sábado, 23 de abril de 2016

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Livro


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O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril.

​Esta data foi escolhida com base na lenda de S. Jorge e o Dragão, adaptada para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge (Sant Jordi) e recebem, em troca, um livro, testemunho das aventuras do heroico cavaleiro.

Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exatamente em abril.

Também a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, em 2016, presta homenagem a alguns autores portugueses, cujos centenários de nascimento ou morte se assinalam: Bocage (as comemorações dos 250 anos do nascimento decorrem de setembro 2015 a setembro de 2016); Mário de Sá Carneiro (1890-1916 – centenário da morte); Mário Dionísio (1916-1993) e Vergílio Ferreira (1916-1996), autores de que se assinala o centenário do nascimento.

Fonte:DGLAB

sexta-feira, 22 de abril de 2016

"Quem lê livros não só é mais inteligente, é também a melhor pessoa para você se apaixonar"



quinta-feira, 21 de abril de 2016

Tu cresces com cada livro que lês / "You are taller with every book you read"


Não será verdade no seu sentido literal visto que, por esta altura, eu já devia ter pelo menos o tamanho de um jogador de basquetebol em vez dos meus modestos 1,56m! :)

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Os esquemas em pirâmide chegaram aos livros

Jeanne Mammen



"Os sistemas de pirâmide mais conhecidos são os financeiros, mas existem também redes semelhantes para trocas de livros. Pode-se entrar com um livro e ganhar 36.

O sistema da pirâmide é um método já conhecido que permite entrar com pouco e sair com muito. Este sistema costuma ser utilizado para (tentar) ganhar dinheiro, mas agora anda a circular uma versão com livros. O esquema é simples: seis pessoas enviam um livro por correio a alguém e, em troca, recebem 36 livros sobre o tema de sua preferência.

Estas “árvores dos livros” começaram a criar burburinho nas redes sociais em 2015, altura em que começaram a circular mensagens como esta: “Estou à procura de seis pessoas de qualquer idade que queiram participar numa troca de livros. A única coisa que é preciso fazer é enviar um livro (não necessariamente novo, mas em bom estado) a uma pessoa por correio. Como resultado receberão 36 livros da temática que vos interesse (sim, leste bem, 36). Comentem se estão interessados para mandar-vos as instruções por mensagem privada.”

Os números podem parecer estranhos, mas este é um sistema piramidal como outro qualquer. Para obter resultados é necessário recrutar novos membros que, por sua vez, também recrutem outros tantos elementos para o grupo. Os sistemas não são novos e o seu resultado é sempre o mesmo: mais cedo ou mais tarde acabam sempre por falhar: as únicas pessoas que conseguem tirar proveito são as que entraram primeiro para o esquema, estando por isso no topo da pirâmide.

A única diferença desta pirâmide para as que funcionam com dinheiro é que as pessoas que as criam são, provavelmente, mais bem-intencionadas. Passam a maior parte do tempo a gerir mensagens, comentários e queixas dos membros da cadeia, muitas vezes sem receber nada em troca (quando muito 36 livros). Estas redes que antes eram administradas por via postal, agora são organizadas na internet em comunidades online muito ativas. Isto permite que o recrutamento seja muito mais simples. Muitas das vezes os elementos não têm que fazer grandes esforços para divulgar a iniciativa e é a própria administração do grupo que trata de criar correspondência com novos membros que se mostrem interessados em participar no esquema.

Mas, à medida que o esquema vai progredindo, torna-se cada vez mais difícil angariar novos membros. Porque, a partir de certo ponto, o número de membros necessários para alimentar esta cadeia ultrapassa a população mundial. Como se explica neste esquema:

Nível 1: (que não dá livros a ninguém ou pode fingir que já está dentro de uma cadeia e oferecer um livro a alguém da sua preferência)
Nível 2: 6 pessoas
Nível 3: 36 pessoas
Nível 4: 216 pessoas
Nível 5: 1.296 pessoas
Nível 6: 7.776 pessoas
Nível 7: 46.656 pessoas
Nível 8: 279.936 pessoas
Nível 9: 1.679.616 pessoas
Nível 10: 10.077.696 pessoas
Nível 11: 60.466.176 pessoas

Quem entra na corrente quando ela já vai no nível 7, precisa que entrem 1.679.616 novos membros e que cada uma dessas pessoas envie um livro para poder receber alguma coisa. Isto porque não se recebe os livros do nível seguinte, mas sim de dois níveis depois. No nível 14 é preciso que participem mais de treze mil milhões de pessoas – mais que população mundial. Este limite pode ser atrasado se se diminuir o número de novos membros necessários mas, inevitavelmente, chega sempre a altura em que o sistema se torna incomportável.

