domingo, 30 de junho de 2013
sábado, 29 de junho de 2013
Seis escritores portugueses vão dar continuidade a «Os Maias» de Eça de Queiroz: cuidado, quem te avisa amigo d'Eça é!
Este é um projecto muito ambicioso, vejam lá que escritores escolhem/escolheram, porque tentar pegar na pena de Eça é uma responsabilidade "do caraças". Ninguém escreve como ele, tão bem, com uma ironia tão fina...essa é que é Eça!
O romance «Os Maias», de Eça de Queiroz, vai ser continuado por seis escritores portugueses, numa narrativa que irá de 1888 a 1973.
«Os novos Maias» inicia-se precisamente no ano seguinte ao que Eça de Queiroz terminou o seu romance com uma cena em que Carlos da Maia e o amigo João da Ega afirmam que «não vale a pena correr para nada» e acabam por correr para apanhar um elétrico que os leve a um jantar para o qual estão atrasados.
A iniciativa de dar continuidade à obra-prima de Eça de Queiroz, é do semanário Expresso que comemora 40 anos, contando com o apoio da Fundação Eça de Queiroz, e os escritores convidados são José Luís Peixoto, José Eduardo Agualusa, Mário Zambujal, José Rentes de Carvalho, Gonçalo M. Tavares e Clara Ferreira Alves.
A partir de 03 de agosto com a edição do semanário é publicado um fascículo de «Os novos Maias».
«Os Maias terminam com o regresso de Carlos da Maia a Portugal e o assumir de que foi um falhado da vida, agora é a hora de perceber o que aconteceu depois», disse à Lusa fonte do semanário.
«A cada autor foi destinado um período de tempo histórico e cada capítulo tem como pivô a personagem Carlos da Maia. Cada um será responsável por o encadear da história até ao ano de 1973, em vésperas do 25 de abril, e no ano em que foi fundado o semanário», disse a mesma fonte.
O romance de Eça de Queiroz foi publicado em 1888 no Porto, e a par da saga de uma família narra o amor incestuoso entre Carlos da Maia e Maria Eduarda. O romance de Eça decorre na segunda metade do século XIX, e tem por fundo a história de três gerações da família Maia, que tinha o palacete «O Ramalhete», às Janelas Verdes, em Lisboa, e ainda várias quintas, entre elas, uma em Benfica e outra na Tojeira, que venderam, e a de Santa Olávia, na região de Resende, próxima do rio Douro.
Um conselho shakespereano: tem mas é juízo...próprio.
Não vás pelas cabeças dos outros...porque cada cabeça cada sentença...tens de ser coerente contigo mesmo....and so on, and so on. Uma grande verdade e, às vezes, nada fácil.
Os vídeo jogos invadiram o espaço do livro
Deixo-vos com o excerto de um texto de Isabel Coutinho:
"...as grandes mudanças são mais visíveis nas áreas da literatura infantil e dos jovens adultos. Aí se percebe que já não se trata de um negócio de livros ou de literatura tal como os conhecemos. Depois dos livros-jogos e dos livros-brinquedos (que já não eram bem livros); depois das aplicações para iPad e dos ebooks interactivos, chegaram os videojogos livros.
É o caso de Wonderbook, da Sony, uma consola com funcionalidades de realidade aumentada que inclui o livro-jogo Book of Spells feito em colaboração com a escritora J. K. Rowling e que está a ser apresentado nesta feira de Frankfurt. A história não é de Harry Potter mas tem a ver com feitiços e com a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. O comando da PlayStation 3 transforma-se no ecrã numa varinha de condão que lança feitiços usando a tecnologia de realidade aumentada.
O Wonderbook parece um livro de cartão mas em vez de ter palavras e imagens nas suas páginas tem códigos. Ao folhear-se o livro vai-se vendo projectado na televisão ilustrações e texto. O livro ganha vida animada e a imagem de quem joga também aparece projectada no ecrã. Em cada capítulo há um texto de J. K. Rowling, a que faltam palavras e os leitores vão descobrindo, ao mesmo tempo que têm de aprender a fazer feitiços.
