terça-feira, 13 de julho de 2010

A escrita enquanto necessidade, introspecção e criação

Vladimir Kush


"Go into yourself. Find out the reason that commands you to write; see whether it has spread its roots into the very depths of your heart; confess to yourself whether you would have to die if you were forbidden to write.



This most of all: ask yourself in the most silent hour of your night: must I write? Dig into yourself for a deep answer. And if this answer rings out in assent, if you meet this solemn question with a strong, simple “I must,” then build your life in accordance with this necessity; your whole life, even into its humblest and most indifferent hour, must become a sign and witness to this impulse. Then come close to Nature. Then, as if no one had ever tried before, try to say what you see and feel and love and lose...



...Describe your sorrows and desires, the thoughts that pass through your mind and your belief in some kind of beauty - describe all these with heartfelt, silent, humble sincerity and, when you express yourself, use the Things around you, the images from your dreams, and the objects that you remember. If your everyday life seems poor, don’t blame it; blame yourself; admit to yourself that you are not enough of a poet to call forth its riches; because for the creator there is not poverty and no poor, indifferent place. And even if you found yourself in some prison, whose walls let in none of the world’s sounds – wouldn’t you still have your childhood, that jewel beyond all price, that treasure house of memories? Turn your attentions to it. Try to raise up the sunken feelings of this enormous past; your personality will grow stronger, your solitude will expand and become a place where you can live in the twilight, where the noise of other people passes by, far in the distance. - And if out of this turning-within, out of this immersion in your own world, poems come, then you will not think of asking anyone whether they are good or not. Nor will you try to interest magazines in these works: for you will see them as your dear natural possession, a piece of your life, a voice from it. A work of art is good if it has arisen out of necessity. That is the only way one can judge it."

"Bibliotecas devem evoluir na WEB"

"Convergência de mídias e novos dispositivos de acesso ao conhecimento, como e-readers, exigem mudanças na forma de sistematizar conteúdo




As possibilidades de acesso à informação trazidas pelas novas tecnologias de informação e comunicação estão modificando de forma radical a relação das pessoas com a leitura e o conhecimento. O acesso aos mais diversos conteúdos é potencializado através da pesquisa em sites, especializados ou não, de qualquer lugar do mundo, bem como de livros virtuais (os e-books), com crescente disponibilização para download e agora portáteis graças a aparelhos como o Kindle.


A oferta de leitura e de conhecimento passa a ter um alcance sem precedentes, e o consumo de informação também se expande, até devido ao cuidado crescente com educação, que passa a ser levada mais a sério nos países que ainda não são de primeiro mundo. Nesse contexto, as bibliotecas percebem a importância de uma evolução rumo a um futuro mais digital – sem deixar, no entanto, que a tecnologia comprometa a sua essência.


O futuro do conhecimento está na internet, como plataforma, defende o professor e pesquisador Marcos Galindo, coordenador do departamento de ciência da informação da UFPE, que congrega os cursos de biblioteconomia e gestão da informação. “O rio corre para o mar, e o mar da gente hoje é a internet. O mar da biblioteca e do conhecimento está na internet”, pontua.


No Laboratório de Tecnologia da Informação da UFPE (Liber), Galindo coordena um projeto de digitalização de arquivos, norteado por dois eixos fundamentais: a preservação de conteúdos e a disponibilização para o acesso na rede. “O que a gente tem pensado para isso é desenvolver projetos que combinem a preservação e o acesso à biblioteca pública. Não se pode pensar em uma iniciativa de modernização nas bibliotecas com uma ação conservadora”, diz o pesquisador.


Galindo é um entusiasta do poder de multiplicação da internet. “Antigamente, a gente guardava a informação. Se um livro era raro, você guardava ele. As pessoas se ufanavam de possuir coisas raras. Hoje, ao contrário, as pessoas se ufanam quando dão acesso. Observe que as bibliotecas têm milhares ou milhões de acessos. Quanto mais acesso você tem, mais gente está visitando, mais o que você faz tem sentido.”