Estes mecanismos são aliciantes pela sua simplicidade e vão continuar a existir, mas é preciso ter atenção, já que esta estrutura só funciona nos primeiros níveis e são mais as pessoas que perdem que as que ganham. E as que ganham fazem-no à custa de todos aqueles que não receberam nada".


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Sete truques para dominar a arte de pesquisar no Google


O Google é o motor de buscas mais utilizado e faz parte do quotidiano de toda a gente. Ainda assim, esconde alguns segredos que garantem uma pesquisa mais eficaz. Fique a conhecê-los. 

Hoje em dia não há dúvidas que o Google não resolva. Mas aquela que é uma das ferramentas mais usadas nos nossos tempos esconde alguns segredos. Será que os conhece?
  1. Se usar aspas para pesquisar uma frase ou expressão, o Google procura a expressão toda e não as palavras separadas.
  2. Um sinal de menos antes de uma palavra faz com que essa palavra seja ignorada.
  3. Pesquisar em modo incógnito permite esconder o seu endereço IP e a sua localização.
  4. Quando faz uma compra, para saber o estado da sua encomenda sem ter que entrar no site da transportadora, basta inserir o número da encomenda na barra de pesquisa.
  5. Quando não se lembra de uma palavra, use um asterisco para substitui-la.
  6. Para procurar sites semelhantes a uma página qualquer escreva “related:” e insira o endereço da página.
  7. Para procurar gifs através do Google Imagens, vá a ferramentas de pesquisa. Clique em “tipo” e selecione a opção “Animado”.

Fonte: Observador em 13 de Abril de 2016
 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O que extraem os leitores dos livros? / Woman reading with cat



"Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno".
Friedrich Nietzsche

domingo, 3 de abril de 2016

10 razões para leres mais / 10 reasons why you need to start reading more

Kristin Kest


Reading has so many amazing benefits. In some cases, reading can make you more successful. Here are 10 reasons why you need to start reading more today.

#1 It’s a source of inspiration
There is nothing more inspiring than a good autobiography. Reading about the challenges and successes of others can be a real motivator. This inspiration can help spur you on to reach those goals.

# 2 Help with relaxation
For career girls to be successful striking the right balance between work and downtime is essential. Switching off from social media and taking time to curl up with a book can be so relaxing. Unwinding properly will ensure you are well rested and ready to face the upcoming challenges that lie ahead.

#3 It expands your vocabulary
Reading new and interesting material will certainly broaden your vocabulary. Your boss will be impressed when you have nailed that tricky presentation with interesting and unique descriptions.

#4 Your knowledge will increase
Reading makes you smarter. Taking in extra information by reading a wide range of books, journals and industry magazines will boost your intelligence. This is a massive plus for career girls.

#5 Help to focus
Reading takes patience and commitment. To read you must focus and avoid distractions. The ability to focus is highly beneficial for your working life. It will lead to increased productivity and help you smash that daunting to-do-list!

#6 You will be a better writer
It is necessary to read more to become a better writer. Reading on a regular basis will ensure those pitches and reports are succinct and polished. Everyone will be impressed. (...)


#7 It Assists with Problem Solving.
You will be more intelligent. Reading will make you more creative and innovative. Tricky issues and problems will be resolved much easier. You will face issues with a more analytical approach.

#8 Improved Memory
The brain is like every part of the body, it needs regular workouts to stay in shape. Reading will keep the mind sharp and improve the memory.

#9 Goal Setting
Reading often will assist with setting and achieving goals. It will drive you forward to meet targets and ambitions. Reading will benefit you massively by helping you plan goals and sticking to them.

#10 Increased Empathy
You will have an increased awareness of social situations. Being able to empathise better is a critical skill for success in business. Being able to identify and alleviate a potential client concern is a powerful trait.

Fonte: careergirldaily


sábado, 2 de abril de 2016

"Amar alguém", por Miguel Esteves Cardoso

Silvia Álvarez Castellar


"Amar é como o prazer de conseguir estar sozinho - mas melhor. Amar é o prazer de descobrir continuamente que há alguém com quem se quer passar o tempo todo, incluindo o tempo que se quer passar juntos e o tempo que se quer passar sozinho.

