domingo, 14 de julho de 2013

Exposição "A Imagem da Leitura" em Gaia


Fonte

sábado, 13 de julho de 2013

Um "Passaporte da Leitura e da Escrita para Qualquer Lugar do Mundo"



Passaporte da Leitura e da Escrita para Qualquer Lugar do Mundo é uma publicação do Instituto Ecofuturo e oferece ideias sobre como brincar com as crianças de modo a incentivá-las para a leitura e a escrita. As autoras são Maria Betânia Ferreira e Dora Carrasse e as ilustrações de Aline Abreu. É um livro muito atraente e com conteúdos muito pertinentes. Pode fazer o download gratuíto AQUI.

Deixo aqui algumas citações desta publicação:







Exposição HANS CHRISTIAN ANDERSEN patente na Torre do Tombo


Clique na imagem para aumentar.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A praia por David Mourão-Ferreira / Woman reading at the beach




Praia do Esquecimento

Fujo da sombra; cerro os olhos: não há nada.
A minha vida nem consente
rumor de gente
na praia desolada.

Apenas decisão de esquecimento:
mas só neste momento eu a descubro
como a um fruto rubro
de que, sem já sabê-lo, me sustento.

E do Sol amarelo que há no céu
somente sei que me queimou a pele.
Juro: nem dei por ele
quando nasceu.

David Mourão-Ferreira

Maratona de Leitura na Sertã é já no dia 13 de Julho. São 24 horas a ler!


Mais AQUI.



Lê mais. Vê mais... / Read more. See more...


O amor é... / Love is...


...ler lado a lado.

...reading together.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Com este calor aqui fica "SORVETE & POESIA"









SORVETE & POESIA


Sorvete é ouro gelado. Quem não gosta
de sorvete que ande pelado pela Paulista

ou diga o porquê desse doce não querer.
Sorvete parece uma gostosa escultura pop:

bola colorida sobre cone. Ao telefone,
conheço quem se atrapalhou – Alô!

O sorvete no ouvido. Duvida? Verdade!
Era um sorvete de brevidade e breve foi

a conversa – fria e fiada e toda melada.
De outra feita, vi namorado e namorada

no semáforo, a lamber os lábios entre um
e outro beijo, os olhos nos sinais, sem mais

nem menos, como se bolas de sorvete: verde
abacate, amarelo manga, vermelho morango.

Coisa de maluco. Maluco por sorvete. Ninguém
chupa sorvete com cara amarrada. Sorvete

para a bem amada, sorvete para o mal-amado.
Sorvete faz todo mundo feliz, ainda que por um

triz. E tem sorvete para todas as tribos:
de abacaxi para quem abaixa aqui; de caju

para o nome que não cabe aqui; de caqui
para continuar rimando com aqui; de limão

para quem diz não; exótico para o gótico;
de ameixa para quem se queixa; de jabuticaba

para quem se acaba; de chocolate para o cão
que late; de uva para a viúva; de hibisco

para o bispo; de bacuri para Rita Lee; de suspiro
para Biro Biro; de abil para abril; de sapoti

para ti; de baunilha para a família; de geleia
de Pandora para Dulcineia Catadora; de rapadura

para a ditadura; de alecrim para o arlequim; de
jambo para o tocador de banjo; de paçoca para

quem não toca; de não sei de quê para a banda
Cansei de Ser; sexy para as patricinhas; quente

para os pracinhas; de creme para Carla Caffé;
de tapioca para os índios na oca; de atalarico

para Márcia Larica; de amendoim
para os praticantes de do in; de taperebá

para o bebê e a babá; de pera para Peri;
de açaí para Ceci e para o saci… Enfim, tem

sorvete que chega; para você, para mim.
Já viu que sorvete é o único doce gelado

que a boca come até o cabo? Coisa
gostosa é morder uma crocante casquinha

até o fim. Doce mágica: lambidas e mordidas
e tudo desaparece diante dos próprios olhos.

Numa sorveteria, os olhos são maiores
que a barriga. E chupar sorvete

de olhos fechados? A esfera gelada que
a língua contorna sinuosa em lentos

movimentos circulares… Posso continuar
a escrever um monte de palavras geladas

para você sorver como a um sorvete. Mas
o poema já está gordo. Pena que sorvete

engorda. Concorda? Mas isso já é
uma outra história.



Guilherme Mansur

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