segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Acabei de ler...e estou agora a ler...




Muito, muito bom...as irmãs Brontë surpreendem-me! Tendo em conta a época em que viveram, enquanto mulheres... apesar de presas à sua condição e a vidas difíceis, o que adivinhamos das suas mentes pelo que escreveram demonstra grande independência e liberdade de pensamento. 



Um livro onde nada é preto no branco, em que é difícil condenar ou perdoar...e é aí que reside o seu encanto.

domingo, 1 de novembro de 2009

Diz-me o que fazes, dir-te-ei quem és...

The Real Meaning of Your "True Calling" é um artigo escrito pelo escritor-filósofo contemporâneo Alain de Botton para o site da Oprah sobre a descoberta da nossa vocação profissional. Fica aqui um excerto: 

One of the first questions we face when we meet new acquaintances is "What do you do?" And according to how we answer, they will either be delighted to see us or look with embarrassment at their watches and shuffle away. The fact is, we live in a world where we are defined almost entirely by our work.

This can be hugely liberating for people who are happily employed. But the problem for many of us is that we don't know what job we're supposed to do and, as a result, are still waiting to learn who we should be. The idea that we have missed out on our true calling—that somehow we ought to have intuited what we should be doing with our lives long before we finished our degrees, started families, and advanced through the ranks—torments us. This notion, however, can be an illusion. The term calling came into circulation in a Christian context during the medieval period to describe the abrupt imperative people might encounter to devote themselves to Jesus' teachings. Now a secularized version has survived, which is prone to give us an expectation that the meaning of our lives might at some point be revealed in a ready-made and decisive form, rendering us permanently immune to confusion, envy, and regret.

I prefer to borrow from psychologist Abraham Maslow, who said: It isn't normal to know what we want. It is a rare and difficult psychological achievement.

Continua aqui.

Muito interessante, como a generalidade do que Alain de Botton escreve. Já aqui falei da minha leitura do seu livro Status Ansiedade.


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Os livros a preto e branco de Chema Madoz: fotografias com figuras de estilo









Fotografias sempre inesperadas de Chema Madoz



"No todo es lo que parece, y Chema Madoz (Madrid,1958) se encarga de ponerlo en evidencia. Ocultos entre la cotidianeidad surgen nuevos mundos. Nuevas dimensiones que de la mano de la metáfora alteran la percepción de la realidad más inmediata. El absurdo, la paradoja, el humor -por qué no la gregería- se dan cita en el estudio del fotógrafo. La idea inicia su proceso de superación del objeto y establece una descontextualización Dadá. La ironía con la que Madoz asalta modelos reconocibles establece una relación con el espectador que le conduce por los caminos de un universo paralelo".

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A leitura enquanto tapete voador

«Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo comum e objectivo para viver noutro mundo. A janela iluminada noite adentro isola o leitor da realidade da rua, que é o sumidouro da vida subjectiva. Árvores ramalham. De vez em quando passam passos. Lá no alto estrelas teimosas namoram inutilmente a janela iluminada. O homem, prisioneiro do círculo claro da lâmpada, apenas ligado a este mundo pela fatalidade vegetativa do seu corpo, está suspenso no ponto ideal de uma outra dimensão, além do tempo e do espaço. No tapete voador só há lugar para dois passageiros: leitor e autor.»

Augusto Meyer, in «À Sombra da Estante»

A alegria de uma boa livraria









Imagens do filme de animação A Bela e o Monstro, com a princesa leitora da Disney.

Booklife: dicas para o escritor do Séc. XXI



A acompanhar o livro Booklife: Strategies and Survival Tips for the 21st Century Writer, de Jeff VanderMeer, existe o blogue Booklifenow.com:

"Booklife integrates discussion of the topics traditional to such manuals with how the landscape has changed as a result of the innovations of the electronic age. Although many of these changes are wonderful, it isn’t a uniformly positive development—new media can fragment you, disrupt your ability to be creative, and make you pursue tactical goals that don’t support your overall career. It also may be hard to determine how to be an effective advocate for your book without sacrificing what’s most important: your personal joy stemming from the creative impulse, your intimate relationship with your writing".


domingo, 25 de outubro de 2009

A biblioteca digital da União Europeia

A União Europeia lançou no dia 16 uma biblioteca digital, a  EU Bookshop, que  permite o acesso a publicações de instituições e agências europeias. Disponibiliza também um catálogo e arquivo de todas as publicações da União Europeia. Dá jeito.