Também a empresa finlandesa Rovio, que desenvolveu o jogo Angry Birds, está em Frankfurt a lançar a sua primeira book app que já pode ser descarregada através do iTunes a um preço especial de lançamento. Chama-se Bad Piggies' Best Egg Recipes e é uma espécie de livro de cozinha para crianças com receitas e ilustrações numa versão interactiva."
Podem ler mais AQUI.
Fonte: Bibliotecar
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Alfred Hitchcock devorava literalmente livros / Alfred Hitchcock literally devoured books
Alfred Hitchcock devora literalmente a obra de Tom Prideaux’s "Love or Nothing- The Life and Times of Ellen Terry"
quinta-feira, 27 de junho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Escritores são estranhos híbridos... / "...writers I know are weird hybrids."
“Most of the writers I know are weird hybrids. There’s a strong streak of egomania coupled with extreme shyness. Writing’s kind of like exhibitionism in private. And there’s also a strange loneliness, and a desire to have some kind of conversation with people, but not a real great ability to do it in person.”
David Foster Wallace
Sinceramente, gostava de ter sido eu a escrever isto! Que inveja! Na mouche!
terça-feira, 25 de junho de 2013
Os rituais diários de grandes escritores / Daily Rituals: How Artists Work
Os rituais diários de grandes escritores
O que os hábitos e manias de autores de sucesso nos ensinam sobre produtividade
Por Danilo Venticinque
"Uma das fórmulas mais eficientes para se tornar improdutivo é passar o dia lendo sobre produtividade. A internet e as prateleiras de autoajuda estão cheias de textos que querem nos ensinar a trabalhar melhor. Seus conselhos muitas vezes se contradizem. Compará-los é uma tarefa para várias tardes ociosas, que poderiam ser aproveitadas de outras formas — trabalhando, por exemplo.
(...)
Talvez por duvidar dos mercadores da produtividade, o escritor americano Mason Currey buscou inspiração noutro tipo de guru. Obcecado pela rotina diária de grandes artistas, ele decidiu reunir informações sobre seus métodos de trabalho. O resultado da pesquisa está no livro Daily rituals (Knopf, 304 páginas), recém-lançado nos Estados Unidos. "Quase todos os dias da semana, por um ano e meio, eu acordei às 5h30 da manhã, escovei os dentes, tomei uma xícara de café e me sentei para escrever sobre como as mentes mais brilhantes dos últimos quatro séculos se dedicavam a essa mesma tarefa — encontrar tempo para fazer seu melhor trabalho e organizar seus horários para trabalhar de forma produtiva e criativa." O resultado é um simpático almanaque biográfico, com detalhes mundanos sobre 161 mentes geniais, e um guia de produtividade capaz de consumir alguns dias de preguiça".
Leia na íntegra AQUI.
Um livro que fica na calha para leitura futura, Daily rituals, onde o americano Mason Currey descreve os hábitos de trabalho de 161 artistas. Não sei se para bem da minha produtividade ou do meu ócio.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Poesia Matemática
Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
frequentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.
Millôr Fernandes
Singularidades de uma Rapariga Loura, de Eça de Queirós: download gratuíto
O Projecto Adamastor disponibiliza agora on-line e em formato .epub este conto de Eça de Queirós, Singularidades de uma Rapariga Loura, originalmente publicado em 1902.
Eu já li este conto, aliás li todos os contos do Eça, há muito tempo mas ainda tenho uma vaga ideia do pobre Macário apaixonado por uma rapariga loura que tinha uma singularidade bastante problemática: era cleptomaníaca. E foi daí que veio o desgosto amoroso.
Embora eu já tenha dito demais, vale a pena ler, aliás como tudo do Eça. Está à distância de dois cliques: o primeiro é AQUI.
domingo, 23 de junho de 2013
Isto soa tanto a Portugal / This sounds so like Portugal
Dead Combo - "Esse olhar que era só teu" (Lisboa Mulata)
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