sábado, 24 de julho de 2010

Piqueniques literários


Mais uma pintura de Karin Jurick.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Leitura solarenga

Pintura de Karin Jurick.


Não se esqueça do protector solar.

Ssshhhhh! Uma animação divertida na Biblioteca Uris



"Study-time cycles in Uris Library with 1920's style animation. A student project made at Cornell University in Lynn Tomlinson's Film 325 summer course".

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Uma viagem pelas bibliotecas públicas norte-americanas

“Best-sellers ou bestas céleres?": a relação entre a literatura e o marketing

A relação cada vez mais próxima entre a literatura e o marketing é o ponto de partida do debate “Best-sellers ou bestas céleres? Como se constrói um êxito editorial”, que vai reunir no sábado (dia 24), às 17 horas, no piso 3 do Dolce Vita Porto, diferentes agentes do meio editorial e livreiro com o objectivo de analisar as transformações ocorridas neste sector nos últimos anos.

O livreiro Antero Braga, o editor Francisco Madruga, o gestor de marcas Paulo Ribeiro e o escritor José Rodrigues de Carvalho são os participantes de um debate em que vão ser passados em revista temas como o peso crescente das grandes cadeias comerciais no circuito livreiro ou o recente fenómeno dos escritores por convite (figuras televisivas que escrevem best-sellers).

A sessão faz parte de “Cultura no Centro”, ciclo de debates sobre temas relacionados com as artes que se realiza mensalmente no Dolce Vita Porto .

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Rui Zink responde a 5 perguntas sobre como aprender a ser escritor



É possível aprender a ser escritor, ou seja, é possível estudar para sê-lo? Há "técnicas" para isso?



R. Z.: É possível aprender e apreender técnicas, tal como é possível aprender a tocar piano ou a pintar ou a dançar. Naturalmente que dar o passo extra depende de algo que não se pode ensinar e que a pessoa tem ou não em bruto dentro dela. Mas o treino, a técnica e a teimosia ajudam, e não há artista digno desse nome sem nenhuma destas três coisas.



Qual é o seu primeiro conselho a um aspirante a escritor?


R. Z.: Ler e copiar, copiar muito. E, já agora, viver.




Concorda com o apelo à concisão de Saul Bellow? Onde termina uma narrativa literária concisa e começa uma listagem de frases ligadas por um mesmo tema?


R. Z.: Boa questão. Obviamente o apelo de Bellow tem uma batota: ele fê-lo depois de ter escrito prolixos calhamaços. Mas a busca da palavra exacta parece-me tão aconselhável como a busca da nota certa. Senão somos como aquele aluno a quem o professor pediu quanto eram 2+2 e que responde 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, e fica espantado por chumbar, já que deu a resposta certa.



Um escritor principiante deve ousar experimentar novas estruturas narrativas ou deve ater-se às consagradas pela literatura?


R. Z.: E porque não ambas? Com peso e medida umas vezes, sem peso nem medida outras.



Ter um "estilo próprio" é coisa a acalentar como virtude ou é um vício de escrita a combater?


R. Z.: É um objectivo a acarinhar. Mas não serve de nada pensar muito nisso. Ou se chega ou não se chega. Só é escritor, para mim, quem alcança uma voz própria.



Excerto de uma entrevista concedida pelo escritor à revista brasileira Samizdat, em 15 de Outubro de 2008.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cinco citações de Rui Zink sobre a escrita



1. Os escritores não podem cair na armadilha de dizer o que acham que o leitor quer ouvir – isso é tarefa de político.



2. “Qual o sentido do dito ‘ler é escrever, escrever é ler’?” A leitura é um prolongamento, por letras, de um acto que fazemos desde o nascimento até à morte: ler o mundo, ler os sinais, unir os pontos no desenho, não para atingir o desenho que o autor imaginou, mas um outro, sempre um outro.
 
3. A escrita é íntima, a publicação não. Se acho que uma pessoa tem talento para cantar, aconselho-a tentar gravar um disco, pois é simpático partilhar. Além de que, publicando e tendo eco (aplausos, bombons, dinheiro), a pessoa tem incentivo para trabalhar mais e crescer.



4. Tal como eu não posso pintar a cor verde com tinta vermelha, também não posso imaginar sem ser a partir da pessoa que sou e fui. O que somos é a matéria-prima a utilizar, mas obviamente que é apenas o trampolim, não o salto. E todos nós já lemos livros em que tivemos a percepção de que o escritor não fazia ideia do que estava a falar e nos soaram a falso, não é?



5. Um autor é livre de escrever sobre o que quiser com o seu tempo livre. E uma pessoa não escreve sobre o que quer, escreve sobre o que pode. Há assuntos sobre os quais eu gostava de versejar, mas sinto/sei que não consigo. Felizmente, com sorte, aparece sempre alguém que o faz melhor.