Amar é um casamento de solidões que, gozando o prazer da juntidão, mesmo assim não prescinde dos prazeres de duas solidões juntas, estejam momentaneamente separadas ou reunidas.

Amar alguém é uma coisa egoísta que só nos faz bem. Mas só se a pessoa amada nos contra-ama também. Ser amado alivia muito a loucura de amar e de ser obrigatoriamente infeliz por causa disso.

Amar e ser amado é a melhor sorte que se pode ter. Não são milagres que aconteçam por acaso. É preciso trabalhar com leviandade - por muito cheio de amor que o coração esteja - para que esses milagres, facílimos, comecem a habituar-se a acontecer regularmente.

Amar alguém é um alívio: é poder deixar de pensar que cada um de nós é marginalmente mais importante do que qualquer outra pessoa que nasceu nesta vida e neste planeta.

Amar alguém é um baluarte contra o mundo, um salvo-conduto, uma casa aonde não só se pode regressar como ficar fechado dentro dela, sem precisar de sair.

Amar alguém é a única, verdadeira distracção. Os que não amam - muitos porque têm medo de se entregarem - chamam obsessão ao amor sem saber que o amor é o grande apagador de insignificâncias e a única maneira de fazer coincidir a alma e a atenção em duas vidas".

Miguel Esteves Cardoso, para o Público, em 29 de Março de 2016

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Assim começa "As Intermitências da Morte" de José Saramago: soberbo!


"No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómeno semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar. A passagem do ano não tinha deixado atrás de si o habitual e calamitoso regueiro de óbitos, como se a velha átropos da dentuça arreganhada tivesse resolvido embainhar a tesoura por um dia. Sangue, porém, houve-o, e não pouco. Desvairados, confusos, aflitos, dominando a custo as náuseas, os bombeiros extraíam da amálgama dos destroços míseros corpos humanos que, de acordo com a lógica matemática das colisões, deveriam estar mortos e bem mortos, mas que, apesar da gravidade dos ferimentos e dos traumatismos sofridos, se mantinham vivos e assim eram transportados aos hospitais, ao som das dilacerantes sereias das ambulâncias. Nenhuma dessas pessoas morreria no caminho e todas iriam desmentir os mais pessimistas prognósticos médicos, Esse pobre diabo não tem remédio possível, nem valia a pena perder tempo a operá-lo, dizia o cirurgião à enfermeira enquanto esta lhe ajustava a máscara à cara. Realmente, talvez não houvesse salvação para o coitado no dia anterior, mas o que estava claro é que a vítima se recusava a morrer neste. E o que acontecia aqui, acontecia em todo o país. Até à meia-noite em ponto do último dia do ano ainda houve gente que aceitou morrer no mais fiel acatamento às regras, quer as que se reportavam ao fundo da questão, isto é, acabar-se a vida, quer as que atinham às múltiplas modalidades de que ele, o referido fundo da questão, com maior ou menor pompa e solenidade, usa revestir-se quando chega o momento fatal. Um caso sobre todos interessante, obviamente por se tratar de quem se tratava, foi o da idosíssima e veneranda rainha-mãe. Às vinte e três horas e cinquenta e nove minutos daquele dia trinta e um de dezembro ninguém seria tão ingénuo que apostasse um pau de fósforo queimado pela vida da real senhora. Perdida qualquer esperança, rendidos os médicos à implacável evidência, a família real, hierarquicamente disposta ao redor do leito, esperava com resignação o derradeiro suspiro da matriarca, talvez umas palavrinhas, uma última sentença edificante com vista à formação moral dos amados príncipes seus netos, talvez uma bela e arredondada frase dirigida à sempre ingrata retentiva dos súbditos vindouros. E depois, como se o tempo tivesse parado, não aconteceu nada. A rainha-mãe nem melhorou nem piorou, ficou ali como suspensa, baloiçando o frágil corpo à borda da vida, ameaçando a cada instante cair para o outro lado, mas atada a este por um ténue fio que a morte, só podia ser ela, não se sabe por que estranho capricho, continuava a segurar. Já tínhamos passado ao dia seguinte, e nele, como se informou logo no princípio deste relato, ninguém iria morrer.


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