Para o especialista em gestão da informação, mais do que a plataforma em que o conteúdo é oferecido, o fundamental é que seja mantida a função social das bibliotecas, isto é: guardar conhecimento, recuperá-lo, levá-lo para a sociedade, gerar novos conhecimentos e preservá-los num sistema de informação para gerações futuras. Por isso ele entende que as bibliotecas existentes na web são como quaisquer outras bibliotecas, só que com um grau maior de evolução tecnológica. “Qual é a diferença entre o Google e aquela biblioteca de cinco mil anos atrás, feita em tabuletinha, em Nínive, na Mesopotâmia, onde hoje é Bagdá? Para mim, é só a tecnologia. Biblioteca digital é uma biblioteca”, interpreta Galindo.


Regina Fazioli, coordenadora da Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo (BVSP) e consultora em gestão do conhecimento, entende que as bibliotecas físicas têm que adaptar a própria atuação para atender melhor às necessidades das pessoas. “Penso que as bibliotecas públicas estão ficando para trás. Elas não estão alcançando as pessoas para fora de seus muros. É importante não ficar restrito aos espaços físicos”, diz.


Fazioli defende a utilização de ferramentas antenadas com a nova era do conhecimento, em desenvolvimento. Esse é um dos preceitos que guiam o trabalho da BVSP (veja matéria abaixo). “A biblioteca física deve se preocupar com outras instâncias da transferência de informação, como forma de potencializar a sua vocação de centro de informação, construção de conhecimento e vivência”, aponta.


Em Pernambuco, o projeto Sesi Indústria do Conhecimento, que tem abrangência nacional, promove a implantação de centros multimídias que oferecem à população pesquisa e prática de leitura em diversas mídias. São dez as unidades no Estado, e outras quatro estão por vir.


Coordenador do projeto, Leonardo Roque destaca que as novas tecnologias, apesar de promoverem mudanças na relação das pessoas com a informação, não ameaçam o futuro das bibliotecas comuns. “Sou da opinião que, embora a tecnologia vá provocar profundas mudanças na forma como as bibliotecas prestam seus serviços, unidades tradicionais ainda serão necessárias ao desenvolvimento humano”, afirma.


Roque, no entanto, destaca que não se trata apenas de tecnologia. É preciso que os profissionais estejam preparados para relacionar as diferentes possibilidades de acúmulo de conhecimento. “Enquanto a tecnologia encanta com seus recursos e visual hi-tech, precisamos apresentar os livros como instrumentos que abram portas para novas aventuras e oportunidades e não só como materiais meramente didáticos e para estudos”, defende".



Fonte: Política Nacional para Conteúdos Digitais via Paulo Izidoro no Facebook

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Social Media in Plain English: com legendas em português e gelados de todos os sabores

A diferença entre um sim e um não

Imagem via Design Sponge


"In the space between yes and no, there’s a lifetime. It’s the difference between the path you walk and the one you leave behind; it’s the gap between who you thought you could be and who you really are; its the legroom for the lies you’ll tell yourself in the future."



Jodi Picoult, Change of Heart

Dispositivos digitais de leitura ainda sem o conforto do livro impresso

Uma pesquisa de Jakob Nielsen conclui que os leitores preferem um iPad ou um Kindle em relação a um PC mas o melhor, o MELHOR, continua a ser o livro impresso:


 
"Para a pesquisa, foram utilizadas 4 dispositivos de leitura: livro impresso, iPad, Kindle e PC, variando a leitura de cada um entre 24 usuários. Trata-se de um número pequeno, verdade; então, não se trata de uma pesquisa extremamente confiável, mas que nos proporciona alguma ideia da velocidade de leitura.



