quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ainda consigo LER o que estás a pensar / I can still READ what you're thinking

Annie Lennox é uma das minhas vozes que mais me toca!

Porquê? "Why"?

"I may be mad
I may be blind
I may be viciously unkind
But I can still read what you're thinking...
(...)

This is the book I never read
These are the words I never said
This is the path I'll never tread
These are the dreams I'll dream instead
This is the joy that's seldom spread
These are the tears...
The tears we shed
This is the fear
This is the dread
These are the contents of my head
And these are the years that we have spent
And this is what they represent
And this is how I feel
Do you know how I feel ?
'cause i don't think you know how I feel
I don't think you know what I feel..."

É lindo!!!







"Why" (letra na íntegra)



How many times do I have to try to tell you
That I'm sorry for the things I've done
But when I start to try to tell you
That's when you have to tell me
Hey... this kind of trouble's only just begun
I tell myself too many times
Why don't you ever learn to keep your big mouth shut
That's why it hurts so bad to hear the words
That keep on falling from your mouth
Falling from your mouth
Falling from your mouth
Tell me...
Why
Why


I may be mad
I may be blind
I may be viciously unkind
But I can still read what you're thinking
And I've heard is said too many times
That you'd be better off
Besides...
Why can't you see this boat is sinking
(this boat is sinking this boat is sinking)
Let's go down to the water's edge
And we can cast away those doubts
Some things are better left unsaid
But they still turn me inside out
Turning inside out turning inside out
Tell me...
Why
Tell me...
Why



This is the book I never read
These are the words I never said
This is the path I'll never tread
These are the dreams I'll dream instead
This is the joy that's seldom spread
These are the tears...
The tears we shed
This is the fear
This is the dread
These are the contents of my head
And these are the years that we have spent
And this is what they represent
And this is how I feel
Do you know how I feel ?
'cause i don't think you know how I feel
I don't think you know what I feel
I don't think you know what I feel
You don't know what I feel

terça-feira, 23 de novembro de 2010

J. K. Rowling sabe que vale a pena esperar pelo comboio / The inspiration moment


"I sat and thought for four (delayed train) hours, and all the details bubbled up in my brain, and this scrawny, black-haired, bespectacled boy who didn’t know he was a wizard became more and more real to me".


-J. K. Rowling fala de como a história de Harry Potter lhe surgiu enquanto esperava por um comboio em atraso. Precioso momento de inspiração!



Fonte: Hurricane

As histórias em que moramos / The stories we live in



"When we read a story, we inhabit it. The covers of the book are like a roof and four walls. What is to happen next will take place within the four walls of the story. And this is possible because the story’s voice makes everything its own".



John Berger

Ainda sinto a tua falta...ou nem por isso / "I Still Miss You...A Little Bit"

Brian Adams presenteia-nos com uma nova canção que apesar de falar de traição e infidelidade transmite alegria, humor e boa disposição. Do CD "Bare Bones", de 2010.




domingo, 21 de novembro de 2010

Deolinda: "Passou Por Mim e Sorriu": linda, linda, linda!




Ele passou por mim e sorriu,

e a chuva parou de cair,

o meu bairro feio tornou-se perfeito,

e o monte de entulho, um jardim.



O charco inquinado voltou a ser lago,

e o peixe ao contrário virou.

Do esgoto empestado saiu perfumado

um rio de nenúfares em flor.



Sou a mariposa bela e airosa,

que pinta o mundo de cor de rosa,

eu sou um delírio do amor.



Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,

que o amor é curto e deixa mossa,

mas quero voar, por favor!



No metro, enlatados, corpos apertados

suspiram ao ver-me entrar.

Sem pressas que há tempo,

dá gosto o momento,

e tudo mais pode esperar.



O puto do cão com seu acordeão,

põe toda a gente a dançar,

e baila o ladrão,

com o polícia p'la mão,

esvoaçam confetis no ar.



Sou a mariposa bela e airosa,

que pinta o mundo de cor de rosa,

eu sou um delírio do amor.



Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,

que o amor é curto e deixa mossa,

mas quero voar, por favor!



Há portas abertas e ruas cobertas

de enfeites de festas sem fim,

e por todo o lado, ouvido e dançado,

o fado é cantado a rir.



E aqueles que vejo, que abraço e que beijo,

falam já meio a sonhar,

se o mundo deu nisto e bastou um sorriso,

o que será se ele me falar.



Sou a mariposa bela e airosa,

que pinta o mundo de cor de rosa,

eu sou um delírio do amor.



Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,

que o amor é curto e deixa mossa,

mas quero voar, por favor!



