terça-feira, 20 de novembro de 2012

Literatura enquanto vida ficcionada / "Literature duplicates the experience of living"





"Literature duplicates the experience of living in a way that nothing else can, drawing you so fully into another life that you temporarily forget you have one of your own. That is why you read it, and might even sit up in bed till early dawn, throwing your whole tomorrow out of whack, simply to find out what happens to some people who, you know perfectly well, are made up".

Barbara Kingsolver

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Os oito escritores que baterem recordes de vendas de livros / The eight writers who sold more books

  1. J.K. Rowling (série Harry Potter): Vendeu mais de 450 milhões 
  2. Stephen King (50 livros): 350 milhões 
  3. John Grisham (27 livros): 275 milhões 
  4. James Patterson: mais de 250 milhões 
  5. Stephenie Meyer (saga Twilight): 100 milhões 
  6. Dan Brown (O Código da Vinci): Mais de 80 milhões 
  7. Stieg Larsson (trilogia Millennium):70 milhões 
  8. E.L. James (trilogia As Sombras de Grey): 50 milhões
 Fonte
 

J.K. Rowling (série Harry Potter): Vendeu mais de 450 milhões
Stephen King (50 livros): 350 milhões
John Grisham (27 livros): 275 milhões
James Patterson: mais de 250 milhões
Stephenie Meyer (saga Twilight): 100 milhões
Dan Brown (O Código da Vinci): Mais de 80 milhões
Stieg Larsson (trilogia Millennium):70 milhões
E.L. James (trilogia As Sombras de Grey): 50 milhões


Ler mais: http://visao.sapo.pt/james-patterson-o-escritor-mais-bem-pago-do-mundo=f697418#ixzz2CflkpGlf
J.K. Rowling (série Harry Potter): Vendeu mais de 450 milhões 
Stephen King (50 livros): 350 milhões 
John Grisham (27 livros): 275 milhões 
James Patterson: mais de 250 milhões 
Stephenie Meyer (saga Twilight): 100 milhões 
Dan Brown (O Código da Vinci): Mais de 80 milhões 
Stieg Larsson (trilogia Millennium):70 milhões 
E.L. James (trilogia As Sombras de Grey): 50 milhões 

Bolas, outra 2ª feira! / It's Monday again!


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"Os Pobrezinhos": uma crónica de António Lobo Antunes

 
Cartoon de Ross Thomson
 
 
A crónica que se segue é uma crítica contundente às "tias" e beatas que usam o que fazem pelos pobres não para o bem destes mas para massajarem o ego e abrilhantarem as aparências, olhando-os do alto da sua soberba, humilhando-os com a sua generosidade fingida. Tenho dito. António Lobo Antunes di-lo melhor:
 
 
«Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida.

Os pobres, para além de serem obviamente pobres (de preferência descalços, para poderem ser calçados pelos donos; de preferência rotos, para poderem vestir camisas velhas que se salvavam, desse modo, de um destino natural de esfregões; de preferência doentes a fim de receberem uma embalagem de aspirina), deviam possuir outras características imprescindíveis: irem à missa, baptizarem os filhos, não andarem bêbedos, e sobretudo, manterem-se orgulhosamente fiéis a quem pertenciam. Parece que ainda estou a ver um homem de sumptuosos farrapos, parecido com o Tolstoi até na barba, responder, ofendido e soberbo, a uma prima distraída que insistia em oferecer-lhe uma camisola que nenhum de nós queria:

- Eu não sou o seu pobre; eu sou o pobre da minha Teresinha.

O plural de pobre não era «pobres». O plural de pobre era «esta gente». No Natal e na Páscoa as tias reuniam-se em bando, armadas de fatias de bolo-rei, saquinhos de amêndoas e outras delícias equivalentes, e deslocavam-se piedosamente ao sítio onde os seus animais domésticos habitavam, isto é, uma bairro de casas de madeira da periferia de Benfica, nas Pedralvas e junto à Estrada Militar, a fim de distribuírem, numa pompa de reis magos, peúgas de lã, cuecas, sandálias que não serviam a ninguém, pagelas de Nossa Senhora de Fátima e outras maravilhas de igual calibre. Os pobres surgiam das suas barracas, alvoraçados e gratos, e as minhas tias preveniam-me logo, enxotando-os com as costas da mão:

- Não se chegue muito que esta gente tem piolhos.

