quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Crianças leitoras / Children reading



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Confessa-te no que escreves II / Reveal yourself in what you write II




“ Write books only if you are going to say in them the things you would never dare confide to anyone. ”





Confessa-te no que escreves I / Reveal yourself in what you write I

s.id.



The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they’re brought out. But it’s more than that, isn’t it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you’ve said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That’s the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear.

Stephen King, On Writing

Como já disse, adoro este livro!


"John Lennon nunca morreu e outros contos fantásticos"

Clique na imagem para aumentar.


Catarina Coelho lança no dia 13 de Fevereiro, na Bertrand Montijo, pelas 17.00 horas,  o seu livro com o sugestivo título John Lennon Nunca Morreu e Outros Contos Fantásticos. Simultaneamente, João Carlos Silva apresenta A Natureza das Coisas do Ponto de Vista da Eternidade.


Saiba porque "John Lennon nunca morreu" AQUI. :)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Quando é que um insulto deixa de o ser?

Quando há amor e histórias partilhadas à mistura?


Filho-da-puta sempre teve um significado diferente para mim do que tinha para os outros miúdos. Quando eles me chamavam filho-da-puta eu ria-me muito, e eles não entendiam. Eu ria-me porque era verdade, sim, a minha mãe é puta, e a tua?, e então eles entendiam ainda menos e eu ria-me mais, mas como é que eu lhes podia explicar que a minha mãe era a melhor mãe do mundo, que o facto de ser puta não me importava nada de nada. As mães dos outros eram operárias fabris, mulheres-a-dias, empregadas de café, e a minha era puta. Pronto. Nada complicado. Eles não podiam entender o que era para mim poder ouvir as histórias que ela me contava, que ela sempre teve talento para me contar. Ríamo-nos muito, os dois juntos, da careca de um ou da maneira de falar do outro, ou de mil e uma outras pequenas coisas divertidas que ela me oferecia pela manhã, quando chegava a casa e me acordava para eu ir para a escola. Fazia-me o pequeno-almoço, eu tomava-o em pijama, e ela depois conversava comigo enquanto me dava banho, me vestia, me levava à paragem do autocarro, para só depois se ir deitar. Às vezes, como ainda esta manhã, deixava-me na mesa de cabeceira algum presente, para eu encontrar mal acordasse.


Cláudia Clemente, O Caderno Negro


"São dois pra lá dois pra cá": ainda Elis

Um gato leitor / Cat reading an art book


Leitores com cães / Reading with dogs





De Bascove.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A experiência de um livro mágico: "The Ice Book"


The Ice Book from Davy and Kristin McGuire on Vimeo.

Os e-readers conquistaram os leitores mais jovens / E-Readers finally caught younger eyes



Aqui ficam alguns excertos de um artigo de Julie Bosman para o New York Times, em 4 de Fevereiro de 2011:



In their infancy e-readers were adopted by an older generation that valued the devices for their convenience, portability and, in many cases, simply for their ability to enlarge text to a more legible size. Appetite for e-book editions of best sellers and adult genre fiction — romance, mysteries, thrillers — has seemed almost bottomless.

But now that e-readers are cheaper and more plentiful, they have gone mass market, reaching consumers across age and demographic groups, and enticing some members of the younger generation to pick them up for the first time.

“The kids have taken over the e-readers,” said Rita Threadgill of Harrison, N.Y., whose 11-year-old daughter requested a Kindle for Christmas.

(...)

Digital sales have typically represented only a small fraction of sales of middle-grade and young-adult books, a phenomenon usually explained partly by the observation that e-readers were too expensive for children and teenagers.

Another theory suggested that the members of the younger set who were first encouraged to read by the immensely popular Harry Potter books tended to prefer hardcover over any other edition, snapping up the books on the day of their release. And anecdotal evidence hinted that younger readers preferred print so that they could exchange books with their friends.

That scene may be slowly replaced by tweens and teenagers clustered in groups and reading their Nooks or Kindles together, wirelessly downloading new titles with the push of a button, studiously comparing the battery life of the devices and accessorizing them with Jonathan Adler and Kate Spade covers in hot pink, tangerine and lime green.

(...)

“There’s something I’m not sure is entirely replaceable about having a stack of inviting books, just waiting for your kids to grab,” Ms. Garcia said. “But I’m an avid believer that you need to find what excites your child about reading. So I’m all for it.”



Pode ler este artigo na íntegra AQUI.



"Diário dos Infiéis" é o primeiro romance de João Morgado. Venham mais! :)

"Quatro casais, oito personagens e a pergunta que nos assalta quando percebemos o fim: ainda me amas? Não sabem o que os faria felizes, nem se lembram do dia em que sentiram o peso da solidão, em que se amaram ou se desejaram. Hoje, não se reconhecem, não têm coragem para mudar de vida, para assumir o fim e procurar noutro amor o caminho de volta para o compromisso maior: ser feliz. Num diário de emoções íntimas, falam na primeira pessoa do que sentem em relação a si e aos outros. Concluem que, cada um à sua maneira, todos foram infiéis: por pensamentos, actos, ou omissões. Com vidas entrelaçadas, cada um descreve no diário a sua viagem pelo mundo do sexo, do desejo, do pudor, do egoísmo, do amor-próprio, do envelhecimento, do sonho, da morte... Enfim, a matéria-prima da qual é feita a existência de gente vulgar. «Sobre nós ninguém escreverá um romance», diz uma das personagens. Talvez desconhecendo que todos os dias a vida nos ensina o contrário".


Acabei agora de ler este Diário dos Infiéis, editado em 2010 pela Oficina do Livro.  Uma excelente surpresa: João Morgado escreve frases lindas, daquelas que voltamos atrás para voltar a saborear. Até as inúmeras descrições de cenas de sexo são descritas de forma bonita e original.

Também é um livro triste, repleto de gente infeliz, frustrada, acomodada. Infiéis nas suas relações mas sobretudo infiéis a sim mesmos, aos seus próprios sentimentos, incapazes de lutar pela sua própria felicidade.

Ao ler este romance fica-se com a impressão de tudo são traições, silêncios corrosivos e omissões, que não há casamentos felizes, o que não é verdade. Há casamentos felizes, em que se diz e se dá tudo, em que somos fiéis ao outro e a nós mesmos.

Curiosamente, nesta história de vozes múltiplas que semeiam desencontros, cobardias e infidelidades, proclamam a inexistência do amor e a omnipotência do desejo, acaba por acontecer o imprevisto: ainda há quem morra por amor.

Este é o primeiro romance de João Morgado. Venham mais! :)


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Onde está o gerente deste planeta?




"Depois de uma olhadela neste planeta, qualquer visitante extraterrestre dirá: eu quero falar com o gerente."

Era uma vez no Oeste: o Western Spaguetti

Quem viu não esquece Era uma vez no Oeste (Once Upon a Time in the West) de Sergio Leone e  muito menos a banda sonora SOBERBA composta por Ennio Morricone em 1968. O filme emblemático do género western spaguetti, i.e.  filmes de cowboys made in Itália.


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