terça-feira, 28 de maio de 2013
A "Primeira Palavra" de Mia Couto
Mia Couto
Debruça o teu rosto
sobre a terra sem vestígio
prepara o teu ventre
para a anunciada visita
até que nos lábios humedeça
...
a primeira palavra do teu corpo
Do poema "Primeira palavra", no livro "Raiz de orvalho e outros poemas"
terça-feira, 21 de maio de 2013
Na adolescência achamos que sabemos tudo, aos quarenta temos uma pequena noção do que nunca saberemos...
“Cuando se tienen veinte años, uno cree haber resuelto el enigma del mundo; a los treinta reflexiona sobre él, y a los cuarenta descubre que es insoluble.”
Johan August Strindberg
Fonte: Thomerama
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Livros até ao teto / Books to the ceiling
"Books to the ceiling,
Books to the sky,
My pile of books is a mile high.
How I love them!
How I need them!
I'll have a long beard
by the time I read them."
Arnold Lobel
domingo, 19 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
O livro precisa de ti / The book needs you
s.id.
"If books could have more, give more, be more, show more, they would still need readers who bring to them sound and smell and light and all the rest that can’t be in books.
The book needs you".
sexta-feira, 17 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
A heteronímia política em que vivemos lembra Fernando Pessoa
Aqui ficam as semelhanças entre a heteronímia de Fernando Pessoa e a situação política actual de Portugal:
"Passos Coelho realizou o sonho de Sá Carneiro acrescido de um inesperado
brinde: a direita tem uma maioria, um Governo, um Presidente e um líder
da oposição. Esta proeza política só é possível graças a uma espécie de
enfermidade ideológica. O Governo, como Fernando Pessoa, é
histero-neurasténico. O resultado é a heteronímia política a que
assistimos esta semana. Há o Governo das sextas-feiras, que é comportado
e temente à troika, e que se propõe aprofundar a austeridade; e há o
Governo dos domingos, que é insurrecto, despreza a troika e traça
limites que a austeridade não pode ultrapassar. Havia saldos nas urnas,
nas eleições de 2011, e eu não percebi. Vote num e leve dois. Dois
governos pelo preço de um".
Ricardo Araújo Pereira
Leia na íntegra AQUI.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Porquê poesia? / Why poetry?
Mónica Pironio
“I don’t think people read poetry because they’re interested in the poet. I think they’re read poetry because they’re interested in themselves.”
Billy Collins
terça-feira, 14 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Há procura de um livro que nos toque
O Livro Desconhecido
“Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim: eu o estaria lendo e de súbito, a uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: “Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!”
Clarice Lispector, A Descoberta do Mundo (p. 233)
sábado, 11 de maio de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
O pó dos livros por Pedro Mexia / Dusty books
Fotografia Getty
Pó
Nas estantes os livros ficam
(até se dispersarem ou desfazerem)
enquanto tudo
passa. O pó acumula-se
e depois de limpo
torna a acumular-se
no cimo das lombadas.
Quando a cidade está suja
(obras, carros, poeiras)
o pó é mais negro e por vezes
espesso. Os livros ficam,
valem mais que tudo,
mas apesar do amor
(amor das coisas mudas
que sussurram)
e do cuidado doméstico
fica sempre, em baixo,
do lado oposto à lombada,
uma pequena marca negra
do pó nas páginas.
A marca faz parte dos livros.
Estão marcados. Nós também.
Pedro Mexia
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