Nessas alturas, e só nessas alturas, era permitido oferecer aos pobres, presente sempre perigoso por correr o risco de ser gasto

(- Esta gente, coitada, não tem noção do dinheiro)

de forma de deletéria e irresponsável. O pobre da minha Carlota, por exemplo, foi proibido de entrar na casa dos meus avós porque, quando ela lhe meteu dez tostões na palma recomendando, maternal, preocupada com a saúde do seu animal doméstico

- Agora veja lá, não gaste tudo em vinho

o atrevido lhe respondeu, malcriadíssimo:

- Não, minha senhora, vou comprar um Alfa-Romeu

Os filhos dos pobres definiam-se por não irem à escola, serem magrinhos e morrerem muito. Ao perguntar as razões destas características insólitas foi-me dito com um encolher de ombros - O que é que o menino quer, esta gente é assim

e eu entendi que ser pobre, mais do que um destino, era uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano.

Ao amor dos pobres presidiam duas criaturas do oratório da minha avó, uma em barro e outra em fotografia, que eram o padre Cruz e a Sãozinha, as quais dirigiam a caridade sob um crucifixo de mogno. O padre Cruz era um sujeito chupado, de batina, e a Sãozinha uma jovem cheia de medalhas, com um sorriso alcoviteiro de actriz de cinema das pastilhas elásticas, que me informaram ter oferecido exemplarmente a vida a Deus em troca da saúde dos pais. A actriz bateu a bota, o pai ficou óptimo e, a partir da altura em que revelaram este milagre, tremia de pânico que a minha mãe, espirrando, me ordenasse

- Ora ofereça lá a vida que estou farta de me assoar

e eu fosse direitinho para o cemitério a fim de ela não ter de beber chás de limão.

Na minha ideia o padre Cruz e a Saõzinha eram casados, tanto mais que num boletim que a minha família assinava, chamado «Almanaque da Sãozinha», se narravam, em comunhão de bens, os milagres de ambos que consistiam geralmente em curas de paralíticos e vigésimos premiados, milagres inacreditavelmente acompanhados de odores dulcíssimos a incenso.

Tanto pobre, tanta Sãozinha e tanto cheiro irritavam-me. E creio que foi por essa época que principiei a olhar, com afecto crescente, uma gravura poeirenta atirada para o sótão que mostrava uma jubilosa multidão de pobres em torno da guilhotina onde cortavam a cabeça aos reis.»
António Lobo Antunes

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ainda hoje é 2ª feira mas.../ It's still Monday but...

...estou tão cansada!
...I'm so tired!
 
 

Se ler "How to be black" é racista ou deixa de o ser? / "How to be black": "if you don't buy this book you're a racist".



"How to be black".

O título deste livro é muito curioso! Se calhar a questão toca-me particularmente porque, sendo eu branca, o meu marido e os meus filhos não o são.


Porque não existe um livro sobre "como ser branco"? Será racista ler este livro ou deixar de o ler?

Vi a foto, fiquei curiosa e pesquisei. O autor é Baratunde Thurston, um homem negro, afro-americano, e este é o trailer:


E o texto de apresentação:

"If You Don't Buy This Book, You're a Racist.

Have you ever been called "too black" or "not black enough"?
Have you ever befriended or worked with a black person?
Have you ever heard of "black people"?
If you answered yes to any of these questions, this book is for you.

Raised by a pro-black, pan-Afrikan single mother during the crack years of 1980s Washington, DC, and educated at Sidwell Friends School and Harvard University, Baratunde Thurston has over thirty years' experience in being black. Now, through stories of his politically inspired Nigerian name, the heroics of his hippie mother, the murder of his drug-abusing father, and other revelatory black details, he shares with readers of all colors his wisdom and expertise of how to be black.
Beyond memoir, this guidebook offers practical advice on everything from "How to Be The Black Friend" to "How to Be The (Next) Black President" to "How to Celebrate Black History Month."
To provide additional perspective, Baratunde assembled an award-winning Black Panel—three black women, three black men, and one white man (Christian Lander of Stuff White People Like)—and asked them such revealing questions as

"When Did You First Realize You Were Black?"

"How Black Are You?"
"Can You Swim?"

The result is a humorous, intelligent, and audacious guide that challenges and satirizes the so-called experts, purists, and racists who purport to speak for all black people. With honest storytelling and biting wit, Baratunde plots a path not just to blackness, but one open to anyone interested in simply "how to be."
 
Retirado DAQUI.
 
 
Deu-me vontade de o ler. Se calhar ofereço-o ao meu marido pelo Natal. :)

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