Por isso, ao demonstrar uma diferença percentual baixa, não foi possível determinar a maior velocidade de leitura entre o Kindle e o iPad. No entanto, as diferenças tanto de um quanto de outro em relação ao livro impresso era grande. Dai tira-se a conclusão: os tablets (considerando como tablet o Kindle e o iPad) ainda não alcançaram os livros impressos em relação à velocidade de leitura.



Por outro lado, a satisfação dos usuários com cada dispositivo empatou em todos, com excepção do PC. De uma escala de 1 a 7, o iPad, Kindle e livro impresso tiveram 5.8, 5.7 e 5.6 respectivamente. Já o computador pessoal teve a pequena média de nota 3,6. Além disso, os usuários disseram que ler num livro impresso era mais relaxante do que utilizar dispositivos eletrônicos, enquanto no PC era desconfortável por lembrá-los de trabalho".


Saiba mais AQUI.

domingo, 11 de julho de 2010

A intensidade da paixão dançada: o tango

A literatura é para os insatisfeitos?

Prefiro pensar que é para os sonhadores. Há sonhadores satisfeitos.  :)
Does Alice dream of wonderland?



"Sanity may be madness but the maddest of all is to see life as it is and not as it should be".



Don Quixote




"Literature says nothing to those human beings who are satisfied with their lot, who are content with life as they now live it. Literature is the food of the rebellious spirit, the promulgator of non-conformities, the refuge for those who have too much or too little in life. One seeks sanctuary in literature so as not to be unhappy and so as not to be incomplete. To ride alongside the scrawny Rocinante and the confused Knight on the fields of La Mancha, to sail the seas on the back of a whale with Captain Ahab, to drink arsenic with Emma Bovary, to become an insect with Gregor Samsa: these are all ways that we have invented to divest ourselves of the wrongs and the impositions of this unjust life, a life that forces us always to be the same person when we wish to be many different people, so as to satisfy the many desires that possess us.



Mario Vargas Llosa, “Why Literature?”
 
Citações via Booklover

Três milhões e meio de eBooks livres e gratuitos na World eBook Fair

Na actual quinta feira anual “World eBook Fair” são apresentados milhões de ebooks no tema  CELEBRANDO A LEITURA . A feira de ebooks  livres é uma iniciativa do Projeto Gutemberg. A quantidade gigantesca de livros de acesso livre foi criadas através de  contribuições de mais de 100 eBibliotecas e milhares de voluntários de todo o mundo.

As colecções incluem materiais de leitura leve, C&T, livros de referência e cerca de 62.0000 entradas de música.


O Internet Archive e Project Gutenberg também apresentam uma série de itens em outras mídias, música, filmes e obras de arte, até mesmo coreografia de dança.


O número aproximado de títulos por contribuição são os seguintes:

2.324.842 do The Internet Archive


750.000 do World Public Library


400.000 do Wattpad


112.000 do Project Gutenberg


62.000 do International Music Score Library Project


--------------------------------------------------


3.648.842 Grand Total






Veja os repositórios de acesso livre em http://worldebookfair.org/Collections.htm


Fonte: Luísa Alvim no Facebook

sábado, 10 de julho de 2010

Leitura em alta velocidade e em primeira classe

A biblioteca Akishima, no Japão, funciona na carruagem de um comboio. As crianças adoram não só os livros mas também o facto de poderem brincar aos maquinistas!



Precisam-se legendas!!!

Mais vídeos sobre esta biblioteca em BiblioFilmes.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A razão porque gosto de romances históricos

"Novels give you the matrix of emotions, give you the flavour of a time in a way formal history cannot."

Doris Lessing
 
Adoro aprender História através dos romances que leio. A emoção que envolve os acontecimentos compensa quaisquer imprecisões factuais que possa haver. O geral está lá e é passível de confirmação (o Google ajuda). Vivemos os ambientes da época, vibramos com  acontecimentos emocionantes e dramáticos que nos manuais de história associamos apenas a datas e a esquemáticas relações causa-efeito.

terça-feira, 6 de julho de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

"Se um dia o Cristiano Ronaldo escrever um livro sobre paternidade..."

