segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mais um poema do Dia dos Namorados / Valentines's Day: another poem




On Valentine's Day we think of those
Who make our lives worthwhile,
Those gracious, friendly people who
We think of with a smile.

I am fortunate to know you,
That's why I want to say,
To a rare and special person:
Happy Valentine's Day!




Fonte: Love for Books

Um poema para o Dia dos Namorados / "To my Valentine": the poem




The Rose is Red, the Violet’s Blue
The Honey’s Sweet and so are You
Thou are my love and I am thine,
I drew thee to my Valentine
The lot was Cast and then I drew
and Fortune said it shou’d be You.



Poema inglês típico do Dia dos Namorados ou "Valentine's Day"  publicado em 1784 no Gammer Gurton's Garland (seguindo este link pode aceder a esta publicação na íntegra).

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"Não conhece a arte de navegar quem nunca navegou no ventre de uma mulher..."


Giulio Aristide Sartorio (1860 - 1932), pintor italiano.



Não conhece a arte de navegar
quem nunca navegou no ventre
de uma mulher, remou nela,
naufragou e sobreviveu numa das suas praias.


Cristina Peri Rossi in
«Qual é a minha ou a tua língua - Cem poemas de amor de outras línguas»,
(org. Jorge Sousa Braga),
Assírio e Alvim.



Muito bonito.

Poesia de um amor triste ao som de violinos: "Dance Me To The End Of Love"

De Leonard Cohen.






Dance Me To The End Of Love


Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love


Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love


Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love


Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love


Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Leitoras de outrora / Female readers from another century



As primeiras são jovens de branco, de pescoço descoberto adornado com pérolas, de uma beleza fresca, em redor de uma mesa onde um livro aberto descansa. Esta é a fotografia das filhas do Czar Nicolau II.


Quanto às jovens da segunda fotografia (1870s), a beleza e a frescura é-lhes roubada pelos vestidos pretos e austeros que as cobrem dos pés à cabeça e pelo semblante carregado. O pequeno livro quase se perde no meio do luto.

Crianças leitoras / Children reading



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Confessa-te no que escreves II / Reveal yourself in what you write II




“ Write books only if you are going to say in them the things you would never dare confide to anyone. ”





Confessa-te no que escreves I / Reveal yourself in what you write I

s.id.



The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they’re brought out. But it’s more than that, isn’t it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you’ve said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That’s the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear.

Stephen King, On Writing

Como já disse, adoro este livro!


"John Lennon nunca morreu e outros contos fantásticos"

Clique na imagem para aumentar.


Catarina Coelho lança no dia 13 de Fevereiro, na Bertrand Montijo, pelas 17.00 horas,  o seu livro com o sugestivo título John Lennon Nunca Morreu e Outros Contos Fantásticos. Simultaneamente, João Carlos Silva apresenta A Natureza das Coisas do Ponto de Vista da Eternidade.


Saiba porque "John Lennon nunca morreu" AQUI. :)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Quando é que um insulto deixa de o ser?

Quando há amor e histórias partilhadas à mistura?


Filho-da-puta sempre teve um significado diferente para mim do que tinha para os outros miúdos. Quando eles me chamavam filho-da-puta eu ria-me muito, e eles não entendiam. Eu ria-me porque era verdade, sim, a minha mãe é puta, e a tua?, e então eles entendiam ainda menos e eu ria-me mais, mas como é que eu lhes podia explicar que a minha mãe era a melhor mãe do mundo, que o facto de ser puta não me importava nada de nada. As mães dos outros eram operárias fabris, mulheres-a-dias, empregadas de café, e a minha era puta. Pronto. Nada complicado. Eles não podiam entender o que era para mim poder ouvir as histórias que ela me contava, que ela sempre teve talento para me contar. Ríamo-nos muito, os dois juntos, da careca de um ou da maneira de falar do outro, ou de mil e uma outras pequenas coisas divertidas que ela me oferecia pela manhã, quando chegava a casa e me acordava para eu ir para a escola. Fazia-me o pequeno-almoço, eu tomava-o em pijama, e ela depois conversava comigo enquanto me dava banho, me vestia, me levava à paragem do autocarro, para só depois se ir deitar. Às vezes, como ainda esta manhã, deixava-me na mesa de cabeceira algum presente, para eu encontrar mal acordasse.


Cláudia Clemente, O Caderno Negro


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