Sou a mariposa bela e airosa,

que pinta o mundo de cor de rosa,

eu sou um delírio do amor.



Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,

que o amor é curto e deixa mossa,

mas quero voar, por favor!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

E se chamassemos à nossa filha "Skype", ou ao nosso filho "Twitter" ou ao nosso cão "Facebook"?


bLaugh.com

10 conselhos para escrever melhor

Jonathan Wolstenholme


Para escrever melhor:


1.Use uma linguagem positiva: em vez de “habitualmente não chegava à hora”, diga “habitualmente chegava tarde”; em lugar de “não recordou” diga “esqueceu” – e isso porque, consciente ou inconscientemente, o leitor prefere que se diga o que é a o que não é.

2.Seja concreto: “Sobreveio um período de tempo desfavorável” constitui uma vagueza. “Choveu diariamente uma semana” seria a boa fórmula.

3.Abrevie o mais que puder: escrever “atos de natureza hostil” é alongar de dois centímetros “atos hostis”.

4.Não qualifique: sempre que não se tratar de estabelecer uma opinião, a qualificação prévia é desnecessária. Dizer que é “interessante” o fato que se vai narrar, é pichar o leitor de inimaginativo.

5.Não use adornos: o estilo não é um molho para temperar uma salada; o estilo deve estar na própria salada.

6.Coloque-se atrás do que escreve: escreva de tal forma que a atenção do leitor seja despertada sobretudo pelo sentido e pela substância do que está dito, e não pelo temperamento e pelos modismos do autor. O primeiro conselho a dar ao escritor que começa seria, pois: para chegar a um estilo, comece por não ter nenhum.

7.Use substantivos e verbos: evite o mais possível adjetivos e advérbios. Não há adjetivo no mundo que possa estimular um substantivo exangue ou inadequado; isto sem subestimar adjetivos e advérbios, quando corretamente empregados. Mas a verdade é que são os nomes e os verbos que dão sal e cor ao estilo.

8.Não superescreva (significando aqui, don’t overwrite): a prosa excessivamente rica, adornada ou gorda torna-se mais facilmente nauseante.

9.Não exagere e seja claro: primeiramente, porque o exagero pode tornar o leitor suspicaz; e a clareza, é lógico, facilita a comunicação. Mais vale recomeçar uma frase longa com que se está brigando, que persistir na briga. Freqüentemente uma frase longa nada mais é que duas curtas.

10.Não opine sem razão: ter por hábito ventilar opiniões próprias é prejulgar que o leitor as esteja pedindo, o que constitui um sinal de vaidade.

(William Strunk citado por Vinicius de Moraes na coletânea de crónicas Para Viver Um Grande Amor)



Fonte: Escrever.net
Via Livros e afins

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Diesel provoca com sessão fotográfica de teor sexual na biblioteca / Sex in the library

Estas fotos são da campanha publicitária da Diesel, sobre a colecção de roupa interior para o Outono-Inverno 2010. As fotografias foram tiradas na Brooklyn Law School Library. Muito ousadas.





Uma questão de educação/ What's education?


"Kindergarten with nun", França, c. 1910.
Fotógrafo desconhecido. 



“Education is what remains after one has forgotten what one has learned in school.”
Albert Einstein

terça-feira, 16 de novembro de 2010

José Saramago: "Eu não sei o que é a inspiração".


O Que é a Inspiração?

Eu não sei o que é a inspiração. Mas também a verdade é que às vezes nós usamos conceitos que nunca paramos a examinar. Vamos lá a ver: imaginemos que eu estou a pensar determinado tema e vou andando, no desenvolvimento do raciocínio sobre esse tema, até chegar a uma certa conclusão. Isto pode ser descrito, posso descrever os diversos passos desse trajecto, mas também pode acontecer que a razão, em certos momentos, avance por saltos; ela pode, sem deixar de ser razão, avançar tão rapidamente que eu não me aperceba disso, ou só me aperceba quando ela tiver chegado ao ponto a que, em circunstâncias diferentes, só chegaria depois de ter passado por todas essas fases.

Talvez, no fundo, isso seja inspiração, porque há algo que aparece subitamente; talvez isso possa chamar-se também intuição, qualquer coisa que não passa pelos pontos de apoio, que saltou de uma margem do rio para a outra, sem passar pelas pedrinhas que estão no meio e que ligam uma à outra. Que uma coisa a que nós chamamos razão funcione desta maneira ou daquela, que funcione com mais velocidade ou que funcione de forma mais lenta e que eu posso acompanhar o próprio processo, não deixa de ser um processo mental a que chamamos razão.

José Saramago, in "Diálogos com José Saramago"

Fonte: Citador

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