Retiradas da entrevista do escritor à revista brasileira Samizdat, em Outubro de 2008.

Agradeço a João Miguel Alves (no Facebook) a informação. :)

domingo, 18 de julho de 2010

Vraiment, Paris nunca foi tão romântico!

Le fabuleux destin d'Amelie Poulain: um filme belíssimo e absolutamente original. e a música é soberba!




Adoro o álbum de fotos dele e o jogo entre eles, as pistas que vão deixando...






Vraiment, Paris nunca foi tão romântico!

Saiba mais AQUI.

A minha irmã em palco



O talento de quem amamos abençoa-nos.

Chego agora de alma cheia. Depois de ver a minha irmã em cima de um palco. Já não é a primeira vez, nem sequer a segunda, mas a sensação é sempre a mesma. Transbordante de emoção e orgulho. Venho de a ver não como a pessoa que amo e reconheço como minha irmã mas como outras que me são estranhas: é a magia do teatro. Vi-a crescer como pessoa (como é a minha irmã mais nova, vejo-a literalmente crescer desde o dia em que nasceu), como mulher, como bailarina e agora como actriz. Privilégios que a vida nos dá. :)

sábado, 17 de julho de 2010

Saiba como Saramago escreveu O Ano da Morte de Ricardo Reis

Em 1998, José Saramago entregou à Biblioteca Nacional um conjunto documental que incluia manuscritos de algumas das suas obras, incluíndo O ano da morte de Ricardo Reis (editado em 1984) que "quer pela importância do livro no contexto da produção literária saramaguiana, quer porque os materiais preparatórios, incluindo uma agenda de 1983 adaptada ao ano de 1936, permitem analisar a metodologia adoptada na elaboração dos seus romances, bem como as correcções e aperfeiçoamentos que introduzia nos dactiloscritos, ao tempo em que ainda utilizava máquina de escrever".

Sobre a agenda cito a referência bibliográfica da fantástica agenda:

Saramago, José, 1922-



[O ano da morte de Ricardo Reis : materiais preparatórios : agenda / José Saramago].-[1983].-[271] p. em 142 f. ; 21 x 14,4 cm


Nota(s): Autógrafo. - Agenda azul, de 1983, de capa dura, escrita a tinta azul, com riscados e sublinhados a marcador verde. Os dias da semana estão emendados pelo próprio autor, fazendo-a corresponder a uma agenda de 1936. Contém anotações diárias retiradas da leitura da imprensa da época, sobre a vida quotidiana e política : boletins meteorológicos, vencimentos de escriturários ou contínuos, a falta de carne em Lisboa, nomes de sabonetes e de produtos de cosmética, falecimentos de figuras da cultura portuguesa ou estrangeira, espectáculos de teatro ou musicais, com locais e preços, numerosas referências aos principais acontecimentos históricos ocorridos em Portugal, Espanha e também na restante Europa durante o ano conturbado de 1936, período em que decorre a acção do romance. A agenda tem junto 1 folha solta, pautada, com um esboço da Península Ibérica e algumas notas, bem como os duplicados de 4 senhas de leitura da Biblioteca Nacional, requisitando o autor para consulta, em Janeiro e Outubro de 1983, os periódicos «Diário de Notícias», «O Século» e «Ilustração», dos anos de 1935 e 1936.


BNP Esp. N45/6

O corpo documental que Saramago entregou à BN é composto por 210 documentos e  encontra-se integralmente digitalizado e disponível AQUI. Deixo também a hiperligação directa para a agenda e outros materiais preparatórios do romance O Ano da Morte de Ricardo Reis.

Um tesouro que achei através do blogue Babel/Livros do Mundo.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Os filhos são uma riqueza mas os pais, em Portugal, estão cada vez mais pobres!

Rahim Baggal Asghari,
cartoonista iraniano


Que o diga eu que sou mãe de três filhos pequenos!!!

E que passo quase diariamente pela obra megalomana do novo Museu dos Coches. Sou bibliotecária, logo vivo da e para a Cultura mas não percebo como se estão a gastar milhões do NOSSO dinheiro para as "charretes" quando não temos creches suficientes para os nossos filhos.

Como não há vagas nas creches estatais e não podendo ficar em casa com eles porque não se sustenta um agregado familiar de cinco pessoas com apenas um salário, temos de pagar uma mensalidade upa upa (no meu caso, três mensalidades).

Oh Sócrates, não vejo razões para se congratular!!!  Não é porreiro pá!


"Ter filhos faz toda a diferença. As famílias com crianças a cargo são muito mais atingidas pela pobreza do que as que não têm prole, mostra um estudo ontem publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que analisou os rendimentos de 2008.