"Se um dia o Cristiano Ronaldo escrever um livro sobre paternidade, o primeiro capítulo é dedicado ao tema "Mães: Relação Qualidade-Preço".


Muito bom! :)))))

sexta-feira, 2 de julho de 2010

"A homenagem a um Poeta que morreu é decorar-lhe os versos!"




ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
1923-2010



Moimento



Puseram a bandeira a meia-haste
E decretaram luto na cidade,
Responsos, coroas, círios – quanto baste
Para iludir a eternidade.




Teve o nome nas ruas, em moimentos:
«Nasceu – morreu – tantos de tal – Poeta».
Houve discursos graves, longos, lentos.
- Venham todos os ventos
Do planeta!




Rasguem bandeiras, sequem flores; no céu
Se percam orações, paters e glórias
- Tudo isso é dor que não lhe pertenceu –
Destruam as estátuas e as memórias;
Que os discursos inúteis vão dispersos…



- A homenagem a um Poeta que morreu
É decorar-lhe os versos!



28 de Setembro 1949

Quem consegue ir de férias este ano?

"O dinheiro é belo, porque é a libertação"
Fernando Pessoa
 
E não deveriam as férias ser um período por excelência de libertação? Mas como gozar as merecidas férias em tempos de furiosa crise?



"Esta é a altura do ano em que os portugueses, depois de um ano de trabalho (os que ainda têm trabalho), pegam nas suas economias (aqueles que não tinham o dinheiro em bancos que faliram), e vão agora de férias (aqueles que podem dar-se ao luxo de ter férias). E vão, de certeza, com a sensação de que deixam o País arrumado. O Presidente da República diz que a situação é insustentável. Um antigo Presidente e um candidato à Presidência dizem que ele não pode dizer que a situação é insustentável. O primeiro-ministro diz que estamos muito bem. A oposição diz que ele não pode dizer que estamos muito bem. Portanto, podemos ir de férias descansados. E esclarecidos.

A primeira tarefa do cidadão que começa a gozar o merecido descanso é pagar a não menos merecida sobretaxa de IRS sobre o subsídio de férias. O cidadão sabe, porque já lho disseram, que andou a viver acima das suas possibilidades, e por isso chegou a hora de pagar. O cidadão, que tem a mania das grandezas, pensou que podia viver à tripa-forra, num desses países modernos que premeiam os administradores das suas empresas com bónus milionários. Não, caro cidadão. Tudo isso lhe deu status e qualidade de vida, é indesmentível. Mas não é gratuito. Quem quer viver numa sociedade assim, paga. 

A segunda tarefa é escolher um destino de férias. Tanto os destinos mais baratos, como uma semana com tudo pago nas Caraíbas, como os mais caros, como um fim-de-semana com meia pensão no Algarve, parecem excessivos para o seu orçamento. Uma hipótese é meter a família no carro e, como recomendou Cavaco Silva, ir para fora cá dentro. Uma opção que traz alguns problemas. Primeiro, há que meter gasolina, o que não é barato. Depois, talvez seja boa ideia comprar uma água e um papo-seco para a viagem. Mas com cautela, na medida em que o IVA sobre os bens essenciais subiu um por cento. Os milionários que tiverem dinheiro para depósito cheio e farnel poderão fazer-se à estrada, embora conscientes de que mais cedo ou mais tarde vão passar numa SCUT, daquelas que não eram pagas mas entretanto passaram a ser. Antes disso, num semáforo, ainda são capazes de topar com o ministro das Finanças com um chapéu virado ao contrário a pedir nem que seja a moeda mais pequena, em busca de receitas extraordinárias. Em princípio, depois de percorrer 50 quilómetros, o cidadão já não tem dinheiro e tem de voltar para casa. Essa é a terceira tarefa. Boa sorte". 

Crónica de Ricardo Araújo Pereira para a Visão em 1 de Julho 2010

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