sexta-feira, 21 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
As flores agradecidas
Mónica Carretero
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura".
Sophia de Mello Breyner Andresen
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Projecto Diga um Poema
Projecto de leitura e arquivo colaborativa/o de poesia de poetas portugueses.
Escolha um poema de um poeta português. Diga o poema. Grave (Recomendamos - http://soundcloud.com/) e partilhe na nossa página. Simples. «Diga um Poema!»
"Este é um projecto que nasce hoje. Um projecto que é uma ideia simples. Escolher um poema de um poeta português. Dizer o poema num espaço público. Gravar o som desse momento. Partilhar. Simples. E com isto, procurar catalogar uma paisagem sonora, de Bragança a Faro, de vozes, formas de dizer, de falar, de sentir a Poesia em Portugal. Num país de poetas, diga um poema!"
terça-feira, 18 de junho de 2013
Diálogos difíceis na sua simplicidade / Sometimes talking is so difficult!
- Gostas de mim?
- Gosto.
- Gostas como?
- Gosto de estar contigo. De falar contigo.
- Queres namorar?
- Não.
- Porquê?
- Porque já não ia ser igual.
- Igual?
- Sim. Igual ao que temos agora.
- Porquê?
- Porque o princípio é sempre a parte melhor.
- Queres ficar sempre no princípio?
- Se for possível...
- Então, não queres ter ninguém para sempre...
- Talvez não.
- És complicada.
- Se não namorar sou menos.
- Tens medo que eu não goste da tua complicação?
- Tenho a certeza que não vais gostar.
- Como é que sabes?
- Porque acho que conheço alguma coisa das pessoas.
- Achas?
- Talvez.
- E do amor?
- Conheço pouco.
- Então, também não podes conhecer muito das pessoas.
- Talvez tenhas razão, mas não me apetece discutir isso agora.
- Então o que queres discutir?
- Nada. Só ficar assim a olhar para quem passa e falar de banalidades.
- Queres falar de banalidades para sempre?
- Não. Podemos falar de assuntos importantes, desde que não seja sobre nós.
- Assim não vão ser importantes.
- Para ti é essencial falar de nós?
- É.
- Para quê?
- Porque gosto de ti. Achas pouco?
- Acho muito. Por isso não vamos deitar tudo a perder.
- A perder?
- Sim. Se começamos a falar de nós fica tudo complicado e os problemas aparecem.
- Problemas como?
- Vais querer saber como foi a minha vida. Vamos cobrar um ao outro. Vais querer fazer amor comigo só porque achas que tens direito.
- Direito? Só fazemos amor se quiseres!
- Mentira. Só dizes isso porque estás muito romântico agora, mas depois... Depois vais começar a tocar-me, a sentir desejo...
- E então?
- Então? Então eu vou sentir-me na obrigação de fazer amor contigo para que não me aches esquisita.
- Tu fazes amor para que não te achem esquisita?
- Faço amor para me acharem normal. Dá-me um cigarro.
- Estás nervosa?
- Sim. Estou a fazer um esforço por ser sincera e não estou habituada
A fotocópia de Dorian Gray / "The Photocopy of Dorian Gray"
Da Colecção "Tempos de crise". :)
Agora, com os e-books gratuitos disponiveis numa série de sites , já é possível fazer download deste romance em formato .epub ou .pdf sem qualquer custo.
Já agora podem fazer o download desta obra em português AQUI. Só tem de se registar no modo gratuíto e tem acesso às obras em formato .pdf. Se resolver criar uma conta paga pode aceder aos livros em formato .epub. Mas em tempos de crise não convém. :)
segunda-feira, 17 de junho de 2013
A tragédia de muitas existências / Many lives' tragedy
"To be mature you have to realize what you value most. It is extraordinary to discover that comparatively few people reach this level of maturity. They seem never to have paused to consider what has value for them. They spend great effort and sometimes make great sacrifices for values that, fundamentally, meet no real needs of their own. Perhaps they have imbibed the values of their particular profession or job, of their community or their neighbors, of their parents or family. Not to arrive at a clear understanding of one’s own values is a tragic waste. You have missed the whole point of what life is for."
domingo, 16 de junho de 2013
A ouvir "Mentiras" de Adriana Calcanhoto
Linda!
Letra
Nada ficou no lugar
Eu quero quebrar essas xícaras
Eu vou enganar o diabo
Eu quero acordar sua família...
Eu vou escrever no seu muro
E violentar o seu gosto
Eu quero roubar no seu jogo
Eu já arranhei os seus discos...
Que é pra ver se você volta,
Que é pra ver se você vem,
Que é pra ver se você olha,
Pra mim...
Nada ficou no lugar
Eu quero entregar suas mentiras
Eu vou invadir sua alma
Queria falar sua língua...
Eu vou publicar os seus segredos
Eu vou mergulhar sua guia
Eu vou derramar nos seus planos
O resto da minha alegria...
Que é pra ver se você volta,
Que é pra ver se você vem,
Que é pra ver se você olha,
Pra mim...(2x)
sábado, 15 de junho de 2013
Sete motivos para viver entre livros / Woman reading in the subway
Ler na estação de metro, s. id.
Agradeço o contributo do leitor que deixou no seu comentário aqui no Cão a menção ao texto
Sete motivos para viver entre livros, por Jacques Bonnet de Danilo Venticinque. Menciono-o aqui porque me identifiquei claramente com a sua mensagem.
"Poucas compulsões de consumo são tão bem vistas socialmente quanto o desejo de acumular livros. Ao contrário dos admiradores de sapatos, perucas, miniaturas ou outros bens de consumo supostamente fúteis, que são forçados a dedicar-se a suas paixões de forma quase clandestina para escapar do julgamento alheio, fãs de livros podem disfarçar seu descontrole consumista como uma implacável sede de conhecimento. O advento dos livros digitais tornou a vida do aspirante a bibliófilo ainda mais fácil. Se antes era necessário enfrentar as barreiras do espaço, hoje uma biblioteca de dezenas de milhares de exemplares cabe no bolso de qualquer paletó, ou mesmo num celular. Um cartão de memória do tamanho da unha de um dedão pode armazenar mais de trinta mil livros – um acervo equivalente feito de papel exigiria um apartamento inteiro para abrigá-lo. O custo também deixou de ser um empecilho. É possível encontrar uma infinidade de obras disponíveis gratuitamente na internet, em domínio público, e o preço dos exemplares novos, sobretudo os importados, é um convite à compra por impulso".
O texto é extenso enquanto post, mas a sua qualidade justifica, a meu ver, a sua leitura. Continue a lê-lo AQUI.
"O meu amor" : um duelo musical e sensual entre duas mulheres, por um malandro
A mesma música de Chico Buarque na versão de Maria Betania e Alcione:
sexta-feira, 14 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Uma das minhas próximas leituras / One of my next readings: "Happier at Home"
Já li e adorei "Project Happiness", desta mesma autora, Gretchen Rubin. "Happier at Home" já cá canta e está na calha. Saibam mais AQUI.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
Carta aos desempregados por Ricardo Araújo Pereira
CARTA AOS 19%
(Ricardo Araújo Pereira)
Caro desempregado,
Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país. Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.
Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.
Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.
Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.
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