Por outro lado, a taxa de pobreza geral nacional recuou para 17,9% do total. Vários observadores dizem que tudo isto vai piorar pois o inquérito do INE ainda não conta com a recessão de 2009, nem com as sombras recentes que voltaram a pairar sobre a economia e o mercado de trabalho. A desigualdade extrema também está a aumentar.


Desde 1995, pelo menos, que a disparidade entre a pobreza das famílias com filhos e as outras não era tão elevada, mostra o estudo. Os agregados com filhos, sobretudo os que têm dois ou mais, estão a ser cada vez mais fustigados pelo fenómeno da pobreza. Ser pobre, diz o INE, é quando um adulto residente no país tem de viver com 4969 euros por ano, cerca de 414 euros por mês.


Já se sabia que com filhos tudo pode ficar mais difícil. Os encargos são maiores. Mas nunca nos últimos 14 anos a penalização foi tão grande como agora. Isso mesmo contamina a taxa de natalidade que está cada vez mais baixa. De acordo com o INE, em 2009 nasceram 99,5 mil bebés, um mínimo de muitos anos e a taxa de natalidade (crianças nascidas por cem habitantes) caiu para 9,4. Por isso, quem tem filhos fá-lo cada vez mais tarde. Também aqui a tendência é para protelar essa decisão.


As estimativas mais detalhadas do INE mostram, por exemplo, que as famílias que decidem ter apenas uma criança até registam um retrocesso no indicador da pobreza. Mas, à medida que a prole aumenta, a situação torna-se mais delicada e o risco de pobreza sobe de forma inequívoca: sobe uma décima (para 20,7% do total no conjunto dos agregados com um casal e duas crianças e aumenta dramaticamente (de 31,9% para 42,8% do total) no caso dos casais com três crianças ou mais.


Ontem, na Assembleia da República, o primeiro-ministro, José Sócrates, congratulou-se pelo facto de, no que respeita à pobreza e às desigualdades, os números serem hoje os menores desde 1995. Mas esse será um facto extraordinário, tendo em conta a quebra prevista do rendimento disponível e o agravamento estrutural do desemprego".

Excerto de notícia publicada hoje no ionline.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

SHOWCASE - UMA NOITE DE CENAS


O Estudio John Frey Para Actores, apresenta uma composição de cenas e monólogos, trabalhados pelos actores durante o curso de 2009/2010.


15, 16 E 17 DE JULHO AS 21H30
Está a decorrer neste momento o primeiro espectáculo mas ainda tem a noite de Sexta ou Sábado.

ENTRADA LIVRE
AUDITÓRIO CAMÕES
RUA ALMIRANTE BARROSO, em Lisboa METRO PICOAS/SALDANHA


SCENES AND MONOLOGUES:



"American Buffalo" - David Mamet (Scene)
Actores: Miguel Rufino and Ricardo Vaz Trindade




"On the Waterfront" - Budd Schulberg (Scene)
Actores: João Vilas and Luis Nascimento



"A Streetcar Named Desire" - Tenessee Wiliams (Monologue) "The Dreamer exames his Pillow" - John Patrick Shanley (Monologue)
Actores: Joana Saraiva and Sofia Briz




"Doubt" - John Patrick Shanley (Scene)
Actores: Cristina Sousa and Sofia Povoas




"Closer" - Patrick Marber (Scene)
Actores: Maria Faleiro and Sofia Briz




"The Eternal Sunshine of the Spotless Mind" - Charlie Kaufman (Scene)
Actores: Inês Tarouca and Ricardo Vaz Trindade




"The Wool Gatherer" - William Mastrosimone (Monologue); "Blackouts" - Gary Lennon (Monologue) (Three monologues)
Actores: Carol Vieira, João Vilas and Patrícia Castello Branco



"Hurlyburly" - David Rabe (Scene)
Actores: Carol Vieira and Patrícia Castello Branco




"Pick me, choose me, Love me" - Shonda Rhimes (Monologue); "Saving Private Ryan" - Robert Rodat (Monologue)
Actores: Maria Faleiro and Miguel Rufino



"Frankie and Johnny in the Clair the Lune" - Terence MacNally (Scene)
Actores: Joana Saraiva and Luís Nascimento



"Danny and the Deep Blue Sea" - John Patrick Shanley (Scene)
Actores: Inês Tarouca and João Vilas



"Closer" - Patrick Marber (Scene)
Actores: Carol Vieira and Miguel Rufino



ACTORES:


Carol Vieira, Cristina Sousa, Inês Tarouca, Joana Saraiva, João Vilas, Luís Nascimento, Maria Faleiro, Miguel Rufino, Patrícia Castello Branco, Ricardo Vaz Trindade, Sofia Briz, Sofia Povoas.
 
 
O nome sublinhado a azul é o da minha mana, uma das actrizes em palco. Tenho que verter aqui o meu orgulho transbordante.

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