aos 40 anos, eu estou com 41, aos 45 anos, aos 50, aos 60 anos, até você encontrar um poeta, por exemplo, como Drummond ou como o admirável Mário Quintana que são poetas que estão fazendo poesia há mais de 60 anos e há mais de 60 anos que a poesia é o assunto deles. Então eu acho que 90%, mais! 99% dos poetas que estão fazendo poesia hoje, daqui a dez anos eles vão estar fazendo outra coisa, porque vem a vida, vem os filhos, vem preocupações com dinheiro, vem as ambições do consumo, vem a necessidade de comprar isso, comprar aquilo, de adquirir uma casa na praia e tal, e tudo começa a se tornar mais importante do que a poesia. A poesia é uma espécie de heroísmo, você continuar ao longo dos anos acreditando nessa coisa inútil que é a pura beleza da linguagem, que é a poesia, é um heroísmo, é uma modalidade quase, às vezes eu gostaria de acreditar, de santidade. É uma espécie de santidade da linguagem. Porque a poesia não vai te fazer rico de jeito nenhum, é muito mais fácil você abrir uma banquinha e vender banana do que fazer poesia. Quer dizer, para você continuar acreditando em poesia é preciso muita santidade".
Pelo poeta Paulo Leminski
Via Livros e afins
terça-feira, 27 de março de 2012
"A vida é uma peça de teatro"
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".
Charles Chaplin in “My Autobiography”
sábado, 24 de março de 2012
O "Baile Da Biblioteca" pelos Cabeças no Ar
A música dos Cabeças no Ar (2002) é escrita por Carlos Tê.
Baile Da Biblioteca Cabeças no Ar
Sou o vosso professor
E sei de um baile de gala
Que se dá todas as noites
... Nas estantes da tua sala
Olha Ulisses o Argonauta
A dançar com o mar à proa
Aquele é o senhor Fernando
A dançar com a sua Pessoa
Olha o mestre Gil Vicente
Entre a raínha e o bobo
E aquele à frente é o Aleixo
É o poeta do povo
É o baile, é o baile, é o baile
É o baile, é o baile, é o baile
É o baile, é o baile, é o baile, é o baile
Da biblioteca
Sai o Zorro de rompante
Numa lombada de couro
A declarar ser migrante
Para a ilha do tesouro
Ao piano o Conde d'Abranhos
Não dá sinais de abrandar
É preciso o sol nascer
Para o baile acabar
Como se anda Dom Quixote
Largando da mão a lança
Vamos dormir criaturas
Que amanhã também se dança
É o baile, é o baile, é o baile
É o baile, é o baile, é o baile
É o baile, é o baile, é o baile, é o baile
Da biblioteca
Sou o vosso professor
E sei de um baile de gala
Que se dá todas as noites
... Nas estantes da tua sala
Olha Ulisses o Argonauta
A dançar com o mar à proa
Aquele é o senhor Fernando
A dançar com a sua Pessoa
Olha o mestre Gil Vicente
Entre a raínha e o bobo
E aquele à frente é o Aleixo
É o poeta do povo
É o baile, é o baile, é o baile
É o baile, é o baile, é o baile
É o baile, é o baile, é o baile, é o baile
Da biblioteca
Sai o Zorro de rompante
Numa lombada de couro
A declarar ser migrante
Para a ilha do tesouro
Ao piano o Conde d'Abranhos
Não dá sinais de abrandar
É preciso o sol nascer
Para o baile acabar
Como se anda Dom Quixote
Largando da mão a lança
Vamos dormir criaturas
Que amanhã também se dança
É o baile, é o baile, é o baile
É o baile, é o baile, é o baile
É o baile, é o baile, é o baile, é o baile
Da biblioteca
sexta-feira, 23 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
Como nasceu a literatura? / How literature was born
“Literature was not born the day when a boy crying “wolf, wolf” came running out of the Neanderthal valley with a big gray wolf at his heels; literature was born on the day when a boy came crying “wolf, wolf” and there was no wolf behind him.”
| Vladimir Nabokov, Lectures on Literature |
quarta-feira, 21 de março de 2012
Ter uma voz / Having a voice
“Writing and being successful at it is not about being the next Ernest Hemingway. It’s about having a voice, and presenting it with passion in a way that inspires. It’s about being honest, raw, and real.”
| Caroline Makepeace |
terça-feira, 20 de março de 2012
Os melhores livros seduzem-nos / The best books are flirtatious
Uma pin-up leitora de Vaughan Bass
“You can possess a book without really owning it, though. Beyond ownership in a commercial or legal sense, there’s ownership of an emotional or metaphysical kind - when a book speaks so powerfully to us that we feel it’s ours exclusively: that it exists just tor us. People we meet sometimes have this effect too; they look into our eyes, and speak in a hushed, intimate voice, and make us feel we’re uniquely important to them - before going on to do the same to someone else. In life, we call these people flirts. The best books are flirtatious, too, since they seem to be ours alone when in reality they’re anyone’s.”
Blake Morrison, Twelve Thoughts About Reading |
segunda-feira, 19 de março de 2012
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