Há livros que nos dão esperança...



Mais Garfield. :)))))

sábado, 24 de outubro de 2009

Caidinho pela bibliotecária gira...



As tiras de Garfield, o gato mais encantadoramente egoísta, preguiçoso e cruel da história. E do seu dono socialmente desajustado a quem deviam oferecer o livro "Animais de estimação para tótós".

Uma criação deliciosa de Jim Davis.
Posted by Picasa

É na cauda da Europa que se enxota as moscas!



Excertos da crónica de Ricardo Araújo Pereira, ilustre esmiuçador, na revista Visão desta semana:

"Quando eu nasci (eu sou da mesma colheita do RAP, mais ano menos ano, por isso identifico-me com o que ele aqui escreve) , Portugal estava na cauda da Europa. Veio o PREC, e Portugal continuou na cauda da Europa. Depois chegou alguma estabilidade, e aí Portugal continuou na cauda da Europa. Entrámos na CEE, e permanecemos na cauda da Europa. Vieram os governos de Cavaco Silva, mais os milhões comunitários, e - então sim - Portugal continuou na cauda da Europa. Nisto, o PS voltou ao poder. E Portugal manteve-se na cauda da Europa. A seguir, o PSD regressou ao governo. E Portugal na cauda da Europa. Depois, mais governos do PS até hoje. E Portugal firme na cauda da Europa. Onde fica Portugal? Na cauda da Europa. Não se sabe que bicho é a Europa, mas lá que tem uma cauda é garantido. E não há dúvidas nenhumas de que Portugal está nela sozinho.

(...)

Como se explica este fenómeno da nossa longa estada na cauda da Europa? Creio que só pode ser uma opção. E, sendo uma opção, tem de ser estratégica. É muito raro uma opção não ser estratégica. Já tivemos vários governos e regimes, e todos, sem excepção, optaram por nos manter na cauda. Deve haver um plano. Outros países, que não têm coragem de permanecer na cauda, foram avançando para a garupa. É lá com eles. Mais fica de cauda para nós.

A verdade é que alguém tem de ficar na cauda. E, no que diz respeito a caudas de continentes, a estar nalguma que seja na da Europa. Temos a experiência, o talento e, pelos vistos, a vocação para estar na cauda. Seria uma pena desperdiçar décadas e décadas de prática. Será sensato que um país com o tamanho do nosso se aventure para fora da cauda da Europa? É importante não esquecer que é com a cauda que se enxotam as moscas. E que a cauda consegue enxotar tudo, menos o que está na cauda. Os pessimistas dirão: temos o último lugar garantido. Os optimistas hão-de notar que, ao menos, é um lugar. E que está garantido. Já não é nada mau".

Não está aqui o texto todo e já contei 20 vezes "cauda" e uma "caudas": a repetição pode ser um recurso estilístico eloquente, ou não cantava agora Sócrates a modinha do "diálogo"!

A  crónica Portugal, rabejador da Europa pode ser lida na íntegra aqui.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

"Adoro as tuas unhas de puta "

   "- Adoro as tuas unhas de puta
como adoro a cabeça de perfil e os olhos fechados, o modo de dizer
   - Minha riqueza
os dentes no meu ombro. Tudo treme no vento e se refaz, tudo se desarticula na água e permanece inteiro, os teus pés descalços nos pedais do carro, os calcanhares, um após outro, no apoio do lavatório para o creme das pernas, os pontinhos brancos que distribuis pela cara antes de os espalhar, o secador levantando o cabelo molhado, o modo de apertar o soutien nas costas numa habilidade de contorcionista, o nariz franzido vasculhando o frigorifico, uma joaninha num ramo de rosas, o modo rápido de lidar com os objectos e nisto, de repente, a surpresa de uma ternura vagarosa, ávida, os bicos do peito a crescerem, a mansa ferocidade dos dentes".

Excerto da crónica de António Lobo Antunes, Gaivotas pequeninas, publicada na Visão desta semana.



Leio e penso logo: Intimidade. Casal. Gestos quotidianos em comum.

E fico a imaginar como serão as unhas de puta... :)

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