sábado, 28 de março de 2015

De onde vem um poema? / Where does a poem come from?



 Joseph Severn (1793-1872)
 


"A poem can come out of something seen, something overheard, listening to music, an article in a newspaper, a book, a combination of all these…There’s a kind of emotional release that I then find in the act of writing the poem. It’s not, ‘I’m now going to sit down and write a poem about this.’"

sexta-feira, 27 de março de 2015

O meu amor e o mar / My love and the sea


In the summer
I stretch out on the shore
And think of you. Had I told the sea
What I felt for you,
It would have left its shores,
Its shells,
Its fish,
And followed me. 




quinta-feira, 26 de março de 2015

Qual é a palavra em português que os ingleses invejam?

O site Buzzfeed elegeu 28 palavras que a língua inglesa deveria roubar a outras línguas. A Portugal eles querem vir buscar uma palavra que dificilmente poderia ser mais portuguesa: "desenrascanço".


O site Buzefeed elegeu “28 belas palavras que a língua inglesa deveria roubar”, por lamentavelmente não existirem sinónimos no idioma do senhor Shakespeare. 

Há palavras em japonês (“tsundoku” — comprar e acumular livros que nunca lemos), indonésio (“jayus” — uma piada tão mal contada que não resistimos a rir dela), norueguês (“utepils” — beber uma cerveja ao ar livre num dia de sol) ou georgiano (“shemomedjamo” — continuar a comer apesar de estarmos cheios, por estar a saber tão bem). E no meio de uma vintena de línguas, há também uma palavra em português: “desenrascanço”.

Não foi “fado”, não foi “saudade”, foi mesmo “desenrascanço”, que é assim traduzida: “the last minute improvisation of a hasty but perfectly sound solution”. Ou seja: “improvisação de última hora de uma solução apressada mas perfeitamente eficaz”. É mesmo isso!

quarta-feira, 25 de março de 2015

"Diamantes de Sangue – Corrupção e Tortura em Angola" gratuíto em PDF - Oferta da Editora Tinta da China


"Na província angolana da Lunda­‑Norte, onde se concentram as principais áreas de exploração aluvial diamantífera, grande parte dos habitantes vive em regime de quase escravatura. São impedidos de manter actividades de auto­‑subsistência, roubados, torturados, assassinados. As forças armadas e as empresas privadas de segurança protagonizam os crimes com total impunidade. As autoridades e o governo ignoram esses crimes.
Jornalista de investigação, Rafael Marques é um dos principais responsáveis por denunciar e divulgar os esquemas de corrupção que envolvem as mais altas esferas do poder em Angola, bem como as empresas e entidades estrangeiras que com ele negoceiam.
«Diamantes de Sangue» é uma investigação sobre personalidades, instituições e empresas envolvidas no negócio dos diamantes e inclui o testemunho de centenas de vítimas.

«Jornalista independente até à medula, investigador num país onde fazer perguntas provoca muitas dores de cabeça, Rafael Marques editou agora uma denúncia em livro sobre a exploração, a violência e a morte que grassam nesse grande "campo de concentração" em que foram transformadas as zonas de garimpo de diamantes em Angola.» - Jornal «I» 


"Em 2011, publiquei o livro “Diamantes de Sangue – Corrupção e Tortura em Angola”, uma investigação do jornalista Rafael Marques, que considerei um dos mais importantes trabalhos para denunciar flagrantes crimes de violação dos direitos humanos nos nossos dias. Para mim, a questão não era se se passava em Angola, na China ou em Portugal. Acredito que o papel de um editor é também este: dar voz a quem ousa dizer a verdade em circunstâncias absolutamente adversas, com base em centenas de relatos de vítimas e familiares, todos  - vítimas, testemunhas e jornalista - correndo risco de vida.

Na altura pensei, ingenuamente, que este livro serviria pelo menos para atenuar a violência quotidiana nas zonas de exploração diamantífera em Angola. Enganei-me. O livro serviu, ao invés, para desencadear uma perseguição ao seu autor. Passados dois anos, soube que eu própria era arguida num processo criminal. Fui submetida à medida de coacção de termo de identidade e residência, justamente por ter publicado “Diamantes de Sangue”. Rafael Marques e eu fomos processados em Portugal por nove generais e duas empresas visadas na investigação. O processo foi arquivado pelo Ministério Público Português no mesmo ano.

Amanhã começa o julgamento de Rafael Marques em Angola. Estou naturalmente apreensiva quanto ao seu desfecho.

Enquanto responsável pela editora, a melhor forma que encontro para apoiar Rafael Marques na sua luta é disponibilizar, a partir de hoje, o livro em formato digital, para que todos possam lê-lo e perceber o que está na base de um processo que pode vir a colocar o autor atrás das grades".





Para obter o seu exemplar digital e gratuito do livro basta clicar na ligação seguinte: http://www.makaangola.org/images/files/Diamantes%20de%20Sangue_Rafael%20Marques.pdf

segunda-feira, 23 de março de 2015

"Os livros" por Manuel António Pina / "La Madeleine lisant"

"La Madeleine lisant", Jean-Baptiste Camille Corot


Os livros

É então isto um livro,
este, como dizer?, murmúrio,
este rosto virado para dentro de
alguma coisa escura que ainda não existe
que, se uma mão subitamente
inocente a toca, 
se abre desamparadamente
como uma boca
falando com a nossa voz?
É isto um livro,
esta espécie de coração (o nosso coração)
dizendo "eu" entre nós e nós?

Manuel António Pina, in Como Se Desenha Uma Casa, Assírio & Alvim, 2011

quinta-feira, 19 de março de 2015

Adoro esta citação!


Escritores que também eram pais / Writers who were also fathers

Albert Camus com a sua filha Catherine




Charles Dickens lendo para as suas filhas mais velhas Mary e Kate
 



Ernest Hemingway com o seu filho Jack “Bumby” (1927)
 



Francis Scott Fitzgerald e “Scottie” em Roma (1924-1931)



Gabriel García Márquez com a sua esposa Mercedes Barcha e os seus filhos Rodrigo e Gonzalo



JRR Tolkien com a sua família em 1940
 



León Tolstói e a sua esposa Sofia com oito dos seus treze filhos em 1907




Mark Twain com a sua esposa Olivia Langdon e as suas três filhas
 
 
Veja mais